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APOSTILA N. 08/300.000 MIL CURSOS GRATIS EM 118 PAGINAS.

Apostila 08.

Esta apostila tem 118  paginas sobre 0 estudo sobre a Doutrina  MTODO SEGUNDO KAISER
Teologia do Antigo Testamento
Parte I
 Uma das primeiras preocupaes de Walter Kaiser  discutir se de fato existe a possibilidade de uma teologia do Antigo Testamento. Para analisar esta questo, o
autor faz uma apresentao das posies adotadas por grandes telogos do AT neste sculo, como Walter Eichrodt, Theology of the Old Testament (Londres: SCM, 1961)
e Gerhard von Rad, Teologia do Antigo Testamento, 2 vols. (SP: ASTE, 1986).
Eichrodt fez um ataque violento contra o historicismo. Alegava que a coerncia interior do AT e do NT tinha sido reduzida a um tnue fio de conexo histrica e seqencial,
causal, entre os dois testamentos, que resultava de uma causalidade externa.

J von Rad no somente negava qualquer fundamento histrico genuno para a confisso de f de Israel, como tambm tinha mudado o objeto do estudo teolgico de uma 
focalizao sobre a palavra de Deus e sua obra para os conceitos religiosos do povo de Deus. O objeto e enfoque da teologia do Antigo Testamento tinham sido mudados 
da histria como evento e da palavra como revelao para uma abordagem tipo histria da religio.

Assim, Kaiser vai mostrar que a natureza da teologia do AT no  somente uma teologia que est em conformidade com a Bblia inteira, mas  aquela que se descreve 
e se contm na Bblia. Essa teologia expressa uma vinculao real com os perodos histricos que compreendem a histria de Israel, onde cada contexto antecedente 
e mais antigo se torna a base para a teologia que vem a seguir. Dessa maneira, para Kaiser, na teologia do Antigo Testamento a estrutura est colocada historicamente 
e seu contedo se encontra exegeticamente controlado. Como conseqncia, a teologia do AT em Kaiser tem um centro e conceitualizao unificadas e traduzidas nas 
descries, explanaes e conexes do texto sagrado.

Ao procurar identificar as teologias do AT, Kaiser vai trabalhar com quatro variveis:

1. A teologia estrutural, que descreve o esboo bsico do pensamento e da crena do AT em unidades tiradas por emprstimo da teologia sistemtica, da sociologia, 
ou de princpios selecionados, e depois arma seus relacionamentos com conceitos secundrios. Eichrodt e Th. C. Vriezen, An Outline of Old Testament Theology (Newton, 
Mass.: Charles T. Branford Co. 1970) pode sem enquadrados na teologia estrutural. Para Kaiser, essa teologia no tem autonomia, existindo apenas como funo heurstica 
da teologia sistemtica.

2. A teologia diacrnica que expe a crena dos sucessivos perodos e das estratificaes da histria de Israel, colocando a nfase sobre as tradies sucessivas 
da f e da experincia da comunidade religiosa. Von Rad  seu grande expoente. Para Kaiser, no estamos diante de uma teologia do AT, mas diante de uma histria 
da religio de Israel.

3. A teologia lexicogrfica, que limita sua investigao a um grupo ou a grupos de personalidades bblicas, analisando seu vocabulrio teolgico especial, como por 
exemplo, os sbios, o elosta, o vocabulrio sacerdotal, etc. Gerhard Kittel, editor, G. W. Bromiley, trad., Theological Dictionary of the New Testament, 10 vols. 
(Grand Rapids: Eerdmans, 1964-74); Peter F. Ellis, The Yahwist: the Bible's First Theologian (Notre Dame: Fides Publishers, 1968). 

4. E por fim a teologia de temas bblicos, que leva sua busca alm do vocabulrio de personagens, para abranger uma constelao de palavras que gira ao redor de 
um tema chave. Aqui se coloca o prprio Kaiser.

O enquadramento da teologia do AT

Outra questo colocada por Kaiser  a que se refere ao enquadramento da teologia do AT. Deve-se incluir material alheio ao cnone, como apcrifos, textos da biblioteca 
de Qunram ou comentrios do Talmude? Para Kaiser a utilizao de material alheio ao texto debilitariam o propsito de discutir a feio integral da teologia dentro 
de uma corrente da revelao. Toma como exemplo a pregao de Jesus que, considera Kaiser, trabalhou apenas com os textos enquadrados no cnone judaico.

Assim, para Kaiser, a teologia deve ser bblica e no precisa repetir cada detalhe do cnone para ser autntica e exata. O mtodo deve sintetizar os detalhes que 
parecem discrepantes, a fim de termos, ento, uma nica teologia bblica embalada sob a etiqueta de dois testamentos.

O que move a teologia do AT?

O texto pede para ser entendido e colocado num contexto de eventos e significados. Os estudos histricos colocam o exegeta em contato com os fluxo de eventos no 
tempo e no espao. As anlises gramaticais e sintticas identificam a coleo de idias no perodo histrico sob investigao. Assim, as razes histricas da mensagem 
em seu desenvolvimento e o julgamento das avaliaes normativas do texto traduzem o propsito e o papel da teologia bblica.

A motivao maior  entender o texto enquanto texto colocado num contexto de significados.  assim, considera Kaiser, que a teologia bblica sua grande contribuio, 
especial e peculiar.

E o centro cannico, existe ou no?

Kaiser levanta algumas perguntas: existe uma chave para uma organizao metdica e progressiva de assuntos, temas e ensinos do Antigo Testamento? Os escritores do 
AT tinham conscincia dessa organizao quando acrescentavam algo a essa corrente histrica da revelao? 

E conclui que as respostas a seus questionamentos definiro o destino e a direo da teologia do AT. Caso seja impossvel responder positivamente as duas perguntas, 
ento, somos obrigados a falar de diferentes teologias do AT, no sentido de variedade ou de linhas de continuidade que acontecem dentro de tendncias de diversidade. 
Mas para Kaiser isso no acontece: os escritores bblicos reivindicam a posse da intencionalidade divina na sua seletividade e interpretao daquilo que foi registrado 
e ns no podemos negar essa realidade.

Por isso Kaiser defende a realidade do centro cannico. Considera, porm, que a maioria dos telogos erra ao definir um centro apriorstico, externo, e tentar enquadrar 
o contedo do AT nele. A metodologia deve partir de uma exegese cuidadosa, evitando todo e qualquer encaixe precipitado. 

At a dcada de 70, a maioria dos telogos considerava que a histria era o veculo da revelao divina no AT. Aquilo que se conhecia de Deus era conhecido atravs 
da histria. Outros, no entanto, argumentavam que a revelao verbal tinha tanto direito quanto a histria de ocupar o centro do palco teolgico. A f de Israel, 
assim como a teologia bblica, tinha de Ter como seu objeto no os atos de Deus na histria, mas aquilo que o povo confessava, no importa a veracidade primeira 
dos acontecimentos. A essa afirmao, um telogo catlico, Roland de Vaux, Historia antigua de Israel, 2 vols. (Madri, Cristiandad, 1975) - id., Instituciones del 
Antiguo Testamento (Barcelona, Herder, 1976) argumenta: "A interpretao da histria dada  verdadeira e tem origem em Deus ou no  digna da f de Israel e da nossa".

O mais importante, para Kaiser,  a conexo entre a reivindicao divina - o ter anunciado muito antes de ter acontecido o curso dos eventos - e o fato de que isso 
estava de acordo com seu plano e propsito. E os escritores bblicos tinham a palavra divina e o juramento divino de promessa.

Esse  o centro cannico que Kaiser vai devolver em sua obra, depois de uma ampla e bem defendida exposio metodolgica. Trabalhando a partir dessa metodologia, 
Kaiser constri sua teologia bblica, organizando o cnone a partir das promessas de Deus ou daquelas passagens onde considera que Deus acrescentou seu compromisso 
ou juramento.

[Teologia do Antigo Testamento, Walter C. Kaiser Jr., traduo de Gordon Chown, SP, Edies Vida Nova, 1997, pp. 2 a 56].

Parte II
O TRIUNFO DA F EM TEMPOS DE CRISE 
Na poca de Habacuque, reinava Jeoaquim. Seu reinado teve a marca da violncia e da ausncia de uma justia verdadeira. Habacuque v a maldade social crescendo e 
a justia manipulada por parte dos poderosos.

No incio do seu livro ele se mostra perplexo, pois a violncia se alastra e Deus parece no tomar nenhuma providncia. O justo est sendo explorado e massacrado 
pelo corrupto e parece que Deus se mostra completamente aptico, indiferente a tudo. No  de admirar que o profeta clamasse em profunda angstia: "At quando Senhor 
..." (1:2).

O profeta viu Israel cair numa condio de apostasia. A nao estava se afastando de Deus. Entregara-se  idolatria e outras buscas destitudas de qualquer valor.

Que quadro triste! Pecado, imoralidade e vcio dominavam o povo de Israel. A lei no era aplicada com equidade e honestidade. A justia era frouxa e indolente. A 
ilegalidade campeava solta (1:3,4). A nao de Israel estava em grave decadncia espiritual, moral e social.

Realmente, era um problema e no  para estranhar que Habacuque viesse a entrar em crise. Ele no conseguia entender porque Deus permitia tudo aquilo. Orou a Deus 
a esse respeito, mas Deus parecia no responder. Da a sua perplexidade: "At quando Senhor, clamarei eu, e tu no me escutars?" (1:2)

A questo que Habacuque levanta e que a maioria dos cristos enfrenta : Onde est Deus que v tudo isso e no faz nada para sanar o problema? Ser que Deus no 
v? No v toda esta brincadeira humilhante com a vida humana, como o direito est sendo pervertido, como o justo est sendo massacrado?

Vale a pena ter f num Deus como este? Esta  a resposta que Habacuque nos dar em seu pequeno livro. A F que triunfa.

O SILNCIO DE DEUS EM MOMENTOS DE CRISE

A primeira coisa que descobrimos quando estudamos as aes de Deus em Habacuque,  que pode parecer que Ele esteja estranhamente silencioso e inativo em momentos 
de crise.

"At quando Senhor".  uma tremenda ousadia fazer uma indagao desta a Deus. O profeta v a violncia em seus dias crescer, a justia sendo torcida, a desonestidade 
ganhando espao ... e onde est Deus que no intervm e nada faz para cassar todo este mal?

No  esta a questo que muitos levantam hoje tambm? Por que Deus permite que certas coisas aconteam? Por que Deus permite que a enfermidade entre no lar e comece 
a dizimar famlias crists e fiis a Deus? Por que Ele permite que a idolatria e o espiritismo cresam espantosamente? Por que Ele no intervm e fira de morte todos 
aqueles que proferem mentiras e negam a f?

Sempre foi difcil entender o silncio de Deus nos assuntos humanos. Porm, no presumamos que esse silncio seja indicativo de sua apatia. Longe est Deus de ser 
um mero espectador desinteressado nos assuntos dos homens. Tudo est sob o seu olhar e todas as coisas esto debaixo de suas poderosas mos. Ele no se apavora nem 
se precipita.

Deus no est com os olhos fechados, os ouvidos tapados, as mos encolhidas, a mente alienada, e com os pensamentos longe dos dramas que enfrentamos na vida. A Palavra 
nos orienta dizendo que "Deus far justia aos seus escolhidos, embora parea demorado em defend-los" (Lc 18:7). E ainda mais, nenhum fio de cabelo cair de nossa 
cabea alheio a sua vontade.

O cristo vive pela f, mesmo quando no est vendo suas oraes sendo respondidas.

RESPOSTAS INESPERADAS S NOSSAS ORAES

A segunda coisa que descobrimos  que Deus, s vezes, d respostas inesperadas s nossas oraes (1:5-11). Isto, mais do que qualquer outra coisa, foi o que deixou 
Habacuque perplexo. Por um longo tempo Deus parecia no responder. Ento, quando responde, o que diz  mais misterioso at do que sua aparente falha em ouvir as 
oraes.

Na mente de Habacuque estava claro que Deus tinha que castigar a nao e depois enviar um grande avivamento. Mas quando Deus disse: "Estou respondendo a sua orao 
suscitando o exrcito Caldeu para marchar contra suas cidades e destru-las", o profeta no consegue acreditar no que ouviu. Mas foi o que Deus lhe disse, e que 
realmente aconteceu.

Deus responde a orao do profeta, mas de uma forma inesperada. Habacuque levou um susto, pois Deus iria suscitar os caldeus (Babilnicos) uma nao pag para julgar 
o seu prprio povo. Habacuque queria que Deus respondesse a sua orao e Deus respondeu, mas no do jeito que ele queria.

Todos temos a tendncia de prescrever as respostas s nossas oraes. Freqentemente, oramos dizendo a Deus exatamente como Ele tem de fazer, como se Ele fosse um 
Deus que no soubesse como agir. Tem gente que chega quase ao absurdo de ensinar a Deus como ser Deus.

Precisamos entender que Deus  livre. Ele faz o que quer, como e quando quiser. A F que triunfa  aquela que descansa na liberdade divina. Pela f e pelo estudo 
das Escrituras, o cristo sabe que Deus nunca erra. Suas respostas podem parecer estranhas, podem parecer sem sentido, mas  assim que Ele age s vezes.

Um exemplo clssico. Os irmos de Jos o venderam como escravo (Gn. 37) e assim foi ele parar no Egito. Muito mais tarde, porm Jos e seus irmos se encontraram 
e ele declara que no foram eles, mas Deus que o enviara para l (Gn. 45:7). Nossa F no  um sentimento positivo, nem um amontoado de conceitos moralistas e piegas. 
 a firme crena num Deus que tudo encaminha para o ponto que Ele deseja.

Pensamos que Deus pode se manifestar somente de uma forma. Mas a Bblia ensina que Deus, s vezes, responde as nossas oraes permitindo que as coisas piorem muito 
antes que possam melhorar. Ele pode, s vezes, fazer o contrrio do que prescrevemos. Ele pode sim, s vezes, nos colocar  frente de um exrcito caldeu. Mas  um 
princpio fundamental na vida e caminhar da f que, quando tratamos com Deus, devemos estar sempre preparados para o inesperado.

Certa vez li o seguinte caso em um livro:

Havia um membro de uma determinada Igreja que era a "pedra no sapato" de toda a comunidade. Era criador de casos, sempre mal-humorado, era altamente personalista 
e sua palavra devia ser sempre a ltima em todos os assuntos. Numa noite de viglia, no se sabe se querendo isentar-se de culpa ou transferi-la para outros, orou 
dizendo: "Deus, remove desta Igreja aquele que a atrapalha". No dia seguinte, menos de 24 horas depois, seu corpo estava sendo velado no templo daquela Igreja.

Orar pode ser perigoso. Queremos que Deus, realmente, responda s nossas oraes ou apenas que Ele nos beneficie?

DEUS USA OS MPIOS COMO INSTRUMENTO

Eis agora um terceiro aspecto surpreendente dos caminhos de Deus. Ele usa, s vezes, instrumentos estranhos para corrigir sua Igreja.

Os caldeus, dentre todos os povos, so os que Deus levanta para disciplinar o seu povo. Habacuque no podia imaginar tal coisa. Mas aqui tambm est um fato evidente 
em toda a Bblia: Deus usa o instrumento que quiser. 

No curso da histria, Ele tem usado toda sorte de instrumentos estranhos e inesperados, para a realizao de seus propsitos. Usou Pilatos, usou Herodes, usou Saul, 
usou uma mula. O mal no  de sua autoria, mas Ele, s vezes, o usa para educar e corrigir os da sua Igreja.

Quantas vezes somos acometidos por uma enfermidade, desemprego, crise conjugal, injustias ou outras tragdias da vida?

Deus  livre para usar qualquer instrumento para disciplinar o seu povo. "O Senhor corrige o que ama" e "Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus 
estatutos" (Sl 119:71).

O TRIUNFO DA F

"Mas o justo viver pela sua F" (2:4)

Sim, o justo, o crente em Jesus, viver pela sua f. E esta f no Senhor triunfante, ressuscitado e glorioso, transmite  vida diria uma vitalidade vibrante.

O cristo no se abate com o presente, embora o veja muitas vezes como sendo sombrio.

"Ainda que a figueira no floresa, nem h fruto na vide; o produto da oliveira mente e os campos no produzam mantimentos; as ovelhas foram arrebatadas do aprisco 
e nos currais no h gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvao. 
(Hab. 3:17, 18).

Este texto  uma declarao de f em um momento de crise inigualvel. Faltariam figos, uvas, azeitonas, os campos no produziriam os alimentos. O Rebanho seria exterminado. 
Os currais sem gado. E qual  a atitude do profeta? Desespero? Inconformismo? No. F!.

Habacuque nos ensina que a resposta  crise  a f. Sua segurana no brota de emoes, mas de uma f viva. E quem cr, no se abala. "Aqueles que confiam no Senhor 
so como o monte de Sio, que no se abala, esto firmes sempre" (Sl 125:1).

"Ainda que a figueira no floresa... e nos currais no h gado, todavia, eu me alegro no Senhor". (Hab. 3:17 ).

Que f! No meio da crise, alegria. Que lio para todos os cristos aborrecidos, murmuradores, emburrados com Deus e com o mundo.

Faamos como Habacuque, manter a f em Deus mesmo que Ele se mostre indiferente s nossas oraes; manter a f mesmo que suas respostas sejam inesperadas; manter 
a f mesmo que Ele esteja usando instrumentos dolorosos para nos disciplinar e educar e ainda que venhamos a perder tudo, todavia, devemos nos alegrar no Senhor, 
pois Ele  a nica riqueza que vai perdurar sempre.
Que o Senhor da F nos abenoe!

Parte III
O VALE DAS SOMBRAS 
Uma histria diz que o Culto se desenvolvia, e dois homens recitaram o Salmo 23. Um deles era um grande e aplaudido ator, dono de um jogo de cena fora do comum, 
magnfica oratria, dramaticidade nos gestos, leu o Salmo 23. Quando terminou de faz-lo, o auditrio, nesse culto mais informal, quase veio abaixo de tantos aplausos. 
Depois, um senhor idoso, encurvado, trmulo, frgil, apoiado na sua bengala foi  frente e recitou de memria o Salmo 23. Quando terminou, no houve qualquer aplauso. 
Pelo contrrio, houve um profundo silncio no santurio; e lgrimas. Nisso, o ator, foi  frente e, com a voz embargada, disse: "Meus amigos, h uma enorme diferena 
entre ns dois, declamadores. Eu conheo o "Salmo do Pastor", mas, este piedoso homem, conhece o Pastor do salmo". 

O Salmo 23 foi chamado de uma das criaes mais sublimes de todo os tempo, como tambm "a prola do livro dos Salmos". Houve, igualmente, quem dissesse que  um 
hino de louvor  providncia divina. No  um Salmo longo, so apenas seis versculos, e no entanto, , sem dvida, o captulo mais amado do Antigo Testamento, seno 
de toda a Bblia.  conhecido pelas crianas. Dos cento e cinqenta salmos,  aquele que 90% dos leitores sabem de cor. Qualquer criana que vai  Escola Bblica 
o conhece. E tem sido a ltima leitura solicitada por muitos cristos neste mundo quando em seu leito de dor j encarando a morte.

O tema do Salmo 23  "a segurana daquele que cr em Deus", e em cada versculo, exceto o primeiro, que  uma introduo, apresenta duas necessidades bsicas de 
toda pessoa, vitais, sentidas, porm, de um modo mais profundo, mais reflexivo, mais intimista pelo crente em Jesus Cristo. So necessidades com promessas de absoluta 
satisfao, visto que "o Senhor  o meu pastor", razo porque nada me faltar.  um cntico de confiana apresentado em linguagem simples, de beleza literria, e 
rica dos conceitos e das lies espirituais implcitos em suas expresses. Paulo, apstolo, escreveu na Carta aos Filipenses uma expresso bem dentro do mesmo conceito, 
quando exprimiu: "Meu Deus, suprir todas as vossas necessitadas segundo as suas riquezas na glria e em Cristo Jesus".  ento, esse Salmo, um cntico de confiana 
numa linguagem simples,  verdade, mpar na beleza literria, e rico nos seus conceitos e nas lies espirituais.

O PASTOR

Quem  o Pastor? Faamos uma exposio versculo por versculo. O primeiro versculo diz, "O Senhor  o meu pastor; nada me faltar". A imagem do pastor  muito 
encontrada na Escritura Sagrada, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Largamente utilizada foi essa palavra nos livros profticos.. Os Salmos, tambm, tm 
uso abundante da imagem do pastor, e o prprio Jesus Cristo disse sobre si prprio, "Eu sou o bom pastor". O pastor do Salmo 23  Jesus Cristo, sem dvida alguma, 
e disse que daria Sua vida pelas Suas ovelhas. 

O texto diz, "nada me faltar". A verdade  que ningum precisa estar perdido no meio da multido quando o Senhor  o nosso pastor. Ns temos a segurana da Sua 
palavra; ns temos a segurana da Sua presena e do Seu poder, seja na vida secular ou na espiritual, se  que algum pode separar do cristo a vida secular da espiritual. 
E Davi mostra que esse pastor resolve, completa e definitivamente, o problema do enfado, do cansao; dando novas provises de fora, bem como d soluo s necessidades 
fsicas de abrigo e de alimentao. Diz o Salmo 37, "Eu fui moo, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendncia a mendigar o po". 
E melhor do que qualquer psicoterapeuta, psiclogo ou psicanalista; ele elimina o temor, a falta de significado na vida. E sabem o que mais? "Nada me faltar", diz 
o texto. Porque ns temos dois excelentes guarda-costas, especialssimos guarda-costas nominados no final do Salmo; a Bondade e a Misericrdia que nos perseguiro 
todos os dias da nossa vida. E temos tambm um destino santo que , habitar na Sua casa por toda a eternidade. 

O SEGREDO DA VIDA

"Nada me faltar", porque o segredo da vida espiritual, o segredo da vida crist  o que Ele, Cristo, faz em ns; o que Ele faz atravs de ns; e o que Ele faz e 
fez para ns. Ento, se "nada me faltar", por que a ansiedade? Por que a preocupao? As palavras de Jesus Cristo nos do tanta serenidade, porque Ele diz: 

"No estejais ansiosos quanto  vossa vida pelo que haveis de comer; ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir. No  a vida 
mais do que o alimento e o corpo mais do que o vesturio? Olhai para as aves dos cus que no semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros e vosso Pai Celestial 
as alimenta. No valeis vs muito mais do que elas? Portanto, no vos inquieteis dizendo: O que havemos de comer; ou o que havemos de beber; ou com o que nos havemos 
de vestir. Mas buscai primeiro Seu Reino e a Sua Justia e todas essas coisas vos sero acrescentadas".

Ento, por que se afastar do Pastor de nossas vidas e buscar outros pastos que julgamos at mais verdejantes? Chegamos, assim, ao verso dois "Deitar-me faz em verdes 
pastos, guia-me mansamente a guas tranqilas". Temos aqui duas novas promessas: a de descanso e a de paz. E Ele vos conduz dia a dia s fontes daquilo que ns necessitamos. 
Mas, vamos lembrar algo. Vamos lembrar que at chegar a esses verdes pastos, a ovelha precisa caminhar muito; no  sair de casa e logo se chega ao pasto, no. H 
que andar dias e dias, quilmetros e quilmetros buscando gua, sombra, pasto e proteo. Indefesa diante das feras e dos ladres, a ovelha, no entanto, no est 
s, porque a Bblia declara: "Guia-me mansamente". H um detalhe tambm aqui. Estamos lendo a respeito de uma paisagem buclica e romntica. Mas, a vida das ovelhas 
no  assim. Talvez em uma situao destas, muita gente quisesse ser leo, ou tigre, ou um cavalo selvagem, fogoso, ou, mesmo, um pssaro livre para voar. Mas, ser 
ovelha?! Parece que so todas iguais?! Esse Salmo nada tem de romntico. Ele fala de perigos, de dificuldades, de penhascos, h pesares, mas, tambm do Senhor que 
guia mansamente, e Ele no leva a guas paradas, estagnadas, infectadas, no! Ele leva a guas serenas, calmas, a guas de repouso, de descanso, de satisfao. 

E camos na segunda promessa, no verso trs, "Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justia, por amor do seu nome". Mais duas promessas: sade e orientao. 
Quem escreveu este Salmo foi Davi, o Rei de Israel, que fora um tremendo pecador. Todos conhecem a sua histria com Batseba (Betsab). Diz a Bblia que ele, cobiara 
a esposa de um dos seus oficiais superiores. Urias era o seu nome. Com ela, adulterou, e por ela, tornou-se mandante de um assassinato. Davi viveu uma horrorosa 
misria moral, e uma ainda mais tremenda misria espiritual. Alis, no podemos separar uma da outra, no. Mas ele se arrependeu. E quando isso aconteceu, ele expressou 
o seu arrependimento e o seu pedido de perdo no Salmo 51, dizendo: 

"Compadece-te de mim,  Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgresses, segundo a multido das tuas misericrdias. Lava-me completamente da minha 
iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheo as minhas transgresses, e o meu pecado est sempre diante de mim".

E foi perdoado por Deus; e foi purificado; e foi resgatado, e, agora, escreve o Salmo 23. Ao escrev-lo, declara que o Senhor restaura, renova e d refrigrio. E 
realmente, "refrigera a minha alma"  o mesmo que dizer: restaura minha vida; refaz o meu ser.. Quem sabe voc necessita ser curado, igualmente, de problemas ntimos 
to srios, de pecados desconhecidos dos outros mas muito diante dos seus olhos, como Davi tambm tinha o seu pecado diante dos olhos e confessou o seu prprio pecado. 

Ento observe esse outro, "guia-me nas veredas da justia". Sabe qual  a nossa maior necessidade?  conhecer a vontade de Deus. E esse "guia-me nas veredas",  
completamente diferente do verso 2 que diz "guia-me mansamente". Porque se nos desviarmos da Sua vontade, Ele nos traz de volta. Essa  a razo porque os pastores 
usavam, como ainda hoje os pastores bascos, um cajado que tem uma ponta curva como um cabo de guarda-chuva. Na outra ponta h um aguilho de metal. Esse basto funciona 
como trs coisas: com a ponta curva, se a ovelha cair num buraco, ele a puxa para cima; mas se comear a se desviar do grupo (no  uma vereda? se cair para o lado 
vai para o despenhadeiro), ele toca de leve e ela volta para o lugar; com a ponta de ferro, ele espanta o lobo. A temos a restaurao por amor do Seu Nome. Apesar 
de em portugus ser o mesmo verbo, o primeiro  uma direo devagarinho,  uma direo calma,  uma direo mansa, mas, o segundo  um pouquinho diferente. O verbo 
no original da lngua hebraica significa um pouco mais, significa at colocar um pouquinho mais de presso para que volte a ovelha para o caminho da justia. No 
 aquele toquezinho de leve com o basto, no, talvez seja colocar o basto do lado e empurrar para refazer o caminho da justia, porque, se nos desviarmos da sua 
vontade ele nos traz de volta. E chegamos  Palavra Santa. E a palavra diz assim: "Confirmados pelo Senhor so os passos do homem em cujo caminho ele se deleita, 
ainda que caia no ficar prostrado; pois o Senhor lhe segura a mo."  a restaurao por amor do seu nome.
O VALE SOMBRIO
Vamos ao verso 4, 

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, no temeria mal algum, porque tu ests comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam". 

Aqui ns temos coragem e conforto; coragem e consolao. Essa expresso: "vale da sombra da morte", era uma expresso coloquial para os hebreus antigos e para ns. 
Nos Estados Unidos h um deserto chamado Vale da Sombra da Morte. Quase no tem vida. Com respeito aos hebreus, todos tinham conhecimento de um trecho da estrada 
entre Jerusalm e o Mar Morto, no sul da Palestina. Estamos falando de trs mil anos atrs, quando esse Salmo foi escrito. Era um trecho tremendamente perigoso, 
por isso, era chamado de vale da sombra, como apelido. Era o vale da sombra da morte, era o vale da profunda escurido, significado tambm, da expresso sombra da 
morte, proximidade da morte. 

Amados, h quem no goste, no tolere. H quem no suporte falar em morte. Talvez algum esteja agora, comeando a se inquietar com esse assunto. H quem fale com 
muita naturalidade
sobre a morte. E no so os donos ou gerentes das casas funerrias, no. E nem so os coveiros l do Jardim da Saudade ou do Campo Santo, no. Tomas Mann, ele disse: 
"Sem a morte haveria muito poucos poetas na terra". Pois , filsofos, cantores, musicistas se expressaram sobre esse evento, sobre esse fato na natureza humana 
e ningum ignora ou contesta que morrer faz parte do processo da vida. 

O cristo tem tudo para ser natural diante da morte. At comemoramos, ao lado do nascimento de Jesus, o Natal, a Sua morte na Ceia Memorial. Mas, a morte nos incomoda, 
no ? Por qu? Um irmo de nossa igreja passou por experincia desse tipo; quase nos disse adeus. Ningum desconhece isso, nem ele que  mdico, ele sabe da depresso 
pela qual passou, e um mdico nos informou isso mesmo: cirurgia de ponte de safena traz um processo de depresso logo em seguida. Por que razo no gostamos de falar 
nesse assunto? 

H muitas opinies sobre a vida aps a morte. Alis, ser conveniente trocar a expresso para "vida aps a vida". Os arquelogos tm encontrado tmulos com dois 
mil; dois mil e quinhentos; trs mil; quatro mil anos. Tmulos onde havia restos de comida, bebida, armas, roupas, carruagens e at escravos, que foram ali colocados 
vivos para servir aquele nobre, aquele fara, aquele rei no outro mundo. At os primitivos falam sobre a vida aps a vida. E h um resqucio dessa idia primitivssima 
em certas correntes ditas at como cincia que acreditam que os espritos dos falecidos vagueiam pelo ambiente dos vivos, interferindo at nas suas vidas. 

O fato  que h em ns, em todos ns, um tremendo instinto de sobrevivncia pessoal, por uma bsica razo:  que ns no fomos criados para a morte; e sim para viver! 
A morte ento,  um acidente num tremendo incidente que se chama "a Queda".  uma expresso da teologia para mostrar como toda a humanidade est ligada de um modo 
nico ao representante federal nosso que  o primeiro pai, Ado. E a Bblia no esconde, e chega a dizer com muita clareza: "O salrio do pecado  a morte", mas, 
completa pela misericrdia de Deus, "que o dom gratuito de Deus  a vida; a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor". Sim, ns amamos a vida! Todos ns amamos e 
prezamos e valorizamos tremendamente a vida! Nosso Deus  o Deus da vida. Ele  chamado na Escritura de o Deus Vivo.  o Deus que ama a vida e por isso, ele nos 
sustenta nesta vida e d-nos a eternidade para a vindoura. 

INFORMAES SOBRE A VIDA APS A VIDA

So difceis as informaes sobre a vida aps est vida, porque quem conhece bem o assunto no voltou para contar. No entanto, temos no maior best seller do mundo, 
a Bblia Sagrada, promessas gloriosssimas sobre a vida aps esta vida. Aqui esto para o nosso conforto. Por exemplo, em Mateus h uma palavra de Jesus que diz: 

"Dir o rei no juzo aos que estiverem a sua direita: Vinde benditos do meu pai; possui por herana o reino que vos est preparado desta fundao do mundo".

Que promessa extraordinria! Ou, ainda, esta outra que tambm vem dos lbios do Senhor, 

"Quem cr no filho tem a vida eterna; o que porm desobedece ao filho", [voc est levando Jesus a srio?] "O que desobedece ao filho no ver a vida; mas, sobre 
ele permanece a ira de Deus". 

Voc est levando Jesus Cristo a srio? Querem ver outra? "Eu vivo; e vs vivereis". E poderamos continuar pelo resto da manh mostrando textos e textos, promessas 
e promessas, profecias e mais profecias sobre a vida depois desta vida. 

Jesus Cristo nos trouxe uma palavra to clara, e essa palavra to clara diz que 

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheo; e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecero e ningum as arrebatar da minha mo". 

E ele tambm, ainda disse essa outra, "Que todo aquele que v o Filho e cr nele tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no ltimo dia". Pois , Jesus , o doador 
da vida eterna; Jesus, a fonte da vida; o po da vida; a gua da vida. 

Mas, h que no tema a morte? Creio que sim. A Segunda Guerra Mundial trouxe ao cenrio blico uns idealistas com um misto de fanatismo, e eles no temem a morte. 

Aqueles que amarram bombas no corpo e entrando numa loja ou num mercado pblico de modo que muita gente morre com aquela pessoa, que morreu por esse ideal, eles 
no tinham medo de morrer, no. 

Eram os pilotos kamicaze, eles eram jovens oficiais, pilotos japoneses que tendo transformado o avio transformado em uma bomba, e iam pilotando diretamente para 
o alvo, um porta-avies, por exemplo; para que no se perdesse nenhuma dessas bombas. 

E aqueles homens que dirigem carros bomba, so islamitas, so muulmanos da linha xiita. Que tambm, eles no temem a morte. 

H aqueles que so plenamente realizados e justificados por Deus. Um excelente exemplo  o do patriarca Abrao. Diz a Escritura Sagrada a respeito de Abrao o seguinte, 
"Abrao expirou, morrendo em boa velhice; velho e cheio de dias e foi congregado ao seu povo". Foi o caso tambm de Simeo. Quando viu Jesus nenenzinho no templo 
pata sua apresentao, Simeo agradecido orou dizendo que agora o Senhor j podia lev-lo com as seguintes palavras, "despedes em paz o teu servo, pois os meus olhos 
j viram a tua salvao". 

H os que foram e voltaram. A revista Vinde trouxe h algum tempo uma reportagem sobre o tema da ressuscitao, tendo dado  matria o ttulo seguinte: Quando o 
cu pode esperar. Foi quase o ttulo de um filme a respeito da reencarnao, doutrina intranqila, e que no se encontra na Bblia Sagrada. O jornalista falou do 
Pastor Joo de Oliveira, que em 1966, em Pindamonhangaba, So Paulo, foi declarado morto e voltou; Dona Luzanira Barbosa, em Macei, em 1974; um mdico, ou seja, 
um homem de cincia, o Dr. Joannis Garakis, em Braslia, em 1986; Dona Hortncia Conceio dos Santos, em So Gonalo, em 1990; o administrador de empresas Renato 
Liro, no Rio; e tambm um outro, filho da nossa igreja, a Igreja Batista Sio, o Dr. Samuel Figueira, por duas vezes em 1949 e em 1964. Hoje, aprouve a Deus lev-lo 
de vez depois de ele ter percebido que acontecia do outro lado. 

Todos acharam e acham dificuldade em exprimir o inexprimvel. Exatamente como o apstolo Paulo quando 1Corntios 2.9 disse "As coisas que olhos no viram, nem ouvidos 
ouviram, nem penetraram o corao do homem; so as que Deus preparou para os que os amam". Nesse mesmo sentido, o apstolo Paulo declarou em seguida que fora arrebatado 
ao Paraso, tendo ouvido palavras inefveis, as quais no  lcito ao homem referir (cf. 2Co 12.4). Mas todos tm a santa capacidade de exclamar com o apstolo Paulo 
dizendo o seguinte, "Onde est  morte a tua vitria, onde est  morte o teu aguilho; mas, graas a Deus que nos d a vitria por nosso Senhor Jesus Cristo". E 
mesmo J, no Antigo Testamento, tambm disse: "Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantar sobre a terra e depois de consumida esta minha pele, ento, 
fora da minha carme eu verei a Deus". 

Como temos passado pelo vale sombrio e frio do desnimo, da tristeza, da dor, da necessidade, da doena incurvel, do paciente terminal da sombra da morte! No entanto, 
pela presena do Bom Pastor esse vale se torna esplendidamente iluminado e o senso de absoluta e perfeita segurana, bem como o senso de objetivo, de propsito, 
de finalidade, de destino, se apresenta com tanta definio! 

No verso 5, mais duas promessas: de proteo e de proviso. E o verso cinco diz: "Preparas uma mesa perante mim na presena dos meus inimigos; ungis com leo a minha 
cabea, o meu clice trasborda". 

A primeira figura, foi a de um pastor que protege, guia, cuida e orienta a ovelha. Agora, eu temos uma outra imagem, a de um acampamento de bedunos, de pastores, 
naquelas plancies do Oriente Mdio, armaram suas tendas, e j caindo a noite, ou mesmo no sol inclemente do meio dia, um viajante aparece naquele acampamento. E 
ento, um dos bedunos, recebe o viajante, e o coloca casa, e no permite que um fio de cabelo de seu hspede seja tocado. At hoje, ainda  assim. Se algum vai 
ao Oriente prximo, descobre que a hospitalidade  uma verdade ali entre eles. A escassa gua  tornada disponvel para a abluo, para que ele lave o rosto, para 
que lave as mos, para que os ps sejam tambm lavados. O perfume vem em forma de um leo, que alis,  smbolo de alegria festiva na Bblia, de cura. E a proteo, 
a imunidade contra os inimigos  garantida. Se o caso for, o hospedeiro chega a ponto de perder a vida para resguardar a do seu hspede na tenda. Ele  muito bem 
recebido e  isso que diz a expresso, "Preparas uma mesa perante mim na presena dos meus inimigos; unge com leo a minha cabea e meu clice trasborda". 

Mas, quem so esses inimigos? O primeiro grande inimigo  Satans, o inimigo das nossas almas, atazanando a vida do crente por todos os lados com enfermidades, impiedade 
alheia e com perturbao. So pessoas que oprimem, so os que se levantam contra Deus,  a famlia inqua, so os injustos. 

Outro inimigo  a ansiedade,  o medo da morte,  o medo do futuro.

Mas, sabem quem  o ltimo inimigo nosso?  a morte. Est em 1Corntios 15.26: "O ltimo inimigo a ser destrudo  a morte". Mas ns temos proteo e proviso bem 
definidas da parte do Senhor. 

E no verso 6, "Certamente que a bondade e a misericrdia me seguiro todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias". Que coisa maravilhosa, 
porque temos tudo o que foi dito acima e o cu tambm! Temos amor e vida! Foi dito no comeo que temos dois guarda-costas especiais, a bondade e a misericrdia. 
O texto sagrado diz, "me seguiro", no original, porm, a palavra  "perseguir". Os inimigos perseguem, mas, a bondade e a misericrdia nos seguem bem de perto, 
isto , somos perseguidos.  exatamente o que o autor quis colocar, ns temos bondade, tov, e temos a misericrdia, hesed. Que lindas palavras na lngua hebraica. 
Tov,  de onde vem o nome prprio Tobias, que quer dizer, "Deus  bom". E, na verdade, Davi quer falar de algo que sobrepuja toda a nossa compreenso. Ele quer falar 
da paz de Deus que excede todo o entendimento. E como no encontra palavras para falar da eternidade, ele declara: "Habitarei na casa do Senhor por longos dias". 

Se Enoque e Elias foram arrebatados pelo Senhor, porque no seremos levados com alegria no rosto e serenidade no corao  presena do Pai quando chegar a hora da 
nossa morte? E Jesus no falou sobre isso? E no contou Ele a histria do rico e do Lzaro em Lucas 16.22?

"Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abrao; morreu tambm o rico, e foi sepultado".

"Levado pelos anjos", que outra promessa extraordinria na palavra de Deus... Jesus no disse nessa histria que o mendigo foi levado pelos anjos, arrebatado pelos 
anjos para o seio de Abrao? Paulo no menciona isso, o arrebatamento, em 1Tessalonicenses 4.17? Pois , bondade e misericrdia, tov e hesed. Alis, essa palavrinha 
, at, mais que s misericrdia, porque ela  lealdade, a lealdade de Deus,  bondade,  salvao,  a fidelidade do Pai,  a justia,  a verdade. E a fidelidade 
de Deus est a, at cantamos, "Tu es fiel Senhor, meu Pai celeste". Por isso que emoes e sentimentos perturbados sero acalmados pelo Senhor, temor, pavor, espanto, 
medo, sero tranqilizados por Deus e perdo sempre "e habitarei na casa do Senhor". 

Estamos falando de segurana, de segurana para a vida eterna. E Jesus disse, "Na casa de meu pai h muitas moradas; seno fosse assim eu vo-lo teria tido". E agora, 
ele assegura, "Vou prepara-vos lugar". Ns estamos falando de segurana eterna, de segurana verdadeira, porque nada nos arrebatar da mo de Jesus, porque ns somos 
parte da casa do Senhor, da famlia de Deus. 

Vou lhe dizer o que fazer, e vou faz-lo com a palavra de Deus. Ns vamos encerrar, mas, o amigo j observou que houve um uso constante da primeira pessoa do singular? 
Porque esse  um Salmo pessoal, esse  um Salmo para voc recitar: "O Senhor  o meu pastor". O Senhor  o seu pastor? Voc tem certeza de que nada vai lhe faltar? 

Que  que voc pode fazer para ter este Bom Pastor na sua vida? A primeira coisa  ter f. Creia que s Jesus Cristo pode lhe dar solues. Confesse a Jesus como 
seu Salvador. E a nfase  no Deus que conhece a cada um de ns,  no Deus que conhece a voc, porque voc no  um annimo diante de Deus.  o Deus que cuida de 
voc,  o Deus que busca ajud-lo e voc acabou de conhecer o Salmo do Pastor comentado por este pastor. Mas, conhece o Pastor deste Salmo e de todo o rebanho de 
Deus? Que pode voc fazer para ter este bom Pastor na sua vida? E eu vejo que Jesus coloca tudo na base da f, da confiana, na f-adeso, na f-compromisso com 
ele. Voc precisa, ento, crer. Essa  a primeira coisa, f. 

Voc precisa confessar, confessar a Jesus Cristo, o passado, o seu pecado, deix-lo para trs e obedecer-Lhe e andar com Ele. E este pastor extraordinrio lhe oferece 
provises abundantssimas porque Ele faz a vida transbordar. Ns temos o Seu leo, ns temos a Sua uno, ns temos a Sua bno, a Sua revelao, as Suas vises, 
a viso do cu, a viso de Deus, a viso da eternidade, a viso do mais alm, a viso da vida aps esta vida. Portanto, creia, confesse, e obedea. E eu gostaria 
de ler este poema que est na capa do boletim porque ele diz o seguinte:

O Senhor mostrou-me a vida verdadeira,
mudou meu modo de ser, 
minha maneira de viver
e fez-me enxergar bem clara a vida
e na fonte do amor sua jazida 
fez-me encontrar o tesouro imperecvel 
que as traas no destroem o combustvel 
para a minha viagem rumo ao cu. 

Hoje, louvo ao Senhor, meu Pai, meu Deus que me disse 
que eu era um ramo de Sua vinha.
Nesta hora a minha alma se aninha nos braos do Senhor, 
sou filha sua; e vivo em torno dele 
como a lua que vira sempre em redor do sol. 
Jesus  o meu guia, o meu farol, 
com a Sua luz ilumino, me projeto sem direo, 
eu alcano rumo certo, 
pois, sigo o meu Jesus que  meu caminho. 

Na Sua paz, busco fazer o meu ninho, 
um dia assumirei o viver s,
um dia cantarei tambm um canto feito de paz, 
de amor, e de alegria. 
Eu quero agora, ser oferta, 
colocar-me no altar do Senhor, 
falar-me do meu imenso amor 
e abandonar-me humildemente em Suas mos. 

Acolhei e ajudai os meus irmos 
a seguir os passos Santos de Jesus, 
a assumir com muito amor a minha cruz 
at chegar ao alto do Calvrio. 
At que ao p do santurio 
eu deposite a minha vida, o meu ser,
e diga ao Pai: 
Valeu a pena o meu viver. 
Amm.

Parte IV
RAHAB E LEVIATAN 
Encontramos vrias vezes no texto do Antigo Testamento a meno de seres dos quais no temos certeza quanto  sua origem e espcie. Dois deles so Rahab e Leviatan. 
Muitas vezes Rahab e Leviatan aparecem no texto lutando contra Yahweh. Geralmente esta luta de Yahweh contra Rahab e Leviatan se d em contextos poticos que tratam 
da origem do cosmos (cosmogonia). Como exemplo temos 

J 26.10- 13 Traou um crculo  superfcie das guas, at aos confins da luz e das trevas. 11 As colunas do cu tremem e se espantam da sua ameaa. 12 Com a sua 
fora fende o mar e com o seu entendimento abate o adversrio. 13 Pelo seu sopro aclara os cus, a sua mo fere o drago veloz (serpente veloz/fugitiva)

Salmo 74.13-17 Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as guas a cabea dos monstros marinhos. 14 Tu espedaaste as cabeas do crocodilo e o deste 
por alimento s alimrias do deserto. 15 Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos. 16 Teu  o dia; tua, tambm, a noite; a luz e o sol, tu os formaste. 
17 Fixaste os confins da terra; vero e inverno, tu os fizeste.

O que so o Rahab e o Leviatan, citados juntamente com os monstros marinhos nessas passagens? Como interpretar textos que citam esses elementos e fazem referncias 
 criao? 

Mary K. Wakeman, estudando a literatura do antigo Oriente Prximo, concluiu que a mitologia de diversas fontes antigas (Sumria, ndia, Mesopotmia, Anatlia, Grcia 
e Cana) traz traos comuns: (1) um monstro repressivo impedindo a criao; (2) a derrota do monstro por um deus herico que ento libera as foras essenciais para 
a vida e (3) o domnio final do heri sobre estas foras. Nesses mitos do antigo Oriente Prximo Rahab e Leviatan so sempre identificados como estes monstros anti-criacionais. 

Estariam os textos acima mencionados fazendo referncia a estes elementos mitolgicos comuns s culturas do antigo Oriente Prximo? A referncia feita em J e Salmos 
teria caractersticas comuns com a mitologia? Entender estas referncias a aspectos da mitologia do antigo Oriente Prximo nos escritos cannicos prejudica de alguma 
forma a nossa compreenso de inspirao, inerrncia e historicidade das Escrituras? Vejamos algumas respostas a estas perguntas.

O simples fato de Rahab e Leviatan serem citados em literatura mtica e na literatura bblica no implica necessariamente que estejam falando da mesma coisa. Porm, 
o contexto e o fato de no sabermos a que o texto bblico se refere exatamente nos leva a crer que estes elementos so os mesmos citados na literatura mtica. Nossas 
tradues so a prova de que nossa lexicografia  incerta quanto a estes vocbulos. Rahab aparece traduzido em portugus como 'adversrio' (RA), 'soberba' (RC), 
'monstro Raabe' (BLH). O lxico hebraico (BDB) traz como possibilidades para a traduo 'soberbo', 'arrogncia' (como nomes), 'nome emblemtico para o Egito', 'monstro 
mtico' (seguindo a Septuaginta) entre outros. Leviatan aparece traduzido como 'crocodilo' (RA), e 'Leviatan' (RC e BLH). O mesmo BDB traz como possibilidades de 
traduo 'leviatan', 'monstro marinho', 'drago' , grande animal aqutico', 'talvez um dinossauro extinto', 'significado exato desconhecido'. Em J 41 encontra-se 
uma descrio do Leviatan que certamente no se encaixa com qualquer animal conhecido, ou mesmo a possibilidade de algum animal extinto, mas sim com a figura mitolgica 
comum do drago que lana fogo pela boca (J 41.19-21). No contexto dos textos acima (J 26.12 e Sl 74.14) tanto Rahab quanto Leviatan aparecem acompanhados de outros 
seres que lembram tambm elementos mitolgicos, ainda que sua presena no indique necessariamente uma fonte mitolgica para os textos (e.g. a serpente em Gnesis 
3). 

Em geral, este monstro est associado ao mar e o Senhor domina e derrota o monstro, como o Salmo 89.9-10

9 Dominas a fria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas. 10 Calcaste a Raabe, como um ferido de morte; com o teu poderoso brao dispersaste os 
teus inimigos.

Salmo 104:26

25 Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes. 26 Por ele transitam os navios e o monstro marinho que formaste para nele 
folgar.

Isaas 27.1

1 Naquele dia, o SENHOR castigar com a sua dura espada, grande e forte, o drago, serpente veloz, e o drago, serpente sinuosa, e matar o monstro que est no mar.

Associar as menes de Rahab e Leviatan na Bblia aos mitos pagos do antigo Oriente Prximo implica em que os autores bblicos criam nestes mitos? No. O fato dos 
mitos serem citados implica, em primeiro lugar, que eles eram conhecidos dos autores bblicos e, certamente, da audincia deles. Segundo, que usando de uma lgica 
clara, eles citam estes mitos dentro de literatura reconhecidamente potica, para demonstrar que Yahweh  superior a todos estes elementos mticos. A Escritura  
muito clara em demonstrar que o politesmo pago  condenvel e os autores bblicos bem sabiam disto. Afirmar que, porque citaram a mitologia, criam nela,  ir alm 
do que o contexto nos permite. 

Waltke demonstra, convincentemente, que pelo menos trs aspectos podem ser estabelecidos a partir destas citaes na literatura bblica. Primeiro, que os autores 
bblicos estavam declarando a superioridade de Yahweh sobre os deuses pagos na criao, e, assim, descartando sua religio mitolgica. Segundo, que ao identificar 
Rahab com inimigos histricos do povo de Deus como o Egito (Is 30.7; Is 51:9-10 Rahab=Egito), sustentam a vitria de Yahweh no presente, auxiliando o seu povo. Terceiro, 
ao identificar estes elementos mitolgicos na literatura apocalptica, apresentam a vitria futura e final de Yahweh sobre todos os seus inimigos (Is 27.1; Ap 12.7-9).

No contexto da criao os textos de J e Salmos nos ajudam a entender alguns fatos importantes. Primeiro, que o Senhor  o grande criador, e no os deuses destes 
relatos mitolgicos (Baal, Fara, Marduque, etc.). Segundo, que o Deus criador do cosmos foi vitorioso no passado e ser no futuro. 

Segundo Waltke, 

 inconcebvel pensar que estes monoteistas estritos [os escritores bblicos] intencionaram dar suporte  sua viso a partir da mitologia pag, que eles indubitavelmente 
detestavam e abominavam, a no ser que tivessem absoluta certeza de que seus ouvintes iriam entender que suas aluses eram usadas num sentido puramente figurativo.

Fonte: Revista Fides Reformata

Parte V
RESPOSTA AOS JUDEUS NO CONVERTIDOS 
 "Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso corao, e estai sempre preparados para responder com mansido e temor a qualquer que vos pedir a razo da esperana 
que h em vs" (1 Pe 3.15-16). 

Desconheo o autor das questes abaixo, que me foram remetidas recentemente. Pelo visto, deve ser um judaizante, ou seja, seguidor do Judasmo, talvez um judeu no 
convertido, que no reconhece em Jesus o verdadeiro Messias. Em defesa de minha f, elaborei a devida refutao, como a seguir:

O Judasmo afirma que Jesus no foi o Messias, pois no realizou as esperanas messinicas. Ele no estabeleceu a paz universal e justia social para toda a humanidade, 
nem redimiu o povo de Israel, e nem tampouco elevou as montanhas do Senhor acima do topo das alturas. No tocante aos judeus, seu prprio exlio e falta de um lar, 
e a continuao da guerra, pobreza e injustia so provas conclusivas de que o Messias ainda no chegou, pois sua vinda, de acordo com promessas profticas, apressar 
a redeno do povo de Israel do exlio e a redeno de todo o mundo dos males da guerra, pobreza e injustia. 

Resposta - Todas as profecias messinicas se cumpriram em Jesus Cristo. O Messias prometido, Jesus, o Ungido de Deus, veio para destruir as obras do diabo, dar liberdade 
aos cativos, quebrar as algemas invisveis, trazer Boas Novas e preparar um povo para morar no cu (Is 61-2; Lc 4.18; Jo 3.16). Veio para todas as naes, "para 
que todo aquele que nele cr no perea, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Ele [O Cristo do Senhor] " luz para iluminar os gentios, e para glria do teu povo 
Israel" (Lc 2.32). " Deus somente dos judeus? No o  tambm dos gentios? Tambm dos gentios, certamente" (Rm 3.29). O povo de Deus no  exclusivamente a nao 
de Israel, mas os que esto lavados e remidos no sangue do Cordeiro. A REDENO em Jesus  espiritual. Todos os que O recebem so espiritualmente renovados. J disse: 
"Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantar sobre a terra. E depois de consumada a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus" (J 19.25-26). 
A esperana no Redentor  que Ele viria salvar seu povo do pecado e da condenao (Rm 3.24; Gl 3.13; 4.5; Ef 1.7; Tt 2.14), livr-lo do medo da morte (Hb 2.14,15; 
Rm 8.2) e da ira vindoura (1 Ts 1.10); e dar-lhe vida eterna (Rm 6.23). Tudo isso encontramos na pessoa do Senhor Jesus. 

O reinado de Jesus ser estabelecido num tempo vindouro, quando haver plena paz no mundo. Vejam: "Em verdade vos digo que vs os que me seguistes, quando, na regenerao, 
o Filho do homem se assentar no trono de sua glria, tambm vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel" (Mt 19.28); "Quando vier o Filho 
do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, ento se assentar no trono da sua glria; e todas as naes sero reunidas em sua presena, e ele separar uns 
dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas" (Mt 25.31-32). Os judeus "pensavam que o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente" (Lc 19.11). 
Supunham que Jesus iria comandar um exrcito para libertar os judeus do jugo romano. Ficaram decepcionados quando viram o Rei humilhado diante de Pilatos; conduzido 
para o Calvrio; castigado, vencido, fraco e morto. Nesse sentido, realmente Ele no realizou "as esperanas messinicas". Mas trouxe vida abundante para todos os 
que O recebem como o verdadeiro Messias, o Filho do Deus vivo. 

A nfase de Jesus em seus prprios ensinamentos, a maioria dos quais contrrios ao verdadeiro esprito da profecia hebraica, culminou em sua reivindicao de possuir 
proximidade especial com Deus, proximidade no compartilhada e nem mesmo semelhante  de qualquer outro ser humano. Assim ele declarou: "Tudo me foi entregue por 
meu Pai, e ningum conhece o Filho se no o Pai, e ningum conhece o pai, se no o filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". Deus, do modo como o judeu o 
conhece, est igualmente prximo de todos os homens, e sua proximidade depende de quo prximo eles querem que ele esteja e quo prximo eles desejam chegar dele. 
Nenhum profeta judeu nem mesmo Moiss, o mestre dos profetas, alguma vez afirmou estar mais prximo de Deus do que qualquer outro homem.

Resposta - Jesus continua junto  sua Igreja, aos seus, ao seu povo, a todos os que O aceitam como Senhor. Ele mesmo disse que estaria conosco todos os dias (Mt 
28.20). Ele foi chamado de Emanuel, que significa "Deus conosco" (Is 7.14). Jesus estabeleceu a diferena. Realmente, nenhum outro teve a ousadia de dizer que era 
"o Cristo, o Filho do Deus Vivo" (Mt 16.16-17); nenhum profeta, em qualquer poca, ouviu "uma voz dos cus, dizendo: "Este  o meu Filho amado, em quem me comprazo" 
(Mt 3.17; 17.5); ningum jamais disse de si mesmo: "Eu sou o Senhor do sbado" (Mt 12.8); nenhum profeta foi chamado de "Filho do Altssimo" (Lc 1.32); a respeito 
de nenhum outro profeta se l na Bblia: "E estamos naquele que  verdadeiro, isto , em seu Filho Jesus Cristo. Este  o verdadeiro Deus, e a vida eterna" (1 Jo 
5.20); ningum, antes de Jesus, teve a autoridade para declarar: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ningum vem ao Pai, seno por mim" (Jo 14.6). Realmente, 
Jesus fez a diferena. Antes dele, ningum pde dizer com tanta certeza: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30). E ningum deu tantas evidncias de Sua prpria divindade 
quanto Ele, pois curou milhares de doentes, expulsou demnios, ressuscitou mortos, acalmou tempestades, andou sobre as guas. Em toda a histria da humanidade, jamais 
um homem predisse a sua prpria ressurreio: "Depois de eu ressurgir, irei adiante de vs para a Galilia" (Mt 26.32); "E o entregaro aos gentios para ser escarnecido, 
aoitado e crucificado. No terceiro dia ele ressurgir" (Mt 20.19). As Escrituras hebraicas, a exemplo do Salmo 22 e Isaas 53, falam do sacrifcio de Jesus na cruz, 
exceto para quem ainda espera, em vo, o Messias prometido. 

O Messias que os judaizantes ainda aguardam ter que cumprir totalmente as profecias messinicas das Escrituras hebraicas, o que  plenamente impossvel. Assim, 
dever ser descendente da tribo de Jud (Gn 49.10; Lc 3.33;Mt 1.2-3); nascer em Belm Efrata (Mq 5.2; Mt 2.1; Lc 2.4-7); nascer de uma virgem (Is 7.14; Mt 1.18); 
ser o principal motivo da matana dos meninos (Jr 312.15; Mt 2.16-18); ser a Galilia o principal cenrio do seu ministrio (Is 9.1-2; Mt 4.12-16); ser profeta (Dt 
18.15; Jo 6.14) e sacerdote (Sl 110.4; Hb 6.20); dever ser recebido com alegria quando entrar em Jerusalm, montado num jumentinho (Zc 9.9; Jo 12.13-14); ser trado 
por um dos apstolos (Sl 41.9; Mc 14.10; Mt 26.14-16; Mc 14.43-45) e vendido por trinta moedas de prata (Zc 11.12; Mt 26.15;Mt 27.3-10); que essas moedas sirvam 
para comprar um stio (Zc 11.13; Mt 27.3-5; 8-10; 27.6-7); ser acusado por falsas testemunhas (Sl 27.12; 35.11; Mt 26.60-61).

O Messias dos judaizantes, para que as Escrituras hebraicas se cumpram, dever permanecer em silncio quando for acusado (Is 53.7; Mt 26.62-63); ao ser preso, deve 
ser esbofeteado e cuspido (Sl 69.4;Mc 14.65; 15.17; Jo 19.1-3; 18.22); deve ser odiado sem justa causa (Sl 69.4; Jo 15.23-25); sofrer em nosso lugar (Is 53.4-5; 
Mt 8.16-17; Rm 4.25; 1Co 15.3); deve ser crucificado com pecadores (Is 53.12; Mt 27.38; Mc 15.27-28; Lc 23.33); na sua crucificao, suas mos e ps devem ser trespassados 
(Sl 22.16; Jo 19.37; 20.25-27); para saciar sua sede, receber na cruz fel e vinagre (Sl 69.21; Jo 19.29; Mt 27.34,48); ser alvo de zombaria (Sl 22.8; Mt 27.43). 
O Messias aguardado deve ter seu lado trespassado (Zc 12.10; Jo 19.34), seus ossos no sero quebrados (Sl 34.20; Jo 19.33), lanaro sortes sobre suas vestes (Sl22.18; 
Mc 15.24;Jo 19.24); dever ser sepultado com os ricos (Is 53.9; Mt 27.57-60); em cumprimento  sua prpria profecia e s profecias das Escrituras hebraicas, o Messias 
que os judaizantes aguardam dever ressuscitar ao terceiro dia, apesar de seu sepulcro receber o selo imperial e ser guardado dia e noite por uma guarda romana fortemente 
armada (Sl 16.10; Mt 20.19; 26.32; 27.40; Mt 28.9; Lc 24.36-48) e sua ascenso deve ser vista pelos discpulos (Sl 68.18; Lc 24.50-51; At 1.9). 

O Messias esperado pelos judaizantes enfrentar outro obstculo insupervel.  que o seu nascimento dever ocorrer h dois mil anos (?!), exatamente na mesma poca 
em que nasceu Jesus, para que se cumpra a profecia de Daniel 9.24-26a. Outra condio incmoda para o Messias dos judaizantes diz respeito  prova de sua linhagem, 
pois ele dever ser da tribo de Jud e da famlia de Davi, da "raiz de Jess" (Gn 49.10; Is 11.1,10; 2 Sm 7.12-16; Mt 1.1; 9.27; Lc 1.32; Hb 7.14; Rm 15.12; Ap 5.5). 
Impossvel conseguir a prova dessa filiao porque os registros genealgicos foram extintos com a destruio do templo de Jerusalm pelos exrcitos romanos, sob 
o comando do general Tito, em 70 d.C.

Para Jesus, a pobreza no era uma condio deplorvel, necessitando de erradicao; mas pelo contrrio, a considerava como um passaporte para o reino dos cus. E 
ento aconselhava aos discpulos: Se desejas a perfeio, v! venda sua propriedade e doe o dinheiro aos pobres e gozars de riqueza nos cus. Depois, volte e seja 
meu seguidor" (Mt 19:21).

Resposta - No se pode generalizar o que est escrito em Mt 19.21. O corao daquele jovem estava em suas riquezas. Conhecendo sua fraqueza, Jesus aconselhou-o a 
vender seus bens. E disse ser difcil um rico entrar no reino de Deus. Jesus aproveitou a ocasio para ensinar que quem ama a Deus acima de tudo no deve ser escravo 
da idolatria e avareza. Todavia, a salvao est em nEle cr, seja rico ou pobre (Jo 3.18; Ef 2.8). No se pode criar uma doutrina com base nesse versculo, mas 
se deve examinar o conjunto dos ensinos de Jesus. Pobreza ou riqueza, tudo deve ser para a glria de Deus. Quando Jesus se encontrou com Zaqueu no condenou a sua 
riqueza; mas aquele homem, tendo ouvido a Jesus, resolveu devolveu o que havia ganho por meio ilcito (Lc 19.8). 

Para poder ser um seguidor de Jesus, entretanto, seria preciso romper todos os vnculos com a vida social normal, pois ele exigia: "Nem um de vocs que no se despedir 
de tudo o que possui no poder ser um dos meus discpulos" (Lucas 14:33). Essa renncia no se estendia somente s posses materiais mas tambm  eliminao das 
afeies mais naturais pelos membros da famlia.

Resposta - Em Lucas 14.26-35 Jesus estabelece as condies para quem deseja ser Seu discpulo: renunciar a tudo quanto tem por amor a Cristo; levar aps Ele a sua 
cruz (v.27), avaliar o preo de segui-Lo at o fim (vv.28-32). Em outras palavras, Jesus fez uma declarao de sua divindade, pois devemos amar a Deus sobre todas 
as coisas. Jesus ensina que o preo do discipulado verdadeiro  abrir mo de todos os relacionamentos e posses, isto , de bens materiais, famlia, nossa prpria 
vida com suas ambies, planos e interesses. Isto no significa que devemos abandonar tudo quanto temos, mas que tudo quanto temos deve ser colocado a servio de 
Cristo e sob sua direo, "pois para isto Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tantos dos mortos como dos vivos" (Rm 14.9).

Contrariamente a atitude judaica positiva em relao ao matrimonio e famlia, Jesus se opunha quase que hostilmente a essas instituies. No era casado e dirigia 
palavras extremamente contundentes contra lealdade a pais, irmos e irms, considerando esses vnculos como afastadores do amor de Deus. Jesus desmerecia e envergonhava 
sua me e irmos em pblico. Assim est registrado que quando Jesus se dirigia a uma multido, "sua me e seus irmos e permaneciam fora dela, desejando falar com 
ele. Mas, dizia a quem o avisava, 'quem  a minha me e quem so meus irmos?' Apontava aos discpulos e dizia 'aqui esto minha me e meus irmos! Todo aquele que 
realiza a vontade de meu Pai do cu  meu irmo e minha irm e me'' (Mt 12:46-50). Em outra ocasio, quando um dos ouvintes exclamou, '' abenoada seja a me que 
o gerou e nutriu!'' Jesus respondeu: 'Voc poderia se expressar-se melhor, abenoados sejam aqueles que ouvem a mensagem de Deus e as observa! '' (Lucas 11:27). 
E ele tambm ensinava: No deves chamar qualquer um na terra de seu Pai, pois tens somente um, o Pai dos cus (Mt 23:9).

Resposta - Em Mateus 12.46-50 vemos Jesus aproveitando a ocasio para, mais uma vez, dizer que em primeiro lugar est a obedincia a Deus, e que sua me e seus irmos 
no deveriam ser idolatrados. Jesus colocou um ponto final em qualquer tentativa de endeusar sua me (Lc 11.27-28). Nivelou sua famlia, principalmente sua me, 
a todos os tementes a Deus. Com coerncia, Ele deu o exemplo de que devemos amar menos as coisas terrenas e MAIS a Deus. A divina misso de Jesus, definida desde 
a eternidade (Jo 1.1,2,14; 3.16), no inclua o vnculo matrimonial.  uma inverdade dizer que Jesus, de forma hostil, se opunha ao casamento, pois Ele confirmou 
o mandamento de "honrar pai e me" (Mt 15.4), manifestou-se a favor da pureza do matrimnio, condenando o adultrio (Mt 5.27-28); e, na cruz, j perto da morte, 
demonstrou seu grande amor filial ao entregar Maria aos cuidados do apstolo Joo. 

A maneira pela qual Jesus aplicava esses princpios a situaes da vida real pode ser vista por seus rompantes de ira para com os discpulos que desejavam se desvincular 
de certas obrigaes familiares antes de segui-lo. Quando um futuro discpulo dizia a Jesus: Mestre, vou segui-lo, mas deixe-me primeiramente dizer adeus aos que 
esto em minha casa'', ele o reprovava: Quem coloca sua mo no arado e olha para trs,  inadequado para o reino de Deus (Lucas 9:61).

Resposta - Nessa passagem, Jesus disse que devemos deixar os espiritualmente mortos, cujos interesses esto somente nesta vida. Veja: "Disse tambm outro: Senhor, 
eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que esto em minha casa. Disse Jesus: Ningum que lana mo do arado e olha para trs  ato para o Reino de Deus" 
(Lc 9.61-62). Jesus aproveitou a oportunidade para dizer que segui-Lo  tarefa para quem deseja am-Lo sobre todas as coisas, capaz de deixar famlia, nao e bens 
por Sua causa. Espiritualmente falando, vale dizer que todos ns devemos amar MENOS as coisas deste mundo. Os no crentes esto mortos em seus delitos e pecados 
(Ef 2.1,5). Jesus considerou que a famlia daquele homem estava espiritualmente morta; ento usou essa expresso: deixe que os [espiritualmente] mortos sepultem 
seus mortos. As palavras para aquele seguidor naquele momento foram amargas, mas serviram como lio para o resto de sua vida. Esta verdade serve para os dias de 
hoje. Muitos missionrios, colocando em risco a prpria vida, largam famlia e bens e vo habitar em lugares hostis, por amor a Cristo. Em nada Jesus pode ser julgado 
por isso. Ele continuou sendo coerente em suas sbias palavras.

Jesus exigiu de seus seguidores que odiassem seu semelhante para serem melhores discpulos. Portanto ensinava: ''Aquele que se aproxima de mim sem odiar seu prprio 
pai e me, esposa e filhos, irmos e irms e tambm a sua vida no pode ser dos meus discpulos'' (Lucas 14:26). 

Resposta - Quem nos ensinou a amar nossos inimigos e orar por eles, e a honrar pai e me, no nos ensinaria a odiar nossos familiares. Portanto, a passagem sob anlise 
deve ser interpretada no seu contexto. Leia-se: "Se algum vier a mim e no aborrecer a seu pai, e me, e mulher, e filhos, e irmos, e ainda tambm a sua prpria 
vida, no pode ser meu discpulo" (Lc 14.26-ARC). Mais uma vez, guardando coerncia com as palavras j expostas, devemos entender "aborrecer" ou "odiar", neste versculo, 
como "amar menos". Ou seja, nossa lealdade e amor a Ele devem ficar acima de todos e de tudo. Todavia, a explicao bastante clara de Lucas 14.26 est em Mateus 
10.37-38: "Quem ama o pai ou a me mais do que a mim, no  digno de mim; quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, no  digno de mim; e quem no toma a sua 
cruz, e no vem aps mim, no  digno de mim". 

O quanto Jesus estava longe de ser piedoso e isento de desejo de vingana pode ser avaliado pelo fato de que ele amaldioou at mesmo uma rvore que no produziu 
os frutos que ele esperava!

Resposta - Jesus transmitiu suas verdades em diversas situaes e de diversos modos. O contexto de Mateus 21.18-22 revela que a inteno de Jesus no era apenas 
de amaldioar uma rvore, mas o de ensinar que "se tiverdes f e no duvidardes, no s fareis o que foi feito  figueira...". Afirmar que Jesus era vingativo e 
falto de piedade  desconhecer por completo o texto dos quatro evangelhos. 

Existe tambm uma contradio sem soluo entre a beatitude de Jesus: "Bem- aventurado os que promovem a paz por que sero chamados filhos de Deus''' (Mt 5:9) e 
sua declarao: "No penseis que vim trazer paz a terra. No vim trazer paz, mas espada. Com efeito vim contrapor o homem ao seu pai, a filha a sua me e a nora 
a sua sogra. Em suma, os inimigos do homem sero os seus prprios familiares" (Mt 10:34-37).

Resposta - "Contradio sem soluo" h para quem no sabe ou no quer aprender a interpretar corretamente as palavras de Jesus. O que Jesus disse  uma verdade. 
Vemos todos os dias cumprir-se essa palavra. Um jovem se converte e de imediato seus pais e seus irmos ficam contra ele. Jesus promove a diviso entre as trevas 
e a luz porque: (a) o crente est separado do mundo e morto para o pecado (Lc 12.51-53; Rm 12.2); (b) A pregao da verdade enseja perseguio, diviso, zombaria 
e desprezo (Mt 5.10,11; 12.24; 14.4-12; 27.1; At 5.17; 7; 54-60; 14.22).  dessa forma que se deve entender a aparente contradio em Jesus ser o "Prncipe da Paz" 
(Is 9.6) e declarar que veio trazer diviso. 

A Bblia hebraica considera todos os homens como irmos por parte do Pai do cu. Portanto os profetas eram mensageiros de Deus para toda a humanidade e no somente 
para seu prprio povo. Jesus por outro lado apresentou uma atitude definitivamente exclusivista ao enfatizar que fora enviado somente para "as ovelhas desgarradas 
do povo de Israel. Esse aspecto ainda  mais enfatizado na recusa de Jesus em curar a filha de uma cananita. A Bblia hebraica  repleta de exemplos de gestos de 
bondade dirigidos a no judeus, para citar um exemplo: Naam. A dura resposta de Jesus  cananita no foi menos contrria  tradio judaica do que aos padres ticos 
aceitos. Pois quando a mulher implorou: tenha piedade de mim, Senhor! Minha filha est terrivelmente possuda pelo demnio!' Jesus no reconfortou e tambm instruiu 
seus discpulos: mande-a embora pois fica implorando', acrescentando: "Fui enviado somente para as ovelhas desgarradas da casa de Israel. Quando a me alterada continuou 
implorando, ele exclamou as cruis palavras: ''No  certo tirar o po das crianas e jogar aos ces! Querendo dizer com isso que os no judeus so ces e conseqentemente 
sem direito a misericrdia divina. Somente quando a pobre mulher se humilhou, a ponto de aceitar o papel de uma cadela, dizendo: at os ces comem as migalhas que 
caem da mesa de seu dono,  que Jesus considerou e prometeu ajud-la porque voc possui grande f (Mt 15:22-28). Mas mesmo ao ajud-la, ele o fez sem humanidade 
ou piedade mas como retribuio  grande f da mulher em sua pessoa.

Respostas - Exemplos maiores de "crueldade" e "desprezo" pela vida humana vemos nas Escrituras hebraicas, dadas por Deus Pai. (1) Para provar a f de Abrao, ordenou 
que este sacrificasse seu nico filho Isaque, fazendo-o percorrer um longo caminho; somente no ltimo momento, suspendeu sua ordem (Gn 22.1-12); (2) Aps ter demonstrado 
grande zelo pelo seu povo, que tirou da escravido do Egito, desejou matar todos eles em pleno deserto, por causa da idolatria do bezerro de ouro.Tal intento no 
se consumou por causa da intercesso de Moiss (x 3.7-9; 32.4,6,10). Por causa desse incidente, Moiss, num ato de "crueldade" passou a fio de espada cerca de trs 
mil homens (x 32.28); (3) Por ordem de Deus, a cidade de Jeric foi totalmente destruda pelo fogo, sob o comando do servo Josu: as casas, os animais, homens, 
mulheres e crianas foram consumidos (Js 6.2; 7.17, 24); (4) Ao tomarem a cidade de Ai, por ordem do Senhor, mataram doze mil entre homens e mulheres (Js 8.1,2,25,26,28,29); 
(5) J era homem "ntegro e reto, temia a Deus e se desviava do mal", mas isso no evitou que perdesse todos os seus filhos e bens, e ainda ficasse coberto de chagas, 
tudo por permisso do Altssimo, e tudo conforme as Escrituras hebraicas. So muitos os casos em que Deus Pai, como Senhor dos vivos e dos mortos, usou de Sua soberana 
e infinita vontade para pr em prtica seu plano de redeno. Podemos censurar Deus? Como admitir, portanto, que o Cristo, "Senhor dos vivos e dos mortos", "Pai 
da Eternidade", "Deus Forte" (Is 9.6; Rm 14.9) no agiu corretamente ao provar a f da referida mulher? O texto no fala que Jesus ordenou aos discpulos que expulsassem 
a mulher. Os discpulos  que pediram a Jesus que assim procedesse, mas no foram atendidos (Mt 15.23-24). Com isso, Jesus ensinou que devemos ser perseverantes 
na f. Ao atender ao clamor da Canania, libertando sua filha dos demnios, Jesus mais uma vez afirmou que veio libertar os cativos.

Apesar de Jesus ter apregoado que nenhum pingo no i ou trao no t deveriam ser retirados da lei, ele prprio desconsiderou e violou vrias leis importantes. A autorizao 
a seus discpulos de apanharem as espigas de milho no sbado, pois estar faminto no se trata de emergncia que justifique transgresso do sbado. Em vrias ocasies 
ele curou pessoas no sbado, que no estavam em situao emergencial, alegando que poderia faz-lo, em oposio aos rabinos que sustentavam que o sbado pode e deve 
na verdade ser transgredido somente com vistas a salvar e preservar uma vida, mas no para tratar de pessoas com enfermidades crnicas cujo estado se prolonga por 
anos e que sem qualquer perigo de vida e sade podem aguardar algumas horas at o trmino do sbado.

Resposta - Ningum melhor do que Jesus para dar a correta interpretao  lei que Ele mesmo formulou, na qualidade de Pessoa da Trindade. Joo Batista deu testemunho 
da divindade de Jesus, dizendo: "Aquele que vem do cu  sobre todos. Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus..." (Jo 3.31,34). Jesus confirmou as palavras 
do seu precursor, afirmando que Seu ensino vinha daquele que O enviou, ou seja, de Deus (Jo 7.16,17). Ns, cristos, cumprimos os princpios ticos e morais do Antigo 
Testamento (Mt 7.12; 22.36-40) e os ensinamentos de Cristo e dos apstolos. Ouam as palavras do nosso Salvador: "Ide e fazei discpulos de todos os povos, batizando-os 
em nome do Pai, e do Filho e do Esprito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas QUE EU VOS TENHO MANDADO" (Mt 28.19-20). Do contrrio, ainda estaramos cumprindo 
o ritual da circunciso (1 Co 7.19). Para ns, a f em Cristo  o ponto de partida para o cumprimento da lei, pelo que nos tornamos filhos de Deus (Jo 1.12). Segue-se 
que no somos salvos pelo mrito de cumprirmos a lei, mas "pela graa mediante a f" (Ef 2.8). Libertos do poder do pecado e selados com o Esprito Santo, estamos 
debaixo da "lei de Cristo" (Gl 6.2;1 Co 9.21). O apstolo Paulo declarou de forma clara que no estamos debaixo da lei, mas debaixo da graa (Rm 6.14). Jesus colocou 
o sbado no seu devido lugar, ensinando que esse dia foi institudo para benefcio do homem, a seu favor, e no contra o homem (Mc 2.27). Jesus no censurou os discpulos 
acusados de no cumprirem a lei do sbado, por haverem apanhado espigas para comer (Mt 12.1-7), e afirmou que  lcito fazer o bem nesse dia (Lc 6.9). Por ltimo, 
Ele declarou que "o Filho do homem  Senhor do sbado" (Mt 12.8). 

A lei judaica aprova e recomenda o divrcio como meio de findar um matrimnio infeliz e insustentvel. De fato a lei  notavelmente liberal pois aceita como justificativa 
para o divorcio a incompatibilidade, o que no  admitido por vrias religies progressistas. Jesus em clara oposio s leis talmdicas e bblicas proibiu o divrcio, 
exceto em caso de adultrio por sua prpria conta.

Resposta - So vlidos para este caso os mesmos argumentos apresentados na questo anterior.  bom entendermos que estamos sob a gide de uma nova aliana. Ao instituir 
a ceia do Senhor, Jesus disse que o Seu sacrifcio na cruz representava o novo concerto, a Nova Aliana (Mt 26.28)."Dizendo nova aliana, Ele tornou antiquada a 
primeira. Ora, aquilo que se torna antiquada e envelhecida, perto est de desaparecer" (Hb 8.13). Jesus Cristo  o Mediador desse novo concerto ou novo testamento. 
"Se a asperso do sangue de bodes e de touros, e das cinzas de uma novilha santifica os contaminados, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Esprito eterno se 
ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificar a nossa conscincia das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo?" (Hb 9.13-14). Com esta compreenso e certeza, 
podemos entender melhor a explicao dada por Jesus, quanto ao divrcio: "Tambm foi dito: Aquele que deixar sua mulher, d-lhe carta de divrcio. Eu, porm, vos 
digo que qualquer que e repudiar sua mulher, a no ser por causa de infidelidade conjugal, faz que ela cometa adultrio, e aquele que casar com a repudiada, comete 
adultrio" (Mt 5.31-32). O que vale para ns, hoje, ns que estamos debaixo da lei de Cristo,  essa palavra. Na questo formulada, est o reconhecimento de que 
a lei do divrcio era "notavelmente liberal". Por isso, a lei  aperfeioada na Nova Aliana. 

Ainda mais grave foi a atitude negativa de Jesus quanto s leis dietticas expressas em seus ensinamentos: "Ouvi e entendei! No  o que entra pela boca que torna 
o homem impuro!" (Mt 15:11). Isto era uma clara e inequvoca desaprovao da importncia das leis dietticas. Os discpulos de Jesus, indignados com esse ataque 
a uma das mais importantes observncias judaicas, perguntaram a seu Mestre: "Voc sabia que os fariseus se escandalizaram ao ouvir o que disseste?" Ao que ele respondeu: 
'Qualquer planta que meu pai celeste no plantou ser arrancada. Deixai-os. So cegos conduzindo cegos! Ora, se um ofuscado conduz outro, ambos acabaro caindo num 
buraco'. A pedido dos discpulos para explicar a parbola Jesus disse: "No entendeis que tudo o que entra pela boca vai para o ventre e da para a fossa? Mas o 
que sai da boca procede do corao e  isto que torna o homem impuro" (Mt 15:12-18). De maneira bastante natural Jesus declarou que "todos os alimentos so puros" 
(Mc 7.19). Claro que esse ataque frontal  totalidade das leis dietticas constitui-se em estranho contraste  colocao de Jesus de que ele no havia vindo para 
abolir nada da lei ou dos profetas. 

Resposta - Os argumentos apresentados na questo anterior, quanto  autoridade de Jesus para alterar ou explicar a lei, so vlidos para este caso. Continuam em 
vigor as palavras de Jesus, pois ainda temos cegos guiados por outros cegos. Os fariseus observavam com rigor os mnimos detalhes de sua tradio, at o "lavar as 
mos quando comem po" (Mt 15.2). Estavam convictos - e muitos ainda esto - de que a salvao deles dependia do cumprimento dessas obrigaes. Jesus d exemplo 
de que eles transgrediam os mandamentos, e revela: "E assim invalidastes, pela vossa tradio, o mandamento de Deus... ensinando doutrinas que so preceitos dos 
homens" (Mt 15.6,9). Jesus aproveitou o momento para declarar que os propsitos do corao so mais importantes para Deus, do que o lavar as mos antes das refeies 
ou praticar outros rudimentos, porque do corao procedem os maus pensamentos..." (Mt 15.19,20). Em outra oportunidade Jesus criticou duramente os fariseus: 

"Ai de vs, escribas e fariseus hipcritas! Limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior est cheio de rapina e de intemperana. Ai de vs, escribas e fariseus, 
hipcritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro esto cheios de ossos de mortos, e de toda imundcia. 
Exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e iniqidades. Serpentes, raa de vboras! Como escapareis da condenao 
do inferno?" (Mt 23.25-28). 

Para finalizar, ouamos o apstolo Paulo: "Portanto, ningum vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sbados, 
que so sombras das coisas futuras, mas o corpo  de Cristo. Se estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanas, 
como se vivsseis no mundo, tais como: no toques, no proves, no manuseies? {Estas coisas] no so de valor algum, seno para a satisfao da carne" (Cl 2.16,17,20,21,23). 

O Messias ser Rei sobre toda a terra

Todas as profecias messinicas tiveram cabal cumprimento na Pessoa de Jesus de Nazar. As expectativas dos judeus apontavam para o surgimento de um rei poltico/militar, 
capaz de livr-los do jugo romano. Jamais admitiam a hiptese de um rei sofredor, humilde, sem armas. Por certo no atentaram bem para o texto do "servo sofredor", 
conforme Isaas 53, Aquele que seria "traspassado por nossas transgresses e modo por nossas iniqidades". Por isso, no sem razo Paulo afirmou que a cruz de Cristo 
era "escndalo para os judeus" (1 Co 1.23). 

Todas as profecias da Bblia foram, sero ou esto sendo cumpridas. O exemplo mais recente  a reconstituio do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, por resoluo 
da Organizao das Naes Unidas (ONU), aps quase dois mil anos de disperso por todo o mundo. Esse retorno  Terra Prometida foi predito h cerca de 2.500 anos. 
Vejam:

"Eis que os trarei da terra do Norte e os congregarei das extremidades da terra; e, entre eles, tambm os cegos e aleijados, as mulheres grvidas e as de parto; 
em grande congregao, voltaro para aqui" (Jr 31.8). O profeta Ezequiel foi ainda mais preciso: "Tornar-vos-ei de entre as naes, e vos congregarei de todos os 
pases, e vos trarei para a vossa terra" (Ez 36.24). Outra profecia cumprida  a de que o deserto de Israel seria lavrado, agricultvel, e que todos, surpresos, 
iriam dizer que "esta terra desolada ficou como o jardim do den" (Ez 36.33-36). Sabe-se que Israel tem superado a grande escassez de gua na agricultura, utilizando 
sistema de irrigao de alta tecnologia. 

Israel deve atentar muito bem para a seguinte profecia, a ser cumprida:

"E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalm derramarei o Esprito de graa e de splicas; olharo para mim, a quem traspassaram; prante-lo-o como 
quem pranteia por um unignito, e choraro por ele, como se chora amargamente pelo primognito" (Zc 12.10). No  preciso muito esforo para concluir que esta profecia 
est falando de Jesus, o unignito de Deus (Jo 1.14; 3.16; 1 Jo 4.9), o primognito de Maria (Lc 2.7a), o traspassado na cruz (Jo 19.34,37).
O povo que rejeitou o enviado de Deus chorar amargamente, e "o SENHOR ser Rei sobre toda a terra" (Zc 14.9).

Parte VII
ADVENTISTAS DECLARAM QUE NO  PECADO GUARDAR O DOMINGO 
 H cinqenta anos, lderes adventistas, ao admitirem que os "domingueiros" no estavam em pecado, concluram que qualquer dia da semana poderia ser guardado. Vejam 
na matria a seguir que o Dr. Walter Martin no entrevistou gente mida, pequenos adventistas, homens comuns da crena. Entrevistou "conceituadssimos lderes". 
O livro com essas entrevistas foi exaustivamente revisado por "250 lderes adventistas". Vejam bem, a palavra vem da cpula adventista, de homens que exercem ou 
exerciam liderana no seio dessa religio.

Houve realmente um consenso em torno dessa questo. Se h adventistas radicais que discordam dessa importante deciso, precisam primeiramente explicar por que, onde 
e como aqueles prceres erraram. Ao admitir que os domingueiros no esto em pecado, admitiram, tambm, que os adventistas poderiam guardar o domingo. Num e noutro 
caso no haveria pecado.

O foco da discusso deveria ser dirigido nessa direo. Por que esses proeminentes adventistas cederam? O que realmente aconteceu no seio adventista? Qual o pensamento 
predominante no adventismo brasileiro? Vejamos a matria.

Extrada do Dicionrio de Religies, Crenas e Ocultismo, de George A. Mather & Larry A. Nichols, Vida, 2000, pg.194::

"Entre 1955 e 56, Dr. Walter Martin, um dos grandes apologistas da f crist em nossos dias e fundador do Christian Research Institute, EUA, entrevistou conceituadssimos 
lderes adventistas em sua associao Geral (o rgo mximo do grupo), naquela poca localizada em Takoma Park, Maryland, EUA. O resultado final da entrevista deu 
origem ao livro Seventh-day adventists answer questions on doctrine (Adventistas do stimo dia respondem perguntas sobre doutrina), lanado em 1957 pela editora 
adventista Review and Harald Publishing Association. Antes de ser publicado, o manuscrito de 720 pginas foi revisado por 250 lderes adventistas. Foi destacado 
o seguinte":

1. Sabatismo: a guarda do sbado no propicia salvao; o cristo que observa o domingo no est em pecado; no  cmplice do papado.

2. Ellen G. White: seus escritos no devem ser colocados em p de igualdade com a Bblia; no so de valor universal, mas restritos  IASD.

3. Santssimo: Cristo entrou no Lugar Santssimo por ocasio de sua ascenso, e no em 22 de outubro de 1844. Assim, as doutrinas do santurio celestial ser purificado 
e do juzo investigativo no tinham base bblica.

"Houve, contudo, srias controvrsias no seio da IASD devido ao livro, dando origem a dois movimentos: o tradicional e o evanglico. O primeiro recusava-se a abrir 
mo das posies acima, pois aceit-las comprometeria a exclusividade da IASD como o remanescente, a nica e verdadeira igreja de Cristo. O segundo advogava os conceitos 
expressos no Questions on doctrine. Estes no queriam deixar a IASD, apenas queriam uma reforma nas questes teolgicas nada ortodoxas. Muitos desses, porm, por 
presses internas, deixaram a IASD. Diante de tudo o que foi dito acima, concluiu-se que o adventismo com o qual o Dr. Walter Martin dialogou e aceitou como cristo 
no  mais o mesmo que presenciamos aqui no Brasil, pois rompeu com tudo aquilo abordado no Questions on Doctrine. Entretanto, no se pode negar que h dentro da 
IASD aqueles que almejam o retorno s formulaes esboadas e defendidas no Questions on Doctrine".

Parte VII
A CEIA MESSINICA 
 "Ao ouvir isso um dos que estavam com ele  mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer po no reino de Deus. Jesus, porm, lhe disse: Certo homem dava uma 
grande ceia, e convidou a muitos. E  hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, porque tudo j est preparado. Mas todos  uma comearam a escusar-se. 
Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir v-lo: rogo-te que me ds por escusado. Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experiment-los; rogo-te 
que me ds por escusado. Ainda outro disse: Casei-me e portanto no posso ir. Voltou o servo e contou tudo isto a seu senhor: Ento o dono da casa, indignado, disse 
a seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois disse o servo: Senhor, feito est como 
ordenaste, e ainda h lugar. Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha. Pois eu vos digo que 
nenhum daqueles homens que foram convidados provar a minha ceia" (Lc 1 4.15-24)

Os antigos judeus utilizaram imagens variadas para descrever o que aconteceria quando chegassem os dias da Era Messinica. Era um tema constante no somente na mensagem 
dos profetas, mas nos dias de Jesus havia muita especulao sobre quando seria, e o que aconteceria por ocasio desse abenoado tempo.

Entre as muitas figuras que foram usadas para descrev-la, havia a de um banquete. Quando lemos no Antigo Testamento o Salmo 23, o seu penltimo versculo, ele diz 
"Preparas uma mesa perante mim na presena dos meus inimigos".  essa figura da ceia a que foi utilizada por Jesus Cristo. E, se vamos ao profeta Isaas, aquele 
que mais falou acerca do Messias, tambm leremos: "E, o Senhor dos exrcitos dar neste monte a todos os povos um banquete", e, continua dizendo, "e destruir neste 
monte a coberta que cobre todos os povos, e o vu que est posto sobre todas as naes. Aniquilar a morte para sempre, e assim enxugar o Senhor Deus as lgrimas 
de todos os rostos, e tirar de toda a terra o oprbrio do seu povo; porque o Senhor o disse" (Is 25.6a, 7, 8).

No relato de Lucas houve um homem que fez referncia a essa Ceia Messinica, dizendo a Jesus o seguinte: "Bem-aventurado aquele que comer po no reino de Deus". 
Com essa palavra, ele deu ocasio para que Jesus contasse um midrash, uma parbola, uma pequena histria, uma ilustrao sobre quem tem direito de participar do 
futuro banquete com o Messias. E aqui est a histria que Jesus contou: um homem quis dar um banquete, convidou os amigos, e eles comearam a dar desculpas. Um no 
podia ir porque havia comprado um campo; o outro, porque havia comprado cinco juntas de boi e precisava experiment-los; o outro no podia ir porque havia casado. 
; cada um apresentou o que considerava ser uma importante desculpa.

 necessrio explicar que o homem ficara indignado porque o convite era feito muito antecipadamente. Mas havia um detalhe: no se sabia a hora da festa. Quando chegasse 
a ocasio, o convidado seria comunicado, e foi o que aconteceu : "E  hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, porque tudo j est preparado". 
Aceitar o convite, e no comparecer, seria considerado uma grave injria ao anfitrio, um srio insulto.

Na histria, os convidados deram suas excusas: um estava com suas terras, o outro estava envolvido com o seu gado, e o terceiro com a famlia. Naturalmente, para 
eles os envolvimentos particulares tinham prioridade sobre o convite, e deram desculpas. Razes tremendamente ilgicas, fracas de argumento, e, at, insultuosas, 
porque dizer "No vou ao seu banquete porque eu preciso ver as terras; no vou ao banquete porque vou olhar o boi que comprei" era um insulto! E vejam a razo:

"Comprei um campo, e preciso ir v-lo; peo que me desculpe". A desculpa  fraca porque esse homem era um mentiroso.  uma questo de senso comum tanto aqui quanto 
no Oriente Mdio, pois ningum compra uma fazenda, um trato de terra sem antes conhecer cada metro quadrado. Ningum compra terreno sem olhar antes, e foi o que 
esse homem fez. Um certo comentarista da Palavra de Deus at diz que muitas vezes a compra de uma fazenda requer, no Oriente, anos de negociao, mesmo porque os 
orientais so extremamente pechincheiros. Comprar no Oriente,  uma mo de obra, uma verdadeira arte.  como se hoje algum dissesse, "No posso ir a sua festa porque 
eu comprei uma casa pelo telefone", sem olh-la, sem saber se prestava, suas divises internas. Alm disso, as ceias eram realizadas no fim da tarde, de modo que 
haveria tempo suficiente durante o dia para que o homem fosse olhar a fazenda que havia comprado.
Mentiroso!...

O outro homem disse, "Comprei cinco juntas de bois, e vou experiment-los; peo que me desculpe". Essa  outra desculpa ridcula! Porque ningum vai comprar juntas 
de boi (so dois bois trabalhando num arado), sem testar antes se os animais poderiam trabalhar um com o outro. Ningum pegava um boi aqui e outro ali e os colocava 
juntos, no, porque nem sempre podiam trabalhar em harmonia, um ajustado ao outro.  como se algum ligasse para casa, e dissesse: "No vou jantar hoje em casa porque 
comprei cinco carros usados pelo telefone, e vou olhar para ver se prestam". Ningum faz isso!

A terceira desculpa ("Casei-me e portanto no posso ir") parece ser a mais coerente, e at ficamos querendo desculpar o homem que se casou e disse que no podia 
ir ao banquete do outro porque, naturalmente, o lar  de suprema importncia no ensino do evangelho. Mas, a famlia no foi instituda para ser utilizada de modo 
egosta. Jesus, de qualquer modo, mostrou na histria que essa desculpa no era a mais adequada.

AS LIES DA PARBOLA

Ela nos lembra que o convite do Senhor  para uma festa to alegre quanto um banquete pode ser. Estamos sendo convidados para a Ceia Messinica! Quando celebramos 
a Ceia do Senhor temos uma prvia desse banquete em apenas dois elementos: um pedacinho de po e um calicezinho de fruto da videira; s! No entanto, ficamos to 
felizes com esses poucos elementos, que podemos imaginar como ser na Ceia Messinica com todos os quitutes  nossa frente, com aquelas iguarias  nossa disposio! 
 a festa da salvao!

Na realidade, esse  um convite para a alegria! No entendemos como pode algum participar da Ceia do Senhor com o rosto triste... Alis, h quem pense que a Ceia 
do Senhor  uma recepo fnebre. ; h lugares onde h recepo; quando algum falece, e se vai fazer a "sentinela", o velrio, h uma mesa onde os participantes 
vo se deliciar. A Ceia, apesar de Memorial, no  uma festa fnebre:  a ceia da alegria! E temos nela uma pr-estria do que vai acontecer na Ceia Messinica! 
Evangelho de tristeza, de penria no pode ser o evangelho do reino de Deus!

A histria lembra tambm que as coisas que tornam uma pessoa surda ao convite no so ms em si mesmas. Todos compreendem que o homem que disse ir olhar a fazenda 
faria algo considerado correto. Todos entendem que aquele que foi olhar a junta de bois, fez algo adequado. E menos, ainda, o casamento. So as terras de um, os 
negcios de outro, a indstria de algum, a casa de praia de mais outra pessoa, mas  to fcil algum ficar por demais ocupado, e diria mais to preocupado com 
essa coisas boas que Deus concede, com o agora que se esquece da eternidade, que se esquece do Deus-que-concede, que se preocupa tanto com o visvel, que se esquece 
daquele que ele no v!

A histria nos lembra, igualmente, que Jesus exemplifica o que ns perdemos quando no O seguimos E a real tragdia  perder a alegria do banquete messinico, a 
alegria da presena de Jesus Cristo, a alegria da eternidade.

A histria nos recorda outra coisa;  que o convite  o da graa do Criador. E o conceito que Jesus enfatizou  a oferta gratuita da misericrdia de Deus, e, por 
isso, a porta  aberta, e nesse momento em que a porta se tornou aberta, foram convidados aqueles que antecipadamente no tinham sido convidados.

Ah, meu amigo querido, tudo est pronto!  o que diz a Bblia. A voc nada resta a fazer a no ser aceitar participar desse banquete messinico. O dever dos servos 
(e aqui estamos ns, os servos do Senhor)  chamar,  insistir,  dizer a todos,  enfatizar o "vinde!" que est no verso 17: "Vinde, porque tudo j est preparado". 
Esse  o nosso dever; a voc s compete o atender esse convite!

Parte VIII
A DOUTRINA DA ELEIO - III
Na eleio Deus no  parcial e no faz acepo de pessoas 
 Algum que "faz acepo de pessoas",  algum que, atuando como juiz, no trata aqueles que vm ante ele conforme seu carter, seno que nega a uns o que justamente 
lhes pertence e d a outros o que no  justamente deles - isto ,  algum governado pelo prejuzo e por motivos sinistros, e no pela justia e pela lei. As Escrituras 
negam que Deus faa acepo de pessoas neste sentido; e se a doutrina da predestinao apresenta Deus atuando desse modo, teremos que admitir que Deus  injusto.

As Escrituras ensinam que Deus no faz acepo de pessoas, porque Ele no escolhe um e rejeita outro com base em circunstancias externas como raa, nacionalidade, 
riquezas, poder, nobreza, etc. Pedro diz que Deus no faz acepo j que Ele no faz distino entre judeus e gentios. Sua concluso aps ser divinamente enviado 
a pregar ao centurio romano, Cornlio, foi, "Reconheo por verdade que Deus no faz acepo de pessoas; pelo contrrio, em qualquer nao, aquele que o teme e faz 
o que  justo lhe  aceitvel" (At 10.34,35). Atravs de toda sua histria os judeus creram que como povo eram objetos exclusivos do favor de Deus. Uma leitura cuidadosa 
de Atos 10.1 a 11.18 revelar quo revolucionria era a idia de que o evangelho haveria de ser pregado aos gentios tambm.

Paulo, igualmente, diz, "glria, porm, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem; ao judeu primeiro, tambm ao grego. Porque para com Deus no h acepo de 
pessoas" (Rm 2.10.11). E, novamente, "J no h judeu nem grego; no h escravo nem livre; no h varo nem mulher; porque todos vs sois um em Cristo Jesus". Logo 
acrescenta que no so os judeus externamente, mas aqueles que so de Cristo os que, no sentido mais profundo, pertencem a "linhagem de Abrao", e "herdeiros segunda 
a promessa" (Gl 3.28,29). Em Efsios 6.5-9 ordena os servos e senhores a se tratarem com justia; por que Deus, que  Senhor de ambos, no faz acepo de pessoas; 
e em Colossenses 3.25 inclui igualmente as relaes entre pais e filhos e entre esposas e esposos. Tiago diz que Deus no faz acepo de pessoas porque no faz distino 
entre rico e pobre, nem entre aqueles que usam vestiduras finas e os que se vestem com simplicidade (Tg 2.1-9). O termo "pessoa" nestes versculos significa, no 
o homem interior, ou a alma, mas a aparncia externa, que to freqentemente influi tanto em ns. Portanto, quando as Escrituras afirmam que Deus no faz acepo 
de pessoas, isto no significa que Deus trata a todos por igual, seno que a razo pela qual Ele salva um e rejeita outro no  porque um seja judeu e o outro gentio, 
ou porque um seja rico e o outro pobre, etc.

Se todas as pessoas fossem inocentes, Deus seria injusto e se deixaria levar de respeitos humanos se as tratasse de maneira desigual, salvando umas e condenando 
as demais. O fato, no entanto,  que todos so pecadores e nada merecem de Deus. 

Deus  misericordioso para com aqueles a quem salva, sem ser injusto para com aqueles a quem condena, visto como podia ter condenado a todos sem ser injusto. Quando 
a Bblia diz que Deus no faz acepo de pessoas, no quer dizer que Ele no distingue pessoas, dando a uns o que nega a outros. Que todas as pessoas no tm os 
mesmos dons e as mesmas oportunidades  um fato inegvel. Sabemos existir muita gente que nunca teve oportunidade de ouvir o Evangelho, e naes inteiras, durante 
sculos, foram privadas desse privilgio. Quando a Bblia diz que Deus no faz acepo de pessoas quer dizer que ele no faz distino por motivo de raa, riqueza, 
condio social, etc., e tambm que Ele recompensar cada um de acordo com as suas obras. Veja-se Atos 10.34; Romanos 2.11; Tiago 2.9 e 1 Pedro 1.17. Nenhuma diferena 
faz entre judeus e gentios; julgar a todos de conformidade com as obras de cada um, visto como no faz acepo de pessoas. Mas nossa salvao no  algo devido 
aos nossos mritos; procede da graa divina. A este respeito Deus pode dizer o que o proprietrio, respondendo, disse: "Amigo, no te fao injustia; no combinaste 
comigo um denrio? Toma o que  teu, e vai-te; pois quero dar a este ltimo tanto quanto a ti. Porventura no me  lcito fazer o que quero do que  meu? Ou so 
maus os teus olhos porque os meus so bons?" (Mt 20.13-15).

O decreto divino da eleio no pode ser acusado de parcialidade, porque isto s  cabvel quando uma parte tem o que exigir de outra. Se Deus fosse obrigado a perdoar 
e salvar o mundo inteiro, seria parcial se salvasse apenas alguns e no todos. Parcialidade  injustia. Um pai  imparcial e injusto se desconsidera direitos e 
exigncias iguais de todos os seus filhos. Um devedor  parcial e injusto se, no ato de pagar a seus credores, favorece uns s custas dos outros. Nestes casos uma 
parte tem certa reivindicao a fazer sobre a outra. Mas  impossvel Deus mostrar parcialidade em salvar do pecado, porque o pecador no tem qualquer direito ou 
reivindicao a apresentar.

A afirmativa de que Deus  obrigado, seja nesta vida, seja na outra, a oferecer perdo de pecados mediante Cristo a todo o mundo, no apenas no tem apoio na Escritura, 
como  contrrio  razo, visto como transforma a graa em dvida, envolvendo o absurdo de que, se o juiz no oferece perdo ao criminoso, contra quem lavrou sentena 
condenatria, no o trata com eqidade. 

IV. CONCLUSO 

A eleio ou predestinao  a misso resgate de Deus, pois Deus no deixou todo o gnero humano perecer no estado de pecado e misria que merecia. A doutrina da 
eleio no  uma filosofia cega.  construda, sustentada e revelada pela Palavra de Deus. Veja por exemplo Deuteronmio 7.6-9; Atos 13.48; Romanos 8.29,30; Efsios 
1.4,5; 2 Tessalonicenses 2.13; 2 Timteo 2.10; Tito 1.2, etc. Esta eleio, conforme dizem corretamente os telogos calvinistas,  "incondicional", isto , Deus 
elege independente de mritos, f ou obras do indivduo. E isto s  possvel porque a eleio  um ato gracioso de Deus (Rm 11.5). Sendo assim, devemos compreender 
que a eleio divina nunca  uma questo de justia. Portanto, erram aqueles que dizem que Deus seria injusto se escolhesse alguns e no todos para a salvao. A 
eleio  questo de graa. A condenao sim,  questo de justia.

Mas ningum poder entender a doutrina bblica da eleio se no compreender adequadamente a doutrina bblica do pecado. Porque "a pressuposio do eterno decreto 
divino da eleio  que a raa humana  cada; a eleio envolve o plano gracioso de Deus para o resgate" (Fred H. Klooster). Voc acredita realmente que todos pecaram 
em Ado (cf. Rm 5.12) e que ningum  merecedor da vida eterna? (cf. Rm 3.23). Se a sua resposta for afirmativa, ento esteja certo de que nunca poder entender 
a eleio como sendo injustia. Deus teria sido perfeitamente justo se no elegesse ningum (cf. Mt 20.14,15; Rm 9.14,15); no entanto, Ele quis, soberanamente, mostrar 
para alguns o Seu favor imerecido. Por isso, Paulo fala da "eleio da graa" (Rm 11.5). Na verdade, tudo que recebemos de bom  pura expresso da graa de Deus 
para conosco, como por exemplo, o arrependimento para a vida eterna (At 11.18), a salvao em Cristo (At 15.11; Ef 2.8,9) e o servio cristo (1 Co 15.10; Ef 2.10).

Deus tambm no faz acepo de pessoas, porque Ele no escolhe uma pessoa e rejeita outra com base em circunstncias externas como raa, nacionalidade, riquezas, 
poder, nobreza, etc. O fato de Deus no salvar todo mundo s confirma a tese de que Ele no  obrigado a salvar todo mundo. Graa no  dvida;  graa! 

 importante esclarecer que a eleio divina no  a salvao;  para a salvao (2 Tm 2.13; 2 Tm 2.10). E entre ambas (eleio e salvao) est a evangelizao, 
servindo de ponte para ligar duas partes inseparveis (Rm 10.14-17; cf. At 18.9-11). Com isto aprendemos que no procede o falso conceito de que se uma pessoa  
eleita, ela ser salva independentemente de crer ou no em Cristo pelo evangelho. Pensar assim seria simplesmente um absurdo! Como tambm no procede a idia de 
que esta doutrina da eleio "acomoda o crente para a evangelizao". A eleio, conforme a Bblia tambm ensina,  para servio (cf. 1 Pe 2.9; 2 Pe 1.10). "Servio" 
aqui deve ser entendido no mais amplo sentido do termo: evangelizao, ao social, etc; portanto, somente os desavisados acreditariam que a eleio acomoda o crente 
para a obra de Deus. Lendo 2 Timteo 2.10, aprendemos que para Paulo a eleio incentivava a evangelizao ("tudo suporto por causa dos eleitos", dizia) e garantia 
os bons resultados da evangelizao ("para que tambm eles [como os demais crentes] obtenham a salvao que est em Cristo Jesus com eterna glria"). No  verdade 
que o apstolo que mais defendeu a doutrina da predestinao foi um dos que mais trabalhou na obra de Deus? (1 Co 15.9,10).

Alm da salvao e o servio propriamente ditos, a eleio tem, ainda como finalidade, a santidade de vida (Ef 1.4). A eleio  "para sermos santos". Deste modo, 
tambm no tem sentido a objeo de que a certeza de salvao que a eleio produz leva  libertinagem. A vida que no se expressa em santidade  incompatvel com 
a doutrina bblica da eleio (cf. 2 Pe 1.3-11).

PERGUNTAS PARA RECAPITULAO 

Conforme R. B. Kuiper, o que  uma eleio? 
Por que a eleio divina  incondicional? 
Por que a eleio exige a evangelizao? 
De que modo a eleio auxilia na evangelizao? 
Por que na eleio no h injustia? 
Como  possvel Deus eleger sem fazer acepo de pessoas? 
NOTAS

(1). Em 2 Tessalonicenses 3.2 Paulo diz que "a f no  de todos" e em Tito 1.1 que a f " dos eleitos de Deus".
(2). Leia 2 Tessalonicenses 2.13.
(3). Veja Atos 13.48.

Parte IX
A DOUTRINA DA ELEIO - II
A Eleio e a Evangelizao 
Vez por outra se ouve a idia de que a eleio torna suprflua a ao evangelizadora. Pergunta-se "Se o decreto da eleio  imutvel e, portanto, torna absolutamente 
certa a salvao dos eleitos, que necessidade tm eles do Evangelho? Os eleitos no vo ser salvos mesmo, ouam ou no o Evangelho?".

A premissa desse argumento  inteiramente verdadeira. A eleio divina torna a salvao dos eleitos inalteravelmente certa. Mas a concluso derivada dessa premissa 
revela grave incompreenso da soberania divina como expressa no decreto da eleio. 

Enquanto que a eleio  feita na eternidade, no se pode perder de vista a verdade de que sua concretizao  um processo que se d no tempo, ou seja, dentro da 
histria. Muitos fatores tomam parte nesse processo. Um deles  o Evangelho. E por sinal  um fator da maior significao (3).

No se confunda a soberania de Deus com a Sua onipotncia. Certamente Deus  todo-poderoso. Significativamente, o conciso Credo Apostlico se refere a este atributo 
de Deus, no uma, porm duas vezes. Se Deus quisesse, poderia pelo emprego da simples fora levar para o cu os eleitos, e igualmente pelo emprego da simples fora 
lanar ao inferno os no eleitos. Mas Ele no faz nada disso. Preordenao no  compulso e a certeza no exclui a liberdade. Ningum jamais foi convertido ao cristianismo 
 fora. Todo verdadeiro convertido volta-se para Cristo porque quer - embora seja certo que este querer  dom de Deus, transmitido a ele por ocasio do seu novo 
nascimento. Deus trata os seres humanos como criaturas racionais, capazes de agir livremente. Por isso, Ele arrazoa e dialoga com os no salvos por meio do Evangelho. 
Quer "persuadir" os homens (2 Co 5.11). E no caso dos eleitos, Ele aplica o Evangelho aos coraes deles de maneira salvadora, mediante o Esprito Santo.

No se v supor que o soberano decreto de Deus s se refere aos fins, com a excluso dos meios. Por mais nfase que se d, no ser suficiente para expressar que 
Deus preordenou tudo que sucede. Tudo abrange os meios, como os fins. Para ilustrar, Deus no somente predeterminou que dado fazendeiro colhesse este ano dez mil 
arrobas de trigo; predeterminou tambm que colhesse aquela quantidade como resultado de muito trabalho duro. Do mesmo modo, Deus no decretou apenas que certo pecador 
herde a vida eterna, mas decretou que esse pecador receba a vida eterna por meio da f em Cristo, e que obtenha a f em Cristo por meio do Evangelho.

No se pode imaginar a soberania de Deus como se ela eliminasse a responsabilidade do homem. Como os mais cultos e competentes telogos e filsofos se mostraram 
incapazes de conciliar a soberania divina com a responsabilidade humana perante o tribunal da razo, sempre se corre o risco de dar nfase a uma delas em detrimento 
- ou mesmo com a excluso - da outra. Mas a Bblia ensina as duas verdades com grande nfase. Aquele que aceita com humilde f a Bblia como a infalvel Palavra 
de Deus, dar vigoroso destaque tanto a uma como  outra. Portanto, o pregador do Evangelho tem de dizer ao pecador, no apenas que a salvao  s pela graa soberana, 
mas tambm que, para ser salvo, ele precisa crer em Jesus como Salvador e Senhor. Por um lado, deve pregar que os eleitos de Deus sero salvos com toda a segurana; 
por outro lado, deve proclamar a advertncia de que aquele que no cr no Filho no ver a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele (Joo 3.36). Mesmo os eleitos 
precisam desta admoestao, pois faz parte integrante do mtodo que Deus adotou para lev-los  salvao.

Agora fica assegurada uma concluso das mais significativas. Em vez de tornar suprflua a evangelizao, a eleio requer a evangelizao. Todos os eleitos de Deus 
tm que ser salvos. Nenhum deles pode perecer. E o Evangelho  o meio pelo qual Deus lhes comunica a f salvadora. De fato,  o nico meio que Deus emprega para 
esse fim. "A f vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10.17).

Observe-se que, por paradoxal que parea, a eleio  universal. Certamente, a eleio  a escolha de certas pessoas, dentre um maior nmero, para a vida eterna. 
Assim a eleio reflete particularismo. Contudo, num sentido real, a eleio  universal. Deus tem os Seus eleitos em todas as naes e em todas as pocas. A igreja 
 composta de "eleitos de toda nao", e em nenhum perodo da histria os eleitos pereceram na terra, e jamais acontecer isto no futuro. Deus quer que o Evangelho 
seja proclamado no mundo todo e em todo o tempo para que seja congregada a soma total dos eleitos.  bom repetir, pois: a eleio exige a evangelizao.

A mesma verdade pode-se ver de outro ngulo. A Escritura ensina que a eleio foi feita com vistas s boas obras. Disse Paulo: "Somos feitura dele, criados em Cristo 
Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemo preparou para que andssemos nelas" (Efsios 2.10). E a Escritura ensina especificamente que a eleio foi feita 
com vistas ao testemunho. Disse Pedro: "Vs sois raa eleita ... a fim de proclamardes as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" 
(1 Pedro 2.9). Deus escolheu determinadas pessoas, no s para irem para o Cu quando morrerem, mas tambm para serem Suas testemunhas enquanto estiverem na terra. 
Digamos outra vez: a eleio exige a evangelizao.

Eis outra concluso igualmente significativa: a eleio assegura que a evangelizao resulte em converses genunas. O pregador do Evangelho no tem como dizer quem 
em seu auditrio pertence aos eleitos e quem no pertence. Mas Deus sabe. E Deus est pronto para aplicar e abenoar Sua Palavra nos coraes dos Seus eleitos para 
a salvao. O momento preciso em que apraz a Deus fazer isso no caso de um eleito individual, no sabemos, mas  certo e seguro que o far antes da morte da pessoa. 
Exatamente to certo como todos os eleitos de Deus sero salvos,  certo que a palavra do Evangelho no tornar a Deus vazia (Isaas 55.11).

A preterio e o oferecimento do Evangelho

A eleio tem seu reverso. Se Deus escolheu da raa humana decada certo nmero para a vida eterna,  bvio que passou outros por alto, deixando-os em seu estado 
de perdio e decretando sua condenao por seus pecados. Teologicamente, este aspecto da predestinao  conhecido como preterio, rejeio ou reprovao. Tem-se 
alegado que esta doutrina elimina o sincero e universal oferecimento do Evangelho. Se Deus decretou desde a eternidade que certos homens peream eternamente, dizem 
os oponentes,  inconcebvel que Ele, dentro da histria, convide sinceramente a todos, sem distino, para a vida eterna.

Numa tentativa para refutar esse argumento, s vezes se faz a observao de que o pregador humano no tem meios para saber quem  eleito e quem no , e que, portanto, 
ele no tem outro recurso seno proclamar o Evangelho a todos, indiscriminadamente. Embora vlida, essa observao no atinge o ponto. A questo  se Deus, que sabe 
infalivelmente quais so os Seus eleitos e quais no so, faz sincero oferecimento da salvao a todos os que so alcanados pelo Evangelho.

Fato da maior importncia  que a Palavra de Deus ensina inequivocamente, tanto a reprovao divina, como a universalidade e a sinceridade do oferecimento do Evangelho. 
 inegvel que Romanos 9.21,22 ensina a doutrina da reprovao: "Ou no tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro 
para desonra? Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita pacincia os vasos de ira, preparados para 
a perdio...?". Tambm a ensina 1 Pedro 2.8, onde se faz meno dos "que tropeam na palavra, sendo desobedientes, para o que tambm foram destinados". (...) o 
universal e sincero oferecimento do Evangelho  firme e certamente ensinado em Ezequiel 33.11, 2 Pedro 3.9 e em outras partes mais.

Tambm podemos admitir - ou melhor, tem que ser admitido - que estes ensinos no podem ser conciliados entre si pela razo humana. Tanto quanto possa interessar 
 lgica humana, um exclui o outro. Todavia, a aceitao de um deles com a excluso do outro  condenada como racionalismo. A norma da verdade no  ditada pela 
razo humana, e sim pela infalvel Palavra de Deus.

 digno de nota que, na histria da igreja crist, os telogos que tm insistido mais na verdade da rejeio divina, so os que tm defendido tambm, e da maneira 
mais enftica, o universal e sincero oferecimento do Evangelho. Seguem alguns exemplos.

 do conhecimento geral que Joo Calvino ensinava a doutrina da reprovao divina. s vezes ele at assumia a posio supralapsria, assim chamada. Quer dizer, defendia 
a idia de que o decreto da predestinao precedeu logicamente os decretos da criao e da queda. No entanto, ao comentar Ezequiel 18.23, passagem paralela a Ezequiel 
33.11, disse ele: "No h nada que Deus deseja mais ardentemente do que, que aqueles que estejam perecendo e correndo para a destruio retomem o caminho da segurana". 
E continuou: "Se algum objetar - bem, neste caso no h nenhuma eleio de Deus pela qual Ele tenha predestinado um nmero fixo para a salvao - a resposta est 
 mo: o profeta no fala aqui do secreto conselho de Deus, mas somente evoca aos homens em desgraa o seu desespero, para que aprendam a esperana de perdo, arrependam-se 
e abracem a salvao oferecida. Se algum mais contestar - isso  fazer Deus agir com duplicidade - a resposta est preparada, que Deus sempre quer a mesma coisa, 
embora por diferentes meios e de modo inescrutvel para ns. Portanto, embora a vontade de Deus seja simples, grande variedade a envolve, no que diz respeito aos 
nossos sentidos. Alm disso, no  surpreendente que nossos olhos sejam cegados por luz intensa, de modo que, certamente, no podemos julgar como  que Deus quer 
que todos se salvem e, contudo, destinou todos os reprovados  destruio eterna, e quer que eles peream. Enquanto olhamos atravs de um vidro, obscuramente, devemos 
satisfazer-nos com a medida do nosso entendimento".

Os Cnones de Dort ensinam inconfundivelmente a doutrina da reprovao. Dizem eles: "O que peculiarmente tende a ilustrar e a recomendar-nos a eterna e imerecida 
graa da eleio  o expresso testemunho da Sagrada Escritura de que no todos, mas somente alguns so eleitos, enquanto que outros so deixados de lado no decreto 
eterno. A estes Deus, por seu soberano, justssimo, irrepreensvel e imutvel beneplcito, decidiu deixar cados em sua misria comum  qual se tinham lanado voluntariamente, 
e no lhes dar a f salvadora e a graa da converso. Mas, permitindo em seu justo julgamento que sigam os seus prprios caminhos, decidiu afinal, para a manifestao 
da sua justia, conden-los e puni-los para sempre, no somente por causa da incredulidade deles, mas tambm por todos os seus outros pecados" (I, 15). Todavia, 
os Cnones insistem: "Todos quantos so chamados pelo Evangelho, so chamados com sinceridade. Pois Deus declarou ardorosa e verdadeiramente em Sua Palavra o que 
 aceitvel a Ele, a saber, que aqueles que so chamados, venham a Ele" (III, IV, 8).

Em apoio do ensino de Dort que transcrevemos acima, Herman Bavinck negou tanto que a f seja a causa da eleio como que o pecado seja a causa da rejeio, e insistiu 
em que a eleio e a rejeio tm suas razes no soberano beneplcito de Deus. Para ser exato, ele ensinou que Deus decretou soberanamente, desde a eternidade, que 
alguns homens escapariam da punio dos seus pecados, e outros no (Gereformeerde Dogmatick, II, 399). Mas na mesma obra clssica, aquele calvinista bem equilibrado 
afirmou tambm: "Embora atravs do chamamento a salvao se torne a poro de apenas uns poucos... ele /o chamamento/, no obstante,  de grande valor e significao 
tambm para aqueles que o rejeitam. Para todos, sem exceo,  prova do infinito amor de Deus, e sela a declarao de que Ele no tem prazer na morte do pecador, 
mas que ele se volte e viva" (IV, 7).

A apresentao da eleio aos no salvos

No se pode simplesmente suprimir a pergunta sobre que lugar, se h algum, a doutrina da eleio deve ocupar na pregao aos no salvos.

A Escritura e as confisses calvinistas dizem-nos que a verdade da eleio visa primariamente os crentes. O propsito ao qual ela serve em benefcio deles foi admiravelmente 
resumido nos Cnones de Dort. Dizem eles: "O senso e a certeza desta eleio comunicam aos filhos de Deus matria adicional para a sua humilhao diria diante dele, 
para adorarem a profundidade das Suas misericrdias, para se purificarem e para oferecerem gratas retribuies de ardente amor a Ele, que manifestou primeiro to 
grande amor para com eles" (I, 13).

Uma velha ilustrao torna bem claro o uso que no deve ser feito da doutrina da eleio ao lidarmos com pessoas no salvas. Pode-se falar da casa da salvao. Seu 
alicerce  o decreto divino da eleio, e sua entrada  Cristo. Ele disse: "Eu sou a porta" (Joo 10.9). Quando os que pela graa de Deus se acham dentro convidam 
os de fora para entrar, indicam para eles o alicerce ou a porta? A resposta  mais que evidente. Assim, quando o carcereiro de Filipos perguntou a Paulo e a Silas 
o que devia fazer para salvar-se, eles no o aconselharam a que procurasse descobrir se estava na lista dos eleitos; mandaram-no crer no Senhor Jesus Cristo (Atos 
16.31).

Vamos concluir que os homens devem ser mantidos na ignorncia da eleio enquanto no receberem a Cristo pela f? Naturalmente a resposta a esta pergunta deve ser 
negativa. Sem dvida, a Assemblia de Westminster estava bem fundamentada ao advertir que "a doutrina deste alto mistrio de predestinao deve ser tratada com especial 
prudncia e cuidado" (Confisso de F de Westminster, III, 8), mas isto no pode significar que deva ser mantida oculta dos no salvos. Muito ao contrrio, eles 
devem ser advertidos que no toram esta verdade e exortados a fazerem uso apropriado dela.

Especificamente, deve-se dizer a eles que a eleio d lugar  salvao pela graa divina, que os mritos humanos esto fora de cogitao, e que, portanto, h esperana 
para o maioral dos pecadores; que o Deus da eleio convida com sinceridade, cordialmente e mesmo com urgncia, todo pecador para a salvao; que a predestinao 
longe de excluir a responsabilidade humana, definitivamente a inclui, de modo que todos os que ouvem a proclamao do Evangelho esto, por dever sagrado, moralmente 
obrigados a crer, e, no sendo Deus a causa da incredulidade como  a causa da f, os que persistem na incredulidade perecem por inteira culpa deles mesmos; que 
o decreto da eleio no  secreto no sentido de que ningum pode estar certo de pertencer aos eleitos, mas que, ao contrrio, visto que a f em Cristo  o fruto 
e tambm a prova da eleio, a pessoa pode ter tanta certeza de que est includa no nmero dos eleitos como de que  crente em Cristo Jesus; que a casa para a qual 
eles so convidados tem alicerce imutvel e eterno, de sorte que aquele que entra, ainda que o inferno todo o ataque, no ter a mnima possibilidade de perecer, 
mas, com absoluta certeza herdar a vida eterna.

Parte X
A DOUTRINA DA ELEIO - I 
A eleio, conhecida tambm como predestinao e eleio incondicional,  um ato da livre graa de Deus. Com isto em mente procuraremos responder, com a colaborao 
de vrios autores, algumas das perguntas mais comuns sobre a doutrina da eleio e tentar esclarecer as principais dvidas de crentes sinceros, desejosos de aprenderem 
um pouco mais desta doutrina bblica to enriquecedora. 

Minha orao  que o estudo desta doutrina seja uma beno para voc como tem sido para mim.

Obs: As notas adicionais e a traduo de alguns textos so de minha autoria.

I. A VERACIDADE BBLICA DA DOUTRINA DA ELEIO POR W. J. SEATON 

Esta no  uma filosofia cega, mas  retirada da Palavra de Deus,  construda, sustentada e revelada por ela. O assunto  to vasto quanto o oceano; mas no podemos 
fazer mais do que citar alguns versculos chaves das Escrituras que agem como mapa e compasso atravs desses mares imensos.

A histria da Bblia  a histria da eleio incondicional.  estranho que aqueles que se opem a essa doutrina no reconheam isso. Alguns crentes tm dificuldade 
em crer que Deus poderia preterir certas pessoas e escolher outras e, no entanto, aparentemente no tm dificuldade em crer que Deus chamou a Abrao dentre os pagos 
de Ur dos Caldeus deixando os outros no paganismo. Por que razo Deus escolheu a nao de Israel como Seu "povo peculiar"? No h necessidade de especular, pois 
Deuteronmio 7.7 nos d a resposta: "O Senhor no tomou prazer em vs, nem vos escolheu, porque a vossa multido era mais do que a de todos os outros povos: Mas 
porque o Senhor vos amava...". Por que razo Deus, desrespeitando completamente as leis de famlia de Israel, escolheu o filho mais novo, Jac, em lugar do primognito 
Esa? Mais uma vez, " lei e ao testemunho". Romanos 9.11-13: "... Para que o propsito de Deus, segundo a eleio, ficasse firme... Amei Jac, e aborreci Esa".

Qual era a doutrina pregada por Jesus na sinagoga em Nazar, se no a doutrina da eleio incondicional? "Em verdade vos digo que muitas vivas existiam em Israel 
nos dias de Elias... E a nenhuma delas foi enviado Elias, seno a Serepta de Sidom, a uma mulher viva... E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, 
e nenhum deles foi purificado, seno Naam, o siro" (Lc 4.25-27). Sabemos o resultado da pregao dessa mensagem por nosso Senhor: "o levaram at o cume do monte 
para dali o precipitarem". 

Concedemos que h um "tipo de eleio" que  mantida por muitos crentes hoje. De modo geral baseiam-se em Romanos 8.29: "Porque os que dantes conheceu tambm os 
predestinou...". A causa se desenvolve aproximadamente da seguinte maneira: Deus previu aqueles que aceitariam a Cristo, "elegendo-os" portanto para a vida eterna. 
Contra esse ponto de vista salientamos que:

1. A prescincia de Deus refere-se a um povo e no a qualquer ao desenvolvida pelo povo. A Bblia diz: "... os que dantes conheceu...", etc. De novo Deus fala 
atravs de Ams: "De todas as famlias da terra a vs somente conheci". Isto , independente de qualquer ao, boa ou m, Deus os "conheceu" no sentido que os amou 
e escolheu para serem dEle.  assim que predestinou a Seus eleitos.

2. No adianta dizer que Deus nos elegeu por ver algo que faramos - isto , "aceitar" a Cristo, mas somos escolhidos para que possamos "aceit-lO". "Porque somos 
feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andssemos nelas" (Ef 2.10).

3. Tambm no resolver dizer que Deus previu aqueles que acreditariam. Atos 13.48 torna esse ponto completamente claro: "... e creram todos quantos estavam ordenados 
para a vida eterna". Eleio no resulta de acreditarmos, mas nossa crena resulta de sermos eleitos - "ordenados para a vida eterna".

4. Alm disso, dizer que exercitamos f ao aceitar a Cristo e que Deus previu essa f e, portanto, nos elegeu, somente nos leva mais um passo para traz; pois onde 
encontramos a f para exercitar? As Escrituras fornecem a resposta: " ddiva de Deus, no de ns mesmos". (1).

Certamente, em vez de argumentarmos contra essas coisas, deveramos estar praticando aquilo que o Esprito Santo, atravs do apstolo Pedro, recomenda: "Procurai 
fazer cada vez mais firme a vossa vocao e eleio " (2 Pe 1.10).

II. A EXPOSIO DA DOUTRINA DA ELEIO POR R. B. KUIPER 

OS ESCOLHIDOS DE DEUS 

A igreja consiste dos escolhidos de Deus. Certamente nem todos que esto na lista de membros da igreja visvel foram escolhidos por Deus para a vida eterna. H alguns 
dentro da igreja que so cristos nominais e que nunca sero crentes. Estes no esto entre o nmero dos escolhidos. Porm todos os verdadeiros membros da igreja 
de Cristo pertencem aos escolhidos.

 possvel que no haja outro ensinamento da Palavra de Deus to impopular como a eleio. Inclusive alguns crentes bblicos e amantes da Palavra de Deus esto mui 
prximo de detest-la. Isto  difcil de entender. No s se ensina inequivocamente a eleio na Escritura seno que esta doutrina declara enftica e belamente o 
amor infinito e eterno de Deus pelos seus.

Assim, pois, o fato de que a igreja consiste dos escolhidos de Deus torna mais refulgente sua glria.

Especificados por Deus Pai 

Suponhamos que uma congregao v construir um templo, uma casa de adorao. O primeiro passo para a realizao de tal projeto  contratar um arquiteto, que desenhar 
um plano para o edifcio proposto e especificar que material se usar em dita construo. Como o arquiteto de sua igreja, o Deus Pai a planejou desde a eternidade 
e especificou precisamente quais pessoas seriam as que a comporiam. Ele a escolheu dentre toda raa humana para esse fim.

Deus falou acerca da igreja do Antigo Testamento como "meu servo Jac" e "Israel meu escolhido" (Is 45.4). Na saudao de sua carta aos efsios Paulo se regozijou 
dizendo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abenoado com toda sorte de bno espiritual nas regies celestiais em Cristo, assim como 
nos escolheu nele antes da fundao do mundo, para sermos santos e irrepreensveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoo de filhos, por 
meio de Jesus Cristo, segundo o beneplcito de sua vontade..." (Ef 1.3-5). E Pedro se dirigiu queles a quem escreveu sua carta como "eleitos, segundo a prescincia 
de Deus Pai..." (1 Pe 1.2).

H quem diga que Deus elegeu a todos os homens para que sejam membros do corpo de Cristo. Nada poderia ser mais absurdo. A prpria palavra eleio significa a escolha 
de alguns dentre um nmero maior, e escolher a todos de um certo nmero simplesmente no  escolher. Citemos um exemplo: trs homens lanam sua candidatura para 
o cargo de governador de uma provncia. Certo eleitor, que no pode decidir qual  o melhor candidato para o cargo, decide votar nos trs.  claro que o que fez 
foi perder seu voto! E no  menos lgico que se todos os outros eleitores fizessem o mesmo, no haveria eleio. Disso conclumos que se Deus elegesse todos os 
homens para que sejam membros de sua igreja no teria elegido nenhum.  iniludvel esta concluso.

 interessante que alguns que sustentam que Deus elegeu todos os homens chegam exatamente a essa concluso: dizem que a nica razo por que uma pessoa chega a ser 
membro da igreja de Cristo  porque por sua prpria vontade escolhe unir-se  igreja. Em outras palavras, algum chega a ser membro da igreja, no porque Deus o 
escolhe, mas porque a prpria pessoa decide faz-lo. Assim a eleio  do homem, no de Deus.  difcil imaginar uma contradio mais flagrante da Escritura. 

Karl Barth ensina que todos os homens so escolhidos por e em Cristo para a vida eterna. Havendo tomado esta posio, que est abertamente em desacordo com a Escritura, 
enfrenta um srio dilema. Ele deve, de acordo com o universalismo, concluir que no final todos os homens sero salvos, ou, de acordo com o arminianismo, fazer com 
que a salvao dependa, no final, da vontade do homem. No obstante, ele recusa em reconhecer estas alternativas. Deste modo sua doutrina da eleio chega a ser 
em extremo confusa.

Apresenta-se, ento, a importante pergunta: Por que Deus designou certas pessoas dentre as demais para que sejam membros de sua igreja? Tm-se dado duas respostas 
contraditrias. O arminianismo ensina que Deus escolheu certos indivduos porque sabia de antemo que eles creriam em Cristo. A teologia reformada insiste que a 
nica razo da eleio de Deus era o divino amor soberano. Isto , desde a eternidade Deus viu os objetos de sua eleio em Cristo, seu Escolhido. Segundo o arminianismo, 
a base para a eleio de Deus reside no homem; segundo o calvinismo, reside em Deus. Dito de outro modo, o arminianismo sustenta que a f  a base para a eleio, 
enquanto que a f reformada sustenta que a f  o fruto da eleio e tambm sua prova.

Comprados por Deus Filho 

Suponhamos de novo que uma congregao planeja construir um templo. Os planos e as outras especificaes j foram adotados; o segundo passo  a compra de materiais 
de construo. Isso  o que tambm Deus fez para construir sua igreja. Deus, o Filho, comprou os escolhidos, aqueles a quem o Pai havia designado como membros de 
sua igreja. Paulo relembrou os ancios da igreja de feso de seu dever de pastorear a igreja de Deus, a qual, disse, "ele comprou com o seu prprio sangue" (At 20.28).

Alguns dos primeiros pais da igreja sustentaram a opinio que Cristo pagou a Satans o preo com o qual ele comprou os escolhidos.  uma interpretao de todo errnea. 
Se Cristo tivesse feito isso, teria constitudo um reconhecimento de que Satans havia sido antes o dono legtimo dos pecadores escolhidos.  evidente que Satans 
nunca teve tal coisa. As coisas so bem assim: quando o homem pecou, Deus como Juiz sentenciou a raa humana  priso. Satans foi, por assim dizer, carcereiro da 
priso. Cristo veio para dar sua vida em resgate por certos prisioneiros. Dito em uma maneira mais clara, Ele apresentou o resgate no ao carcereiro, mas ao Juiz. 
O Juiz aceitou o resgate e ordenou a liberdade daqueles prisioneiros. Assim os prisioneiros so libertados do poder das trevas e transportados para o reino de seu 
amado Filho (Cl 1.13).

Em nossos dias  muito comum outra falsa interpretao dessa transao. Diz-se que Cristo comprou no s aos escolhidos, mas a todos os homens com seu sangue e que, 
havendo feito isso, Ele deixou que cada indivduo escolhesse aceitar ou no o benefcio salvfico de sua morte. Essa interpretao fracassa completamente em compreender 
o amor do Salvador moribundo para com os seus. Sem dvida, a morte de Cristo  suficiente para a salvao de todos os homens. Contudo, h de se afirmar enfaticamente 
que nenhum dos que Cristo comprou com seu sangue permanecer sob o domnio do diabo. Seu amor assegura que todos aqueles que Ele comprou chegaro a ser crentes nEle 
e membros de sua igreja. Ele far que tal coisa suceda, no por uma compulso externa, porm pela influncia graciosa de seu Esprito Santo. "O bom pastor d a vida 
pelas ovelhas" (Jo 10.11). E Ele ver que at a ltima ovelha pela qual deu sua vida ser trazida ao rebanho.

A Escritura com freqncia fala em termos superlativos acerca do amor de Deus por sua igreja. Diz por exemplo: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda 
mama, de sorte que no se compadea do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, no me esquecerei de ti. Eis que nas palmas 
das minhas mos te gravei; os teus muros esto continuamente perante mim" (Is 49.15,16). Esta linguagem  ao mesmo tempo forte em extremo e supremamente terna. Todavia, 
a revelao do amor de Deus por sua igreja alcana seu cume na compra dessa igreja pelo Filho de Deus com seu prprio sangue. Olhando para o Cristo crucificado, 
todo membro de sua igreja sussurra: "O qual me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2.20). Em unssono a igreja l: "Mas Deus prova o seu prprio amor para 
conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por ns, sendo ns ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da 
ira. Porque se ns, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando j reconciliados, seremos salvos pela sua vida" 
(Rm 5.8-10). E canta:

De sua cabea, mos, ps,
Precioso sangue ali verteu;
Coroa vil de espinhos foi
A que Jesus por mim levou.

Reunidos por Deus Esprito Santo 

Suponhamos uma vez mais que uma congregao est no processo de levantar um templo. Os planos e as especificaes foram aprovados e o material comprado.  obvio 
que fica mais uma coisa para fazer - construir, ou seja, o processo de colocar o material. Uma vez feito isso, a construo ficar completa. Isso tambm Deus faz 
ao edificar sua igreja. Os escolhidos, aqueles que foram designados desde a eternidade pelo Deus Pai e comprados pelo Deus Filho quando morreu na cruz do Calvrio, 
so no curso da histria reunidos como igreja crist pelo Deus Esprito Santo.

O Esprito realiza isso quando concede aos escolhidos a graa da regenerao. Por natureza eles esto mortos em seus delitos e pecados, mas o Esprito de Deus lhes 
d vida (Ef 2.1).  uma concluso segura que em conseqncia crero no Senhor Jesus Cristo. Alguns dos escolhidos esto predestinados a morrer na infncia. Todos 
estes, certamente, so regenerados antes que partam desta vida, e desde o prprio momento da regenerao possuem o que os telogos chamam de habitus, a disposio 
da f salvadora. Isso os torna membros do corpo de Cristo. E quanto aos escolhidos a quem so concedidos chegar  idade do juzo, seguramente nascero de novo, embora 
nenhum ser humano pode dizer a que idade pudesse o Esprito querer conceder-lhe o nascer de novo; e em seu caso a regenerao resultar em uma consciente recepo 
do Salvador como Ele est apresentado no evangelho. Isso  outra forma de afirmar que cedo ou tarde, pela graa do Esprito Santo, sero membros viventes da igreja 
de Cristo. 

A noo ampliada difundida nos crculos cristos  que todos os seres humanos, incluindo os no-regenerados, so capazes por sua prpria vontade de aceitar a Cristo 
como Salvador e ao fazer isso unir-se  igreja de Cristo. Com efeito, diz-se que Deus tem deixado essa parte da salvao para o homem. E declara-se que o novo nascimento 
 uma conseqncia, no um requisito, do ato de f do homem. Este  um dos erros mais correntes, para no dizer um dos mais srios do fundamentalismo atual. Por 
fazer do homem, em ltima instncia, seu prprio salvador, esta heresia comete a maior violncia  doutrina cardial da Palavra de Deus, a saber: a salvao pela 
graa de Deus. A Escritura ensina inequivocamente que ningum pode vir a Cristo em f se o Pai no lhe trouxer (Jo 6.44); que antes que a f chegue a ser um ato 
do homem,  um dom de Deus (Fp 1.29); e que "ningum pode dizer: Senhor Jesus! seno pelo Esprito Santo" (1 Co 12.3). A Escritura ensina com a mesma clareza que 
 Deus quem rene seus escolhidos na igreja. Foi Deus o Esprito Santo quem, ao aplicar o sermo de Pedro nos coraes, reuniu trs mil homens e mulheres na igreja 
no dia de Pentecostes. E foi "o Senhor" quem posteriormente "acrescentava diariamente  igreja os que haviam de ser salvos" (At 2.47). 

Que gloriosa manifestao do amor divino  a reunio dos escolhidos na igreja! Se Deus tivesse escolhido certos indivduos para constituir o corpo de seu Filho, 
mas tivesse feito com que a realizao dessa seleo dependesse do consentimento deles, nenhum deles seria salvo. Se, alm de escolh-los, Deus os comprasse com 
seu sangue para que fossem membros de sua igreja, mas tivesse feito com que o cumprimento dessa transao dependesse da aceitao de suas condies, todos estariam 
perdidos. To grande  o amor de Deus pelos seus que Ele realiza sua salvao exclusivamente. No s os escolheu desde a fundao do mundo e os comprou no Calvrio, 
como tambm  Ele quem torna vlidas essa eleio e essa compra por meio da operao de seu Esprito dentro deles. O Esprito Santo os traz da morte para a vida, 
concedendo-lhes a f salvadora e assim os torna membros de Cristo. Desde o princpio at o fim, sua salvao depende exclusivamente da graa soberana e do amor infinito 
de Deus. 

A igreja consiste daqueles que Deus ama imensamente. 

Salvos para servir 

Agora  necessrio chamar a ateno para um aspecto da eleio que s vezes  descuidado por aqueles que confessam esta doutrina. Indubitavelmente a eleio  para 
a salvao (2), mas a Escritura ensina em uma forma no menos enftica que  tambm para servio. A salvao e o servio so inseparveis. A salvao  para servir.
Os membros da igreja de Cristo so feitura de Deus, "criados em Cristo Jesus para as boas obras" (Ef 2.10). Porque foram comprados, esto sob a solene obrigao 
de glorificar a Deus em seus corpos e em seus espritos, que so de Deus (1 Co 6.20). Cristo se entregou por eles para redimi-los de toda iniqidade e purificar 
para Si mesmo um povo peculiar, zeloso de boas obras (Tt 2.14). E digamos com toda a nfase de que somos capazes - Deus Pai escolheu a sua igreja em seu amor soberano, 
o Filho a comprou com seu precioso sangue, e o Esprito Santo veio para morar nela com o fim de que testificasse.  raa eleita, sacerdcio real, nao santa, povo 
adquirido por Deus para que anuncie as virtudes daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9).

A igreja consiste daqueles que amam e servem ao Deus trino, porque Ele os amou primeiro.

Parte XI
A DOUTRINA REFORMADA
Da Autoridade suprema das Escrituras 
 A doutrina que me proponho a considerar neste artigo foi de fundamental importncia na Reforma Protestante do Sculo XVI. Em contraposio, por um lado,  doutrina 
catlica romana de uma tradio oral apostlica e, por outro lado, ao misticismo dos assim chamados entusiastas ou reformadores radicais, os Reformadores defenderam 
a doutrina da autoridade suprema das Escrituras. Essa foi, portanto, a sua resposta  autoridade da tradio eclesistica e do misticismo pessoal.

A autoridade suprema das Escrituras tambm  uma doutrina puritano-presbiteriana. A ela os puritanos tiveram que apelar freqentemente na luta que foram obrigados 
a travar contra as imposies litrgicas da Igreja Anglicana.1 A Confisso de F de Westminster professa a referida doutrina em trs pargrafos do seu primeiro captulo. 
No quarto pargrafo, ela trata da origem ou fundamento da autoridade das Escrituras:

A autoridade da Escritura Sagrada, razo pela qual deve ser crida e obedecida, no depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus 
(a mesma verdade) que  o seu Autor; tem, portanto, de ser recebida, porque  a Palavra de Deus.

O pargrafo quinto aborda a questo da certeza ou convico pessoal da autoridade das Escrituras:

Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreo pela Escritura Sagrada; a suprema excelncia do seu contedo, a eficcia da 
sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que  dar a Deus toda a glria), a plena revelao que faz do 
nico meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelncias incomparveis e completa perfeio so argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser 
ela a Palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuaso e certeza da sua infalvel verdade e divina autoridade provm da operao interna do Esprito Santo que, 
pela Palavra e com a Palavra, testifica em nossos coraes.

O dcimo e ltimo pargrafo desse captulo confere s Escrituras (a voz do Esprito Santo) a palavra final para toda e qualquer questo religiosa, reconhecendo-a 
como supremo tribunal de recursos em matria de f e prtica:

O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvrsias religiosas tm de ser determinadas, e por quem sero examinados todos os decretos de conclios, todas as opinies 
dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opinies particulares; o Juiz Supremo, em cuja sentena nos devemos firmar, no pode ser outro seno o Esprito 
Santo falando na Escritura.

Em dias como os que estamos vivendo, em que cresce a impresso de que o evangelicalismo moderno (particularmente o brasileiro) manifesta profunda crise teolgica, 
eclesistica e litrgica,2 convm considerar novamente essa importante doutrina reformado-puritana. Convm uma palavra de alerta contra antigas e novas tendncias 
de usurpar ou limitar a autoridade da Palavra de Deus. Tal  o propsito deste artigo.

I. Definio

O que queriam dizer os Reformadores ao professarem a doutrina da autoridade das Escrituras? Que, por serem divinamente inspiradas, elas so verdicas em todas as 
suas afirmativas. Segundo esta doutrina, as Escrituras so a fonte infalvel de informao que estabelece definitivamente qualquer assunto nelas tratado: a nica 
regra infalvel de f e de prtica, o supremo tribunal de recursos ao qual a Igreja pode apelar para a resoluo de qualquer controvrsia religiosa.

Isto no significa que as Escrituras sejam o nico instrumento de revelao divina. Os atributos de Deus se revelam por meio da criao: a revelao natural (cf. 
Sl 19:1-4 e Rm 1:18-20). Uma verso da sua lei moral foi registrada em nosso corao: a conscincia (cf. Rm 2:14-15), "uma espi de Deus em nosso peito," "uma embaixadora 
de Deus em nossa alma," como os puritanos costumavam cham-la.3 A prpria pessoa de Deus, o ser de Deus, revela-se de modo especialssimo no Verbo encarnado, a segunda 
pessoa da Trindade (cf. Jo 14.19; Cl 1.15 e 3.9).

Mas, visto que Cristo nos fala agora pelo seu Esprito por meio das Escrituras, e que as revelaes da criao e da conscincia no so nem perfeitas e nem suficientes 
por causa da queda, que corrompeu tanto uma como outra, a palavra final, suficiente e autoritativa de Deus para esta dispensao so as Escrituras Sagradas.

II. Base Bblica

A base bblica da doutrina reformada da autoridade suprema das Escrituras  tanto inferencial como direta.

A. Base Inferencial

 inferencial, porque decorre do ensino bblico a respeito da inspirao divina das Escrituras. Visto que as Escrituras no so produto da mera inquirio espiritual 
dos seus autores (cf. 2 Pe 1.20), mas da ao sobrenatural do Esprito Santo (cf. 2 Tm 3.16 e 2 Pe 1.21), infere-se que so autoritativas. Na linguagem da Confisso 
de F, a autoridade das Escrituras procede da sua autoria divina: "porque  a Palavra de Deus."

Isto no significa que cada palavra foi ditada pelo Esprito Santo, de modo a anular a mente e a personalidade daqueles que a escreveram. Os autores bblicos no 
escreveram mecanicamente. As Escrituras no foram psicografadas, ou melhor, "pneumografadas." Os diversos livros que compem o cnon revelam claramente as caractersticas 
culturais, intelectuais, estilsticas e circunstanciais dos diversos autores. Paulo no escreve como Joo ou Pedro. Lucas fez uso de pesquisas para escrever o seu 
Evangelho e o livro de Atos. Cada autor escreveu na sua prpria lngua: hebraico, aramaico e grego. Os autores bblicos, embora secundrios, no foram instrumentos 
passivos nas mos de Deus. A superintendncia do Esprito no eliminou de modo algum as suas caractersticas e peculiaridades individuais. Por outro lado, a agncia 
humana tambm em nada prejudicou a revelao divina. Seus autores humanos foram de tal modo dirigidos e supervisionados pelo Esprito Santo que tudo o que foi registrado 
por eles nas Escrituras constitui-se em revelao infalvel, inerrante e autoritativa de Deus. No somente as idias gerais ou fatos revelados foram registrados, 
mas as prprias palavras empregadas foram escolhidas pelo Esprito Santo, pela livre instrumentalidade dos escritores.4

O fato  que, por procederem de Deus, as Escrituras reivindicam atributos divinos: so perfeitas, fiis, retas, puras, duram para sempre, verdadeiras, justas (Sl 
19.7-9) e santas (2 Tm 3.15).5

B. Base Direta

Mas a doutrina reformada da autoridade das Escrituras no se fundamenta apenas em inferncias. Diversos textos bblicos reivindicam autoridade suprema.

Os profetas do Antigo Testamento reivindicam falar palavras de Deus, introduzindo suas profecias com as assim chamadas frmulas profticas, dizendo: "assim diz o 
Senhor," "ouvi a palavra do Senhor," ou "palavra que veio da parte do Senhor."6 No Novo Testamento, vrios textos do Antigo Testamento so citados, sendo atribudos 
a Deus ou ao Esprito Santo. Por exemplo: "Assim diz o Esprito Santo..." (Hb 3:7ss).7

A autoridade apostlica tambm evidencia a autoridade suprema das Escrituras. O Apstolo Paulo dava graas a Deus pelo fato de os tessalonicenses terem recebido 
as suas palavras "no como palavra de homens, e, sim, como em verdade , a palavra de Deus, a qual, com efeito, est operando eficazmente em vs, os que credes" 
(1 Ts 2:13). Que autoridade teria Paulo para exortar aos glatas no sentido de rejeitarem qualquer evangelho que fosse alm do evangelho que ele lhes havia anunciado, 
ainda que viesse a ser pregado por anjos? S h uma resposta razovel: ele sabia que o evangelho por ele anunciado no era segundo o homem; porque no o havia aprendido 
de homem algum, mas mediante revelao de Jesus Cristo (Gl 1:8-12). 

Jesus tambm atesta a autoridade suprema das Escrituras: pelo modo como a usa, para estabelecer qualquer controvrsia: "est escrito"8 (exemplos: Mt 4:4,6,7,10; 
etc.), e ao afirmar explicitamente a autoridade das mesmas, dizendo em Joo 10:35 que "a Escritura no pode falhar."9 

III. Usurpaes da Autoridade das Escrituras

Apesar da slida base bblico-teolgica em favor da doutrina reformada da autoridade suprema das Escrituras, hoje, como no passado, deparamo-nos com a mesma tendncia 
geral de diminuir a autoridade das Escrituras. E isso ocorre de duas maneiras: por um lado, h a propenso em admitir fontes adicionais ou suplementares de autoridade, 
que tendem a usurpar a autoridade da Palavra de Deus. Por outro lado, h a tendncia de limitar a autoridade das Escrituras, negando-a, subjetivando-a ou reduzindo 
o seu escopo.

Com relao  primeira dessas tendncias, pelo menos trs fontes suplementares usurpadoras da autoridade das Escrituras podem ser identificadas: a tradio (degenerada 
em tradicionalismo), a emoo (degenerada em emocionalismo) e a razo (degenerada no racionalismo). Sempre que um desses elementos  indevidamente enfatizado, a 
autoridade das Escrituras  questionada, diminuda ou mesmo suplantada.

A. A Tradio Degenerada em Tradicionalismo

Este foi um dos grandes problemas enfrentados pelo Senhor Jesus. A religio judaica havia se tornado incrivelmente tradicionalista. Havendo cessado a revelao, 
os judeus, j no segundo sculo antes de Cristo, produziram uma infinidade de tradies ou interpretaes da Lei, conhecidas como Mishnah. Essas tradies foram 
cuidadosamente guardadas pelos escribas e fariseus por sculos, at serem registradas nos sculos IV e V A.D., passando a ser conhecidas como o Talmude,10 a interpretao 
judaica oficial do Antigo Testamento at o dia de hoje. Muitas dessas tradies judaicas eram, entretanto, distores do ensino do Antigo Testamento. Mas tornaram-se 
to autoritativas, que suplantaram a autoridade do Antigo Testamento. Jesus acusou severamente os escribas e fariseus da sua poca, dizendo:

Em vo me adoram, ensinando doutrinas que so preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradio dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente 
rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa prpria tradio... invalidando a palavra de Deus pela vossa prpria tradio que vs mesmos transmitistes... 
(Mc 7.7-9,13).11 

O Apstolo Paulo tambm denunciou essa tendncia. Escrevendo aos colossenses, ele advertiu:

Cuidado que ningum vos venha a enredar com sua filosofia e vs sutilezas, conforme a tradio dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e no segundo Cristo... 
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanas: No manuseies isto, no proves aquilo, no 
toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? (Cl 2.8,20-22).

Quinze sculos depois, os Reformadores se depararam com o mesmo problema: as tradies contidas nos livros apcrifos e pseudepgrafos, nos escritos dos pais da igreja, 
nas decises conciliares e nas bulas papais tambm degeneraram em tradicionalismo. As tradies eclesisticas adquiriram autoridade que no possuam, usurpando a 
autoridade bblica.  neste contexto que se deve entender a doutrina reformada da autoridade das Escrituras. Trata-se, primordialmente, de uma reao  posio da 
Igreja Catlica. 

Isto no significa, entretanto, que a tradio eclesistica seja necessariamente ruim. Se a tradio reflete, de fato, o ensino bblico, ou est de acordo com ele, 
no sendo considerada normativa (autoritativa) a no ser que reflita realmente o ensino bblico, ento no  m. Os prprios Reformadores produziram, registraram 
e empregaram confisses de f e catecismos (os quais tambm so tradies eclesisticas). Para eles, contudo, esses smbolos de f no tm autoridade prpria, s 
sendo normativos na medida em que refletem fielmente a autoridade das Escrituras.

O problema, portanto, no est na tradio, mas na sua degenerao, no tradicionalismo, que atribui  tradio autoridade inerente. O tradicionalismo atribui autoridade 
s tradies, pelo simples fato de serem antigas ou geralmente observadas, e no por serem bblicas. Essa tendncia acaba sempre usurpando a autoridade das Escrituras.

B. A Emoo Degenerada em Emocionalismo

Outra fonte de autoridade que sempre ameaa a autoridade das Escrituras  a emoo, quando degenerada em emocionalismo. Isto quase inevitavelmente conduz ao misticismo. 
Na esfera religiosa, freqentemente  dado um valor exagerado  intuio, ao sentimento, ao convencimento subjetivo. Quando tal nfase ocorre, facilmente esse sentimento 
subjetivo de convico, pessoal e interno,  explicado misticamente, em termos de iluminao espiritual e revelao divina direta, seja por meio do Esprito, seja 
pela instrumentalidade de anjos, sonhos, vises, arrebatamentos, etc.

No  que Deus no tenha se revelado por esses meios. Ele de fato o fez. Foi, em parte, atravs desses meios que a revelao especial foi comunicada  Igreja e registrada 
no cnon pelo processo de inspirao. O que se est afirmando  que o misticismo copia, forja essas formas reais de revelao do passado, para reivindicar autoridade 
que na verdade no  divina, mas humana (quando no diablica). Essa tendncia no  de modo algum nova. Eis as palavras do Senhor atravs do profeta Jeremias:

Assim diz o Senhor dos Exrcitos: No deis ouvido s palavras dos profetas que entre vs profetizam, e vos enchem de vs esperanas; falam as vises do seu corao, 
no o que vem da boca do Senhor... At quando suceder isso no corao dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam s o engano do prprio corao?... O profeta 
que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem est a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor (Jr 
23.16,26,28).

Sculos depois o Apstolo Paulo enfrentou o mesmo problema. Ele prprio foi instrumento de revelaes espirituais verdadeiras, inspirado que foi para escrever suas 
cartas cannicas. Nessa condio, ele sabia muito bem o que eram sonhos, vises, revelaes e arrebatamentos. Mas, ainda assim, advertiu aos colossenses, dizendo: 
"Ningum se faa rbitro contra vs outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em vises, enfatuado sem motivo algum na sua mente carnal" (Cl 2:18). 
Tanto Jesus como os apstolos advertem a Igreja repetidamente contra os falsos profetas, os quais ensinam como se fossem apstolos de Cristo, mas que no passam 
de enganadores.

Pois bem, sempre que tal coisa ocorre, a autoridade das Escrituras  ameaada. O misticismo, como degenerao das emoes (no se pode esquecer que tambm as emoes 
foram corrompidas pelo pecado) tende sempre a usurpar, a competir com a autoridade das Escrituras, chegando mesmo freqentemente a suplant-la. Na poca dos Reformadores 
no foi diferente. Eles combateram grupos msticos por eles chamados de entusiastas12 que reivindicavam autoridade espiritual interior, luz interior, revelaes 
espirituais adicionais que suplantavam ou mesmo negavam a autoridade das Escrituras. Esta tem sido igualmente uma das caractersticas mais comuns das seitas modernas, 
tais como mormonismo, testemunhas de Jeov, adventismo do stimo dia, etc. Entre os movimentos pentecostais e carismticos tambm no  incomum a emoo degenerar 
em emocionalismo, produzindo um misticismo usurpador da autoridade das Escrituras.

C. A Razo Degenerada em Racionalismo

A nfase exagerada na razo tambm tende a usurpar a autoridade das Escrituras. O homem, devido a sua natureza pecaminosa, sempre tem resistido a submeter sua razo 
 autoridade da Palavra de Deus. A tendncia  sempre t-la (a razo) como fonte suprema de autoridade. Isto foi conseqncia da queda. Na verdade, foi tambm a 
causa, tanto da queda de Satans como de nossos primeiros pais. Ambos caram por darem mais crdito s suas concluses do que  palavra de Deus. Desde ento, essa 
soberba mental, essa altivez intelectual tem tendido sempre a minar a autoridade da Palavra de Deus, oral (antes de ser registrada) ou escrita.

Por que o ser humano, tendo conhecimento de Deus, no o glorifica como Deus nem lhe  grato? O Apstolo Paulo explica: porque, suprimindo a verdade de Deus (Rm 1:18), 
"...se tornaram nulos em seus prprios raciocnios, obscurecendo-se-lhes o corao insensato. Inculcando-se por sbios, tornaram-se loucos... pois eles mudaram a 
verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador...'' (Rm 1:21-22,25).

Esta tem sido, sem dvida, a causa de uma infinidade de heresias e erros surgidos no curso da histria da Igreja. A heresia de Marcio, o gnosticismo, o arianismo, 
o docetismo, o unitarianismo, e mesmo o arminianismo so todos erros provocados pela dificuldade do homem em submeter sua razo  revelao bblica. Todos preferiram 
uma explicao racional, lgica, em lugar da explicao bblica que lhes parecia inaceitvel. Assim, Marcio concebeu dois deuses, um do Antigo e outro do Novo Testamento. 
Por isso, tambm o gnosticismo fez distino moral entre matria e esprito. J o arianismo originou-se da dificuldade de Ario em aceitar a eternidade de Cristo. 
Do mesmo modo, o docetismo surgiu da dificuldade de alguns em admitir um Cristo verdadeiramente divino-humano. O unitarianismo, por sua vez, decorre da recusa em 
aceitar a doutrina bblica da Trindade, enquanto que o arminianismo surgiu da dificuldade de Armnio em conciliar a doutrina da soberania de Deus com a doutrina 
da responsabilidade humana (rejeitando a primeira).

A tendncia da razo em usurpar a autoridade das Escrituras tem sido especialmente forte nos ltimos dois sculos. O desenvolvimento cientfico e tecnolgico instigou 
a soberba intelectual do homem. Assim, passou-se a acreditar apenas no que possa ser constatado, comprovado, pela razo e pela lgica. A cincia tornou-se a autoridade 
suprema, a nica regra de f e prtica. E a Igreja passou a fazer concesses e mais concesses, na tentativa de harmonizar as Escrituras com a razo e com a cincia. 
O relato bblico da criao foi desacreditado pela teoria da evoluo; os milagres relatados nas Escrituras foram rejeitados como mitos; e muitos estudiosos das 
Escrituras passaram a assumir uma postura crtica, no mais submissa aos seus ensinos. Foi assim que surgiu o mtodo de interpretao histrico-crtico em substituio 
ao mtodo histrico-gramatical. Nele,  a suprema razo humana que determina o que  escriturstico ou mera tradio posterior, o que  milagre ou mito, o que  
verdadeiro ou falso nas Escrituras.

Mas antes de se atribuir tanta autoridade  cincia, convm considerar a sua histria. Quo falvel e mutvel ! A grande maioria dos "fatos" cientficos de dois 
sculos atrs j foram rejeitados pela prpria cincia. Alm disso, com que freqncia meras teorias e hipteses cientficas so tomadas como fatos cientficos comprovados!13

IV. Limitaes da Autoridade das Escrituras

Alm das tendncias que acabei de considerar, propensas a usurpar a autoridade das Escrituras, existem outras, que tendem a limitar a autoridade bblica, negando-a, 
subjetivando-a ou reduzindo o seu escopo.  o que tm feito a teologia liberal, a neo-ortodoxia e o neo-evangelicalismo, com relao a trs dos principais aspectos 
da doutrina da autoridade das Escrituras. Estas trs concepes de "autoridade" bblica precisam ser entendidas. Elas esto sendo bastante divulgadas em nossos dias, 
e so, em certo sentido, at mais perigosas do que as tendncias anteriormente mencionadas, por serem mais sutis. Este assunto pode ser melhor entendido considerando-se 
os trs principais aspectos da doutrina da autoridade das Escrituras: sua origem (ou base), certeza (ou convico) e escopo (ou abrangncia).

A. Origem ou Base da Autoridade das Escrituras

A origem ou base da autoridade das Escrituras, como j foi mencionado, encontra-se na sua autoria divina. As Escrituras so autoritativas porque so de origem divina: 
o Esprito Santo  o seu autor primrio. Para os Reformadores, as Escrituras so autoritativas porque so a Palavra de Deus inspirada. Por isso so infalveis, inerrantes, 
claras, suficientes, etc.

A teologia liberal (racionalista) nega a prpria base da autoridade da Escritura, negando a sua origem divina. Para ela, as Escrituras so mero produto do esprito 
humano, expressando verdades divinas conforme discernidas pelos seus autores, bem como erros e falhas caractersticas do homem. Sua autoridade, portanto, no  divina 
nem inerente, mas humana, devendo ser determinada pelo julgamento da razo crtica. Eis o que afirmam: "A verdade divina no  encontrada em um livro antigo, mas 
na obra contnua do Esprito na comunidade, conforme discernida pelo julgamento crtico racional."14 De acordo com a teologia liberal, "ns estamos em uma nova situao 
histrica, com uma nova conscincia da nossa autonomia e responsabilidade para repensar as coisas por ns mesmos. No podemos mais apelar  inquestionvel autoridade 
de um livro inspirado."15 

B. Certeza da Autoridade das Escrituras

A certeza ou convico da autoridade das Escrituras16 provm do testemunho interno do Esprito Santo. A excelncia do seu contedo, a eficcia da sua doutrina e 
a sua extraordinria unidade so algumas das caractersticas das Escrituras que demonstram a sua autoridade divina. Contudo, admitimos que "a nossa plena persuaso 
e certeza da sua infalvel verdade e divina autoridade provm da operao interna do Esprito Santo, que pela Palavra e com a Palavra, testifica em nossos coraes."17 

O testemunho da Igreja com relao  excelncia das Escrituras pode se constituir no meio pelo qual somos persuadidos da sua autoridade, mas no na base ou fundamento 
da nossa persuaso. A nossa persuaso da autoridade da Bblia d-se por meio do testemunho interno do Esprito Santo com relao  sua inspirao. Na concepo reformada, 
se algum cr, de fato, na autoridade suprema das Escrituras como regra de f e prtica, o faz como resultado da ao do Esprito Santo.  ele, e s ele, quem pode 
persuadir algum da autoridade da Bblia.

Essa persuaso no significa de modo algum uma revelao adicional do Esprito. Significa, sim, que a ao do Esprito na alma de uma pessoa, iluminando seu corao 
e sua mente em trevas, regenerando-a, fazendo-a nova criatura, dissipa as trevas espirituais da sua mente, remove a obscuridade do seu corao, permitindo que reconhea 
a autoridade divina das Escrituras. O Apstolo Paulo trata deste assunto escrevendo aos corntios. Ele explica, na sua primeira carta, que, "o homem natural no 
aceita as cousas do Esprito de Deus, porque lhe so loucura; e no pode entend-las porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2.14). O homem natural, em estado 
de pecado, perdeu a sua capacidade original de compreender as coisas espirituais. Ele no pode, portanto, reconhecer a autoridade das Escrituras; ele no tem capacidade 
para isso. Na sua segunda carta aos corntios o Apstolo  ainda mais explcito, ao observar que,

...se o nosso evangelho ainda est encoberto,  para os que se perdem que est encoberto, nos quais o deus deste sculo cegou os entendimentos dos incrdulos, para 
que lhes no resplandea a luz do evangelho da glria de Cristo, o qual  a imagem de Deus... Porque Deus que disse: de trevas resplandecer luz -, ele mesmo resplandeceu 
em nossos coraes, para iluminao do conhecimento da glria de Deus na face de Cristo (2 Co 4.3-4,6).

O que Paulo afirma aqui  que o homem natural, o incrdulo, est cego como resultado da obra do diabo, que o fez cair. Nesse estado, ele est como um deficiente 
visual, que no consegue perceber nem mesmo a luz do sol. Pode-se compreender melhor o testemunho interno do Esprito com esta ilustrao. O testemunho do Esprito 
no  uma nova luz no corao, mas a sua ao atravs da qual ele abre os olhos de um pecador, permitindo-lhe reconhecer a verdade que l estava, mas no podia ser 
vista por causa da sua cegueira espiritual.

Deve-se ter em mente, entretanto - e esse  o ponto enfatizado aqui -, que esse testemunho interno do Esprito Santo diz respeito  certeza do crente com relao 
 plena autoridade das Escrituras, e no  prpria autoridade inerente das Escrituras. A convico de um crente de que as Escrituras tm autoridade  subjetiva, 
mas a autoridade das Escrituras  objetiva. Esteja-se ou no convencido da sua autoridade, a Bblia  e continua objetivamente autoritativa. A neo-ortodoxia existencialista 
confunde estas coisas e defende a subjetividade da prpria autoridade da Bblia. Para eles, a revelao bblica s  verdade divina quando fala ao nosso corao. 
Como dizem, "as Escrituras no so, mas se tornam a Palavra de Deus" quando existencializadas.18 

C. Escopo da Autoridade das Escrituras

Essas posies da teologia liberal e da neo-ortodoxia com relao  origem e  certeza da autoridade das Escrituras so serssimas. Contudo, talvez mais sria ainda 
(por ser mais sutil)  a questo relacionada ao escopo da autoridade das Escrituras.

Uma nova concepo da autoridade das Escrituras tem surgido entre os eruditos evanglicos (inclusive reformados de renome, tais como G. C. Berkouwer19), conhecida 
como neo-evanglica. O neo-evangelicalismo limita o escopo (a rea) da autoridade das Escrituras ao seu propsito salvfico. Segundo essa concepo, a autoridade 
das Escrituras limita-se  revelao de assuntos diretamente relacionados  salvao, a assuntos religiosos.20 

A doutrina neo-evanglica faz diferena entre o contedo salvfico das Escrituras e o seu contexto salvfico, reivindicando autoridade e inerrncia apenas para o 
primeiro. Mas tal posio no reflete nem se coaduna com a posio reformada e protestante histrica. Para esta, o escopo da autoridade das Escrituras  todo o seu 
cnon.  verdade que a Bblia no se prope a ser um compndio cientfico ou um livro histrico. Mas, ainda assim, todas as afirmativas nelas contidas, sejam elas 
de carter teolgico, prtico, histrico ou cientfico, so inerrantes e autoritativas.21 

Os principais problemas relacionados com a posio neo-evanglica quanto  autoridade das Escrituras so os seguintes: Primeiro, como distinguir o contedo salvfico 
do seu contexto salvfico?  impossvel. As Escrituras so a Palavra de Deus revelada na histria. Segundo, como delimitar o que est ou no est diretamente relacionado 
ao propsito salvfico, se o propsito da obra da redeno no  meramente salvar o homem, mas restaurar o cosmo? Que pores das Escrituras ficariam de fora do 
escopo da salvao? Como Ridderbos admite, "a Bblia no  apenas o livro da converso, mas tambm o livro da histria e o livro da Criao..."22 Que reas da vida 
humana ficariam de fora da obra da redeno? A arte, a cincia, a histria, a tica, a moral? Quem delimitaria as fronteiras entre o que est ou no includo no 
propsito salvfico? Admitir, portanto, o conceito neo-evanglico de autoridade das Escrituras  cair na cilada liberal do cnon dentro do cnon, e colocar a razo 
humana como juiz supremo de f e prtica, pois neste caso competir ao homem determinar o que  ou no propsito salvfico.

Concluso

Em ltima instncia, a questo da autoridade das Escrituras pode ser resumida na seguinte pergunta: quem tem a ltima palavra, Deus, falando atravs das Escrituras, 
ou o homem, por meio de suas tradies, sentimentos ou razo? A resposta dos Reformadores foi clara. Embora reconhecendo que o propsito especial das Escrituras 
no  histrico, moral ou cientfico, mas salvfico, eles no diminuram a sua autoridade de forma alguma: nem por adies ou suplementos, nem por redues ou limitaes 
de qualquer natureza. A f reformado-puritana reconhece a autoridade de todo o contedo das Escrituras, e sua plena suficincia e suprema autoridade em matria de 
f e prticas eclesisticas.

To importante foi a redescoberta destas doutrinas pelos Reformadores, que pode-se afirmar que, da aplicao prtica das mesmas, decorreu, em grande parte, a profunda 
reforma doutrinria, eclesistica e litrgica que deu origem s igrejas protestantes. Todas as doutrinas foram submetidas  autoridade das Escrituras. Todos os elementos 
de culto, cerimnias e prticas eclesisticas foram submetidos ao escrutnio da Palavra de Deus. A prpria vida (trabalho, lazer, educao, casamento, etc.) foi 
avaliada pelo ensino suficiente e autoritativo das Escrituras. Muito entulho doutrinrio teve que ser rejeitado. Muitas tradies e prticas religiosas acumuladas 
no curso dos sculos foram reprovadas quando submetidas ao teste da suficincia e da autoridade suprema das Escrituras. E a profunda reforma religiosa do sculo 
XVI foi assim empreendida.

Mas muito tempo j se passou desde ento. O evangelicalismo moderno recebeu, especialmente do sculo passado, um legado teolgico, eclesistico e litrgico que precisa 
ser urgentemente submetido ao teste da doutrina reformada da autoridade suprema das Escrituras.  tempo de reconsiderar as implicaes desta doutrina.  tempo de 
reavaliar a nossa f, nossas prticas eclesisticas e nossas prprias vidas  luz desta doutrina. Afinal, admitimos que a Igreja reformada deve estar sempre se reformando 
- no pela conformao constante s ltimas novidades, mas pelo retorno e conformao contnuos ao ensino das Escrituras.

Sabendo que a nossa natureza pecaminosa nos impulsiona em direo ao erro e ao pecado, conhecendo o engano e a corrupo do nosso prprio corao, reconhecendo os 
dias difceis pelos quais passa o evangelicalismo moderno (particularmente no Brasil), e a ojeriza doutrinria, a exegese superficial e a ignorncia histrica que 
em grande parte caracterizam o evangelicalismo moderno no nosso pas, no temos o direito de assumir que nossa f e prticas eclesisticas sejam corretas, simplesmente 
por serem geralmente assim consideradas.  necessrio submeter nossa f e prticas eclesisticas  autoridade suprema das Escrituras.

Assim fazendo, no  improvvel que ns,  semelhana dos Reformadores, tambm tenhamos que rejeitar considervel entulho teolgico, eclesistico e litrgico acumulados 
nos ltimos sculos. No  improvvel que venhamos a nos surpreender, ao descobrir um evangelicalismo profundamente tradicionalista, subjetivo e racionalista. Mas 
no  improvvel tambm que venhamos a presenciar uma nova e profunda reforma religiosa em nosso pas. Que assim seja!

Notas
1 Ver, por exemplo, William Ames, A Fresh Suit against Human Ceremonies in God's Worship (Rotterdam, 1633); David Calderwood, Against Festival Days, 1618 (Dallas: 
Naphtali Press, 1996); George Gillespie, Dispute against the English Popish Ceremonies Obtruded on the Church of Scotland (Edinburgh: Robert Ogle and Oliver & Boyd, 
1844); e John Owen, "A Discourse concerning Liturgies and their Impositions," em The Works of John Owen, vol. 15 (Edinburgh: The Banner of Truth Trust, 1965). 

2 Cf. John MacArthur Jr., Com Vergonha do Evangelho: Quando a Igreja se torna como o Mundo (So Jos dos Campos: Editora Fiel, 1997) e Paulo Romeiro, Evanglicos 
em Crise: Decadncia Doutrinria na Igreja Brasileira (So Paulo: Mundo Cristo, 1995).

3 Ver captulo sobre a "Conscincia Puritana," em J. I. Packer, Entre os Gigantes de Deus: Uma Viso Puritana da Vida Crist (So Jos dos Campos: Editora Fiel, 
1991), 115-132.

4 Sobre o conceito reformado de inspirao e infalibilidade (inerrncia) das Escrituras, ver L. Berkhof, Introduccin a la Teologa Sistemtica (Grand Rapids: The 
Evangelical Literature League, [1973]), 159-190; A. A. Hodge, Evangelical Theology: A Course of Popular Lectures (Edinburgh and Pennsylvania: The Banner of Truth 
Trust, 1976), 61-83; Loraine Boettner, Studies in Theology (Phillipsburg and New Jersey: Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1978), 9-49; e J. C. Ryle, 
Foundations of Faith: Selections From J. C. Ryle's Old Paths (South Plainfield, New Jersey: Bridge Publishing, 1987), 1-39.

5 Cf. tambm Salmo 119.39, 43, 62, 75, 86, 89, 106, 137, 138, 142, 144, 160, 164, 172; Mateus 24.34; Joo 17.17; Tiago 1.18; Hebreus 4.12 e 1 Pedro 1.23,25.

6 Lloyd-Jones afirma que essas expresses so usadas 3.808 vezes no Antigo Testamento; e que os que assim se expressavam estavam deixando claro que no expunham 
suas prprias idias ou imaginaes. D. Martin Lloyd-Jones, Authority (Edinburgh and Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1984), 50.

7 Ver tambm Atos 28.25 e Hebreus 4.3, 5.6 e 10.15-16.

8 O termo empregado  gegraptai (gegraptai). O tempo (perfeito) indica uma ao realizada no passado, cujos resultados permanecem no presente: foi escrito e permanece 
vlido, falando com autoridade.

9 Outras evidncias da autoridade divina das Escrituras so apresentadas por Lloyd-Jones, Authority, 30-50; e por John A. Witmer, "The Authority of the Bible," Bibliotheca 
Sacra 118:471 (July 1961): 264-27.

10 O Talmud inclui tambm a Gemara, comentrios rabnicos sobre o Mishnah, escritos entre 200 e 500 AD (C. L. Feinberg, "Talmude e Midrash," em J. D. Douglas, ed., 
O Novo Dicionrio da Bblia, vol. 3 (So Paulo: Edies Vida Nova, 1979), 1560-61.

11 Conferir tambm Mt 15.3ss.

12 Berkhof, Introduccin a la Teologa Sistemtica, 207.

13 Um exemplo bem atual: h poucos dias atrs, cientistas anunciaram que pesquisas feitas com o DNA dos fsseis do assim chamado homem de Neanderthal - at ento 
"inquestionavelmente" considerado um dos antepassados mais recentes do homem na cadeia evolutiva -, revelam que esses ossos nada tm a ver com a raa humana. Exemplos 
como estes repetem-se continuamente, e deveriam tornar-nos cautelosos em atribuir  cincia autoridade maior do que a da revelao bblica.

14 C. Pinnock, citado por Keun-Doo Jung, "A Study of the Authority with Reference to The Westminster Confession of Faith." (Tese de Mestrado, Potchefstroom [South 
Africa] University for Christian Higher Education, 1981), 45.

15 G. D. Kaufman, ibid., 45.

16 Ensinada no pargrafo V do captulo I da Confisso de F de Westminster.

17 Ibid.

18 Outros dados sobre a importncia da doutrina reformada da autoridade das Escrituras em relao  teologia liberal e  neo-ortodoxia podem ser obtidos em Lloyd-Jones, 
Authority, 30-61; John A. Witmer, "Biblical Authority in Contemporary Theology," Bibliotheca Sacra 118:469 (January 1961), 59-67; e Kenneth S. Kantzer, "Neo-Orthodoxy 
and the Inspiration of Scripture," Bibliotheca Sacra 116:461 (January 1959), 15-29.

19 Ver G. C. Berkouwer, Studies in Dogmatics: Holy Scripture (Grand Rapids: Eerdmans, 1975) e Ronald Gleason, "In Memoriam: Dr. Gerrit Cornelius Berkouwer," Modern 
Reformation 5:3 (May/June 1996), 30-32.

20 Alguns eruditos tm considerado a doutrina reformada tradicional da autoridade das Escrituras conforme ensinada pelos telogos de Princeton, tais como Charles 
Hodge (1797-1878), Alexander Hodge (1823-1886) e B. B. Warfield (1851-1921), como um desvio do ensino dos Reformadores e da Confisso de F de Westminster. Ver, 
por exemplo, Ernest Sandeen, The Roots of Fundamentalism: British and American Millenarianism, 1800-1930 (Chicago: University of Chicago Press, 1970). Alguns, como 
Jack Rogers e Donald McKim, The Authority and Interpretation of the Bible: A Historical Approach (San Francisco: Harper & Row, 1979), chegam a defender que a doutrina 
reformada das Escrituras encontra seus legtimos representantes em Abraham Kuyper (1837-1920) e Herman Bavinck (1854-1921), os quais teriam se antecipado aos esforos 
de Karl Barth e G. C. Berkouwer no sentido de restaurar a verdadeira tradio reformada. Outros, entretanto, tm demonstrado que estas teses no procedem, visto 
que os telogos de Princeton esto em substancial harmonia com outros que os antecederam, e com Kuyper e Bavinck. Ver Randall H. Balmer, "The Princetonians and Scripture: 
A Reconsideration," Westminster Theological Journal 44:2 (1982): 352-365; e Richard B. Gaffin, Jr., "Old Amsterdam and Inerrancy?," Westminster Theological Journal 
44:2 (1982), 250-289; 45:2 (1983): 219-272.

21 Uma demonstrao da posio reformada e protestante histrica da inerrncia das Escrituras em portugus pode ser encontrada em John H. Gerstner, "A Doutrina da 
Igreja sobre a Inspirao Bblica," em James Montgomery Boice, ed., O Alicerce da Autoridade Bblica, 2a ed. (So Paulo: Vida Nova, 1989), 25-68.

22 Herman Ridderbos, Studies in Scripture and its Authority (Grand Rapids: Eerdmans, 1978), 24.

Parte XIII
A GUARDA DE SBADO 
 Pretendemos dissertar a respeito do sbado judaico. Por que sbado judaico? Porque se trata de uma ordenana cumprida pelos judeus, mas propriamente pelos judaizantes, 
cuja crena est baseada no Antigo Testamento. Os adventistas tambm so pr-sabticos. A guarda do sbado, que foi um sinal para o povo da Antiga Aliana,  obrigatria 
aos que esto sob a gide da Nova Aliana? Quem guarda o domingo est em pecado e no ser salvo? O cumprimento da ordenana sobre o stimo dia garante a salvao? 
Tentarei responder a estas e a outras perguntas. 

A Igreja de Cristo, desde o incio, principalmente pelo Apstolo Paulo, sempre dispensou estreita ateno s heresias, chamadas por Pedro de "heresias de perdio" 
(2 Pe 2.1), por tratar-se de ensinos contrrios s doutrinas bblicas. 

A Igreja, como fazem as sentinelas, deve manter-se em constante vigilncia para denunciar a aproximao ou o surgimento de elementos estranhos ao Evangelho.  seu 
dever combater as heresias: "Retendo firme a fiel palavra, que  conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a s doutrina, como para convencer 
os contradizentes" (Tt 1.9). 

Sbado, grego sabbaton, hebraico shbath, tem em sua raiz o significado de cessao de atividade. Segundo o Dicionrio VINE, "a idia no  de relaxamento ou repouso, 
mas cessao de atividade". A conotao com o descanso fsico vem pelo fato de que a suspenso dos trabalhos proporciona descanso, e porque Deus destinou o stimo 
dia no s para repouso e memorial do trmino de sua criao, mas como dia de culto, adorao e comunho com Ele (Ex 16.27; 31.12-17). 

A primeira referncia bblica sobre o stimo dia est em Gnesis 2.2-3 que fala do descanso de Deus no shbath. O "descanso" de Deus no quer dizer que Ele ficou 
cansado, mas que suspendeu sua atividade criadora. O princpio da criao do shbath  destinar um dia ao repouso e ao exclusivo culto ao Senhor: "Seis dias trabalhars, 
mas o stimo dia ser o sbado do descanso solene, santo ao Senhor" (x 31.15). 

Deus incluiu o sbado nos Dez Mandamentos, lembrando que "em seis dias fez o Senhor os cus e a terra, o mar e tudo que neles h, e ao stimo dia descansou" (x 
20.8-11). O castigo para quem violasse o sbado era a morte (Ex 31.12-17). Portanto, o castigo est associado  guarda do sbado. Para que haja coerncia de procedimentos, 
quem guarda o sbado deveria, no caso de violao, aceitar o castigo correspondente. A guarda desse dia e o castigo pela desobedincia so ordenanas de Deus e fazem 
parte da Antiga Aliana. 

O sbado era um sinal, como o foi a circunciso, entre Deus e os filhos de Israel, assim como o arco era um sinal do pacto com No. Vejam a similitude que h nessas 
ordenanas: Arco: "Este  o sinal da aliana que ponho entre mim e vs, e entre toda a alma vivente, que est convosco, por geraes eternas...ser por sinal entre 
mim e a terra" (Gn 9.12-13). Circunciso: "Esta  a minha aliana, que guardareis entre mim e vs, e a tua descendncia depois de ti... e circundareis a carne do 
vosso prepcio, e isto ser por sinal da aliana entre mim e vs. E o homem incircunciso...ser extirpado do seu povo" (Gn 17.10,11,13). Sbado: "Tu, pois, fala 
aos filhos de |Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sbados, porquanto isso  um sinal entre mim e vs nas vossas geraes, para que saibais que eu sou o 
Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sbado...aquele que o profanar, certamente morrer" (x 31.13-14). A instituio do sbado est associada  lembrana 
da libertao da escravido egpcia (Dt 5.15; Ez 20.10-20). 

Tais leis foram sombras das coisas futuras. Embora estabelecidas como estatuto perptuo, como tambm a pscoa, a queima de incenso, o sacerdcio levtico e ofertas 
de paz, vigoraram at o estabelecimento do novo pacto em Cristo Jesus. Vejamos: 

"E, quando vs estveis mortos nos pecados e na incircunciso da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas" (Cl 2.13). 

O homem no pde, pela lei, livrar-se da morte do pecado. Ningum, at hoje, conseguiu cumprir fielmente toda a vontade de Deus expressa na lei. Cristo veio para 
nos livrar das penalidades da lei, visto que estamos no debaixo da lei, mas debaixo da graa (Rm 6.14). 

"Havendo riscado a cdula que era de alguma maneira contra ns nas suas ordenanas, a qual de alguma maneira nos era contrria, a tirou do meio de ns, cravando-a 
na cruz" (Cl 2.14). 

O "ministrio da morte", como  chamada a lei mosaica (2 Co 3.7), no deu vida ao homem; apenas revelava o seu estado pecaminoso "Logo, para que  a lei? Foi ordenada 
por causa das transgresses, at que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita. Porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justia, na 
verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela f em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que 
a f viesse, estvamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela f que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir 
a Cristo, para que pela f fssemos justificados. Mas, depois que veio a f, j no estamos debaixo da lei. Porque todos sois filhos de Deus pela f em Cristo Jesus" 
(Gl 3.19-26). 

A lei de Moiss serviu para nos conduzir a Cristo. As palavras do Apstolo, como acima, falam por si sem necessitar muitos esclarecimentos. A lei foi um estgio 
necessrio, como necessrios so os primeiros degraus de uma escada pelos quais alcanamos o ponto mais elevado. Ao morrermos com Cristo, morremos para a lei. A 
lei no alcana os mortos. "Agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estvamos retidos, a fim de servirmos em novidade de esprito, e no na 
velhice da lei" (Rm 7.1,4,6). Por isso, Jesus cravou na cruz as ordenanas que de certo modo eram contra ns. Agora vivemos no segundo o ministrio da condenao, 
mas segundo o do Esprito. "Se o ministrio da condenao foi glorioso, muito mais exceder em glria o ministrio da justia". O Apstolo diz que as antigas ordenanas 
eram transitrias, e foram abolidas por Cristo (2 Co 3.7-14). Os crentes da atualidade no so guiados pela lei, mas pelo Esprito. 

"Portanto, ningum vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sbados, que so sombras das coisas futuras, mas 
o corpo  de Cristo" (Cl 2.16-17). A guarda do sbado semanal, sombra do que viria, apontava para Cristo. Se a instituio do sbado nos fazia lembrar da sada do 
Egito, nossa ateno agora est centralizada na libertao que h em Jesus. Os "sbados" de Colossenses 2.16 no so sbados festivos; so sbados semanais, sem 
dvida. Os festivos esto inclusos em "dias de festa". Em Ezequiel 20.12 e 44.24 tambm encontramos "meus sbados" referindo-se aos sbados semanais. De igual modo, 
xodo 31.13 alude aos "meus sbados", numa referncia ao stimo dia de descanso e culto. Ento, a guarda do sbado foi uma "sombra das coisas futuras", mas a realidade 
est em Cristo. De acordo com isso est o telogo adventista Samuele Bacchiocci, que afirmou: 

"O consenso unnime de comentaristas  que essas trs expresses ["dias de festa", "lua nova" e "sbados"] representam uma lgica e progressiva seqncia (anual, 
mensal e semanal). Este ponto de vista  vlido pela ocorrncia desses termos...Um outro significativo argumento contra os sbados cerimoniais  o fato de que estes 
j esto includos nas palavras dias de festa (ou festividades - no original)... esta indicao positivamente mostra que a palavra SABATON como  usada em Cl 2.16 
no pode referir-se aos sbados cerimoniais anuais (From Sabbath Sunday - Do Sbado para o Domingo - Samuele Bacchiocci, 1977, p. 359-360. Fonte: Bblia Apologtica). 

Leiam a seguinte promessa: "E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sbados, e todas as suas festividades" (Os 2.11; cf. Cl 
2.14,16). Vamos ver o que mais a Nova Aliana diz a respeito da anterior: 

"O mandamento anterior  anulado por causa da sua fraqueza e inutilidade. Pois a lei nunca aperfeioou coisa alguma, e desta sorte  introduzida uma melhor esperana, 
pela qual chegamos a Deus" (Hb 7.18-19). S chegaremos a Deus pela aceitao dos termos da Nova Aliana, isto , pela graa, mediante a f em Jesus (Jo 3.15-18; 
Rm 10.9; Ef 2.8-9). A salvao do ladro na cruz  exemplo. Foi salvo no pelo cumprimento da lei, mas por graa e f (Lc 23.46). 

O Novo Testamento diz que Cristo "alcanou ministrio tanto mais excelente, quanto  mediador de um melhor concerto que est confirmado em melhores promessas. Porque, 
se aquela primeira fora irrepreensvel, nunca se teria buscado lugar para a segunda. Dizendo Nova Aliana, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e 
se envelhece, perto est de acabar" (Hb 8.6,7,13). 

Mas, se a lei foi abolida em Cristo, ento podemos matar, cometer adultrio, desobedecer a nossos pais? A resposta precisa ser encontrada no Novo Concerto, que ratificou 
os Dez Mandamentos, exceto a guarda do sbado. Em nenhuma parte do Novo Testamento encontraremos a ordem para reservar o stimo dia. Vejamos o Declogo e a correspondente 
instruo na Nova Aliana: "No ters outros deuses diante de mim" (At 14.15); "no fars para ti imagem de escultura" (1 Ts 1.9; 1 Jo 5.21); "no tomars o nome 
do Senhor teu Deus em vo" (Tg 5.12); "Lembra-te do dia do sbado para o santificar" (no mencionado no NT); "honra teu pai e a tua me" (Ef 6.1); "no matars" 
, "no adulterars", "no furtars", "no cobiars" (Rm 13.9); "no dirs falso testemunho" (Cl 3.9). 

Quanto ao mandamento de no fazer imagem de escultura, sabatistas por vezes alegam no haver mandamento correspondente e explcito no Novo Testamento, porquanto, 
dizem, a palavra "dolo" (1 Jo 5.21) no significa imagem de escultura. Quanto a isso, observem o que diz o conceituado Dicionrio VINE: "dolo (eidolon), primariamente 
"fantasma" ou "semelhana" (derivado de eidos, "aparncia", literalmente, "aquilo que  visto"), ou "idia, imaginao", denota no Novo Testamento; (a) "dolo", 
imagem que representa um falso deus (At 7.41; 1 Co 12.2; Ap 9.20); (b) "o falso deus" adorado numa imagem (At 15.20; Rm 2.22; 1 Co 8.4,7; 10.19; 2 Co 6.16; 1 Ts 
1.9; 1 Jo 5.21)". 

Cabe salientar que prevalecem os princpios ticos e morais do Antigo Testamento, ratificados e, em alguns casos, aperfeioados no Novo Concerto. "Cada um desses 
princpios contidos nos Dez Mandamentos  restabelecido num outro contexto no Novo Testamento, exceto,  claro, o mandamento para descansar e cultuar no sbado". 
Jesus no fazia distino entre leis morais e leis cerimoniais.  possvel fazer-se esta diviso para melhor compreenso, mas ela no est definida na Bblia. Ele 
afirmou que no veio anular a lei, mas cumpri-la (Mt 5.17). Em seguida, cita o sexto mandamento, "no matars" (v.21); o stimo, "no adulterars" (v.27); o nono, 
"no dirs falso testemunho" (v.33); cita Levtico 24.20 "olho por olho, dente por dente"; cita Levtico 19.18 sobre o "amor ao prximo". Logo, a "lei" a que se 
referiu Jesus no diz respeito somente aos Dez Mandamentos, mas abrange o Pentateuco. "A lei  termo comum entre os judeus para a primeira das trs divises das 
Escrituras hebraicas, isto , os cinco livros do Pentateuco. 

Jesus cumpriu cabalmente a lei, em Sua vida, pela observao constante de seus preceitos; em Seus ensinos, pela pregao da tica do amor que cumpre a lei (Rm 13.10) 
e em Sua morte, pela satisfao de suas exigncias" (O Novo Comentrio da Bblia - Vol. II, Edies vida Nova, 1990, p. 953). Porque em sua vida cumpria a lei, era 
costume de Jesus participar dos cultos, aos sbados, nas sinagogas de sua cidade natal (Lc 4.16). Aps a cruz, "pela lei ningum ser justificado diante de Deus, 
porque o justo viver pela f. Cristo nos resgatou da maldio da lei, fazendo-se maldio por ns" (Gl 3.11,13). 

Se algum deseja guardar o sbado, que o faa segundo prescreve o Antigo Testamento, assim: no ferver ou assar comida (x 16.23); no sair de casa nesse dia (x 
16.29); no acender fogo (x 35.3); no viajar (Ne 10.31); no carregar peso (Jr 17.21); no exercer o comrcio (Am 8.5). A violao de tais preceitos torna o infrator 
sujeito  maldio da lei e  pena de morte (x 31.15; Dt 27.11-28; Gl 5.1-5; Tg 1.23; 2.10). 

Pelas obras da lei nenhuma carne ser justificada, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Ela revela o pecado e condena o homem. Em Cristo, se manifestou 
a justia de Deus pela f em Jesus Cristo. Foi impossvel ao homem cumprir totalmente os itens da lei, sem qualquer fracasso, pois "maldito todo aquele que no permanecer 
em todas as coisas que esto escritas no livro da lei, para faz-las". Cristo, com sua morte expiatria, fez-se maldio em nosso lugar (Gl 3.10-13). Por isso, a 
Bblia diz que todos pecaram (Rm 3.20-23). No antigo concerto, a salvao tinha por base a f expressa pela obedincia  lei de Deus e ao sistema sacrificial. 

Mas um novo concerto ou novo testamento, com melhores promessas, foi levado a efeito por Jesus Cristo mediante sua morte e ressurreio (Jr 31.31-34). 

Os adventistas, regra geral, so sabatistas, mas parece no haver um consenso. Entre 1955 e 1956, o dr. Walter Martin, apologista da f crist, entrevistou 250 conceituadssimos 
lderes adventistas. O resultado dessas entrevistas foi publicado no livro "Adventistas do Stimo Dia Respondem Perguntas sobre Doutrina", de 720 pginas. Esses 
destacados lderes concluram o seguinte: 1) Sabatismo: A guarda do sbado no propicia salvao. O cristo que observa o domingo no est em pecado. No  cmplice 
do papado. 2) Ellen G. White: Os escritos de Ellen White [profetiza do adventismo] no devem ser colocados em p de igualdade com a Bblia. 3) Santssimo: Cristo 
entrou no Lugar Santssimo por ocasio de sua asceno, e no em 22 de outubro de 1844. Assim, as doutrinas do santurio celestial ser purificado e do juzo investigativo 
no tinham base bblica. 

Em decorrncia dessa posio, "houve srias controvrsias no seio da Igreja Adventista do Stimo Dia, dando origem a dois movimentos: o tradicional e o evanglico. 
O primeiro recusava-se a abrir mo das posies acima, pois aceit-las comprometeria a exclusividade da IASD como o remanescente, a nica e verdadeira igreja de 
Cristo. O segundo advogava os conceitos expressos no Questions on doctrine. Estes no queriam deixar a IASD, apenas queriam uma reforma nas questes teolgicas nada 
ortodoxas. Conclui-se que o Adventismo com o qual o Dr. Walter Martin dialogou e aceitou como cristo no  mais o mesmo que presenciamos aqui no Brasil, pois rompeu 
com tudo aquilo abordado no Questions on doctrine. Entretanto, no se pode negar que h dentro da IASD aqueles que almejam o retorno s formulaes esboadas e defendidas 
no referido livro" (Dicionrio de Religies, Crenas e Ocultismo - George A. Mather, Vida, 2.000, p. 194). 

Os apstolos elegeram o primeiro dia da semana como o dia do Senhor: "No primeiro dia da semana, reunindo-se os discpulos para partir o po, Paulo, que havia de 
sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o seu discurso at  meia noite (At 20.7; v. 1 Co 16.2). Aqui vemos o registro da celebrao da Ceia do Senhor 
num domingo, um dia de culto. O Apstolo Joo revela que foi "arrebatado em esprito no dia do Senhor" (Ap 1.10), referindo-se ao domingo, dia da ressurreio de 
Jesus (Lc 24.1) e do seu aparecimento aos discpulos (Jo 20.19; Lc 24.13,33,36). 

A vontade de Deus  que aceitemos e vivamos segundo os termos do novo concerto. As provises necessrias  nossa salvao no esto na antiga aliana, nem na obedincia 
s suas leis e ao seu sistema de sacrifcios. A lei funcionou como tutor do povo at que viesse a salvao pela f em Cristo. Desprezar a lei? No. O Novo Testamento 
cuidou de revitalizar os princpios ticos e morais da lei, modificando uns, confirmando letra por letra outros, excluindo muitos. A salvao na nova aliana est 
consolidada na morte expiatria de Cristo, na sua ressurreio gloriosa e no privilgio de, pela f, pertencermos a Ele. 

Quase toda a instruo dos captulos 3, 4 e 5 de Glatas aborda a questo da lei e do evangelho, donde se conclui que: 1) A lei foi ordenada por causa das transgresses, 
AT que viesse a posteridade (3.19). 2) A lei no pde comunicar vida; por isso, a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela f em Jesus 
Cristo fosse dada aos crentes. 3) A lei serviu para nos conduzir a Cristo, para que pela f fssemos justificados, no pela f na obedincia  lei. 4) Depois que 
a f veio, j no estamos debaixo da lei, mas da graa (3.25). 

5) Cristo veio para libertar os que estavam debaixo da lei. No somos mais meninos necessitados de tutores, reduzidos  escravido. Agora somos filhos de Deus (4.1-7). 
6) No mais estamos sujeitos a guardar dias, meses e anos, rudimentos fracos e pobres aos quais alguns querem continuar servindo (4.9-10). 7) Somos filhos no da 
escrava Agar, que simboliza o velho concerto. Somos filhos da promessa, como Isaque. Lancemos fora a escrava e seu filho, porque, "de modo algum, o filho da escrava 
herdar com o filho da livre" (4.21-31). 8) No devemos retornar ao jugo da servido, pois Cristo nos libertou (5.1). 9) Os que buscam justificao na lei, separados 
esto de Cristo (5.4). 
(08.01.2004)

Parte XIV
DESVIOS DOUTRINRIOS DA CONFISSO POSITIVA 
 Os seguidores das doutrinas da Confisso Positiva dizem que no devemos submeter nossos pedidos  vontade de Deus. No questiono a qualidade do carter das pessoas 
mencionadas neste trabalho. Questiono a qualidade de seus ensinos, comparados com a Bblia Sagrada. Vejamos: 

"Usar a frase `se for a Tua vontade em orao pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem  submisso  vontade do Senhor, mas alm de no adiantar 
nada, destri a prpria orao" (R.R.Soares, livro O Direito de Desfrutar Sade, p. 11, citado por Paulo Romeiro, Supercrentes, p.37). 

Essa infeliz declarao  cpia fiel do que disse Benny Hinn, como est registrado mais adiante. Ora, submeter-se  vontade de Deus  bblico, no anula nossas oraes 
e  uma atitude espiritual. Se anulasse, a orao-modelo do Pai Nosso, ensinada por Jesus, para nada serviria; Jesus no teria sido um bom Mestre; milhes de oraes 
nesses ltimos dois mil anos foram ineficazes; nenhum crente em dois mil anos teria recebido qualquer bno divina. Deus no respondeu a nenhuma delas? Logo de 
incio v-se o absurdo de tal declarao. Devemos confiar em quem? "Maldito o homem que confia no homem. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperana  
o Senhor" (Jr 17.5,7). O cristo nunca deve esquecer o exemplo dos bereanos, que examinavam nas Escrituras se as coisas que Paulo e Silas ensinavam estavam corretas 
(At 17.10-12). 

"Jesus me apareceu e disse que se algum, em qualquer lugar, quiser tomar esses quatro passos ou pr em operao esses quatro princpios, sempre receber o que quiser 
de mim ou da parte de Deus Pai: Passo 1 - Diga a coisa: positiva ou negativamente, tudo depende do indivduo. 

Passo 2 - Faa a coisa: Os atos derrotam-no ou lhe do vitria. Passo 3 - Receba a coisa: Compete a ns a conexo com o dnamo do cu. Passo 4 - Conte a coisa: Contar 
para que outros tambm possam crer" (Kenneth Hagin, Como Registrar Seu Prprio Bilhete com Deus, p.5, citado por Hank Hanegraaaff, em Cristianismo em Crise, p. 81). 
Referindo-se a Joo 14.14, Hagin ensina que "a palavra `pedir tambm significa `exigir: `E tudo quanto exigirdes em Meu nome, isso [Eu, Jesus] farei". 

"Nunca jamais, em tempo algum vo ao Senhor e digam: `Se for da tua vontade... No permitam que essas palavras destruidoras da f saiam da boca de vocs. Quando 
vocs oram `se for da tua vontade, Senhor a f  destruda. A dvida espumar e inundar todo o seu ser. Resguardem-se de palavras como essas, que lhes roubaro 
a f e os puxaro para baixo, ao desespero" (Benny Hinn, Levante-se e Seja Curado, ibid, p.295). Frederic Price, outro arauto da Confisso Positiva, segue no mesmo 
diapaso: "Se voc tem de dizer: `Se for da tua vontade ou `Que se faa a tua vontade, ento voc est chamando Deus de idiota.  deveras estupidez orar para que 
a vontade de Deus seja feita. Isto  uma farsa, um insulto  inteligncia de Deus". 

"Sereis semelhantes a Deus" 

 este um dos itens fundamentais da doutrina desses mestres da f: o homem deve exigir seus direitos e no se submeter  vontade de Deus. Essa aberrao teolgica 
rebaixa o Criador, que fica  merc das vontades e caprichos humanos, e exalta o homem, colocando-o em condies de igualdade com Cristo. Eles falam e ensinam o 
que o Senhor no mandou falar nem ensinar. Apresentam um cristianismo particular, muitas vezes fruto de experincias particulares, de vises e aparies. 

"O homem foi criado em termos de igualdade com Deus... O crente  chamado de Cristo... Eis quem somos: somos Cristo... Voc  tanto uma encarnao de Deus quanto 
Jesus Cristo o foi". O Senhor fez o homem como o Seu substituto aqui na terra... O homem era Senhor... vivia em termos de igualdade com o Criador. Muitos no sabem 
ainda que so filhos e filhas de Deus tanto quanto o prprio Jesus... Nem o prprio Senhor Jesus tem uma posio melhor diante de Deus do que voc e eu temos" (Kenneth 
Hagin, citado por Hank Hanegraaaff, Cristianismo em Crise, p. 116/7). 

Essas palavras so um testemunho de que no podemos confiar na doutrina da Confisso Positiva. Afirmar em alto e bom som que o Prncipe da Paz tem posio inferior 
ao homem diante do Pai soa como uma blasfmia contra o Filho Unignito de Deus, o Verbo encarnado, o "Alfa e mega, o primeiro e o ltimo, o princpio e o fim". 
Observem que Hagin rebaixa Jesus a uma condio de desigualdade com o Pai, ao mesmo tempo em que promove a deificao do homem. Essa doutrina  a da serpente (Gn 
3.5). 

"A razo para Deus criar Ado foi seu desejo de reproduzir a si mesmo. Ado no era um deus pequenino. No era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus" 
(Kenneth Copeland). 
"Deus est duplicando a si prprio na Terra" (John Avanzini). "Vocs sabiam que desde o comeo do tempo o propsito inteiro de Deus era reproduzir-se?... e quando 
estamos aqui de p, vocs no esto olhando para Morris Cerullo; vocs esto olhando para Deus, esto olhando para Jesus" (Morris Cerullo). "Deus duplicou a si mesmo 
em espcie. Ado foi uma exata duplicata do tipo de Deus" (Charles Capps). "Jesus foi recriado nas portas do inferno" (Valnice Milhomens). 

Notaram a tentativa de colocar o homem em condies de igualdade com Deus? Notaram como os componentes da orquestra da Confisso Positiva esto afinados? Essa orquestra 
est sob a batuta de quem? De Deus? Esto afirmando que o homem  uma clonagem do Criador. So esses os mestres que esto ensinando diariamente, pela televiso e 
por livros, a milhes de desavisados irmos, vidos por novidades e declaraes chocantes. Eles esto repetindo a frmula mgica apresentada pelo diabo a Eva, no 
den: "Sereis como Deus" (Gn 3.5). 

Loucos por dinheiro 

Entre Hagin, Hinn, Copeland, Jorge Tadeu, Robert Tilton, Morris Cerullo, Charles Capps e outros, parece haver uma disputa para ver quem cria mais desvios doutrinrios. 
Qual a razo de tanto empenho? Amor pelas almas perdidas ou amor ao dinheiro? A resposta vem de um dos componentes da orquestra, que desta vez saiu do tom. Leiam: 
"Eu estava muito influenciado por Kenneth Hagin e Kenneth Copeland. Nenhum deles fala de salvao. S de f. A mensagem da f  vazia sem o Esprito. A prpria palavra 
[prosperidade] foi distorcida e tornou-se de importncia fundamental no ministrio. Dinheiro, dinheiro, dinheiro.  quase como ir a um cassino jogar" (Benny Hinn, 
citado por Paulo Romeiro, em Evanglicos em Crise, p.43-44). Hinn reconhece os erros doutrinrios da Confisso Positiva, mas, parece, no consegue livrar-se das 
"concupiscncias loucas e nocivas" que arrastam os homens  "runa e perdio", por causa do desejo ardente de ficarem ricos (1 Tm 6.9). Leiam o que ele declarou: 
"Anos atrs costumavam pregar: , ns andaremos por ruas de ouro. Hoje eu digo: No preciso de ouro l em cima. Quero o ouro aqui embaixo". 

Benny Hinn tem razo. O cristianismo no  um cassino, em que quem arriscar mais, tem chance de levar mais. Se at agora nada deu certo; se no choveram dlares 
sobre voc,  hora de arriscar tudo, numa ltima cartada. Entregue aos mestres a sua bolsa, seu salrio, seus bens. Sabendo disso, o prprio Hinn ensinou: "Voc 
quer prosperar? O dinheiro vai cair sobre voc da esquerda, da direita e do centro. Deus comear a faz-lo prosperar, pois o dinheiro sempre se segue  retido... 
Diga comigo: Tudo que eu possa desejar j est em mim". Algum tem dvida de que no Brasil as igrejas filiadas ao ministrio dos Kenneth`s tocam a mesma msica? 
Outra de Hinn: "O dinheiro sempre se segue  retido" Traduzindo, significa que a pessoa justa, correta, honesta ter muito dinheiro. E o pobre? No tem dinheiro 
porque no leva uma vida de retido?  possvel que o vil metal esteja provocando distrbios mentais em muita gente. 

Se Deus quiser 

Conforme ensina a Confisso Positiva, submeter-se  vontade de Deus anula a orao; dizer "seja feita a tua vontade"  ser estpido e chamar Deus de idiota. A estupidez 
e idiotice esto em quem ensina heresias. O "Jesus" que apareceu a Hagin e ensinou os passos decisivos para conseguir tudo o que desejar entrou em contradio com 
o Jesus da Bblia. Na orao-modelo do Pai Nosso, Ele nos ensinou a pedir, e no exigir de Deus, e que em tudo "seja feita a tua vontade, assim na terra como no 
cu" (Mt 6.10); ensinou que devemos sempre fazer a vontade do Pai (Mt 7.21; 12.50); Ele mesmo dava o exemplo (Jo 4.34; 5.30; 6.38,39). At no momento de maior dor, 
na ltima noite em que passou com os apstolos, Jesus foi submisso  vontade do Pai: "Pai, se queres, passa de mim este clice, todavia no se faa a minha vontade, 
mas a tua" (Lc 22.42). 
Os mestres da prosperidade ensinam o oposto. Dizem que a nossa vontade  que deve prevalecer. Os apstolos, que tinham o ensino de Jesus no corao, no pensavam 
do mesmo modo. Diante da recusa de Paulo em cancelar sua viagem para Jerusalm, eles se renderam aos fatos e disseram: "Faa-se a vontade do Senhor" (At 18.21; 21.14; 
cf. Sl 40.8; 143.10; Rm 1.10; 15.32; 1 Co 4.19; Hb 10.7; 1 Pe 2.15; 3.17; 4.2,19; 1 Jo 2.17). 

A expresso `se Deus quiser` no entra no vocabulrio dos mestres da prosperidade. A doutrina deles aponta para "eu digo, eu fao, eu recebo".  o mesmo que dizer: 
Eu posso, eu mando, eu sou Senhor de mim mesmo. Isto  egolatria. A exemplo de `se for da tua vontade`, dizer `se Deus quiser  chamar Deus de idiota. Deveriam 
editar uma Bblia particular, com interpretaes prprias, ajustadas aos seus ensinos, como fizeram os testemunhas-de-jeov. Vejam o que diz a Palavra: 

"Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltar. Vs que dizeis: Hoje ou amanh iremos a tal cidade, l passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, no 
sabeis o que acontecer amanh... Em lugar disso, deveis dizer: Se o Senhor quiser [ou se for da Sua vontade], viveremos e faremos isto ou aquilo. Vs vos jactais 
das vossas presunes. Ora, toda jactncia tal como esta  maligna" (Tg 4.10,13-16). 

 indiscutvel o desencontro entre a Palavra de Deus e a doutrina da Confisso Positiva. H declaraes que chegam a ser uma blasfmia: "Acredito que a orao do 
Pai Nosso no  para os crentes hoje em dia" (Frederic Price). Ora, o crente  que deve adaptar-se  vontade de Deus expressa na Bblia, e no o contrrio. Pelo 
visto, os fiis da Confisso Positiva rejeitam por completo a orao ensinada por Jesus, porque nela os cristos se colocam  merc da soberana vontade do Senhor. 

Pedir ou exigir?

Com relao  substituio do "pedir" pelo "exigir", vejam o seguinte. Pedir, do grego aite, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posio inferior 
quele a quem pede. 
 esse o verbo usado em Joo 14.13 - "E tudo quanto pedirdes em meu nome..." - e 14.14 - "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". "Pedir", do grego erta, 
indica com mais freqncia que o suplicante est em p de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro 
rei. "Sob este aspecto,  significativo destacar que o Senhor Jesus nunca usou o verbo aite na questo de fazer um pedido ao Pai", por ter dignidade igual quele 
a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 - Fonte: Dic. VINE). Como a Confisso Positiva diviniza o homem, colocando-o no mesmo nvel de Deus, no h porque pedir, mas 
exigir. Alguns falam em "reivindicar direitos", da mesma forma como fazemos nos requerimentos endereados s autoridades constitudas. 

A Soberania de Deus 

Um dos textos usados pelos mestres da Confisso Positiva  o seguinte: "E tudo o que pedirdes em orao, crendo, o recebereis" (Mt 21.22; cf. Mc 11.24; Jo 14.13; 
15.7; 1 Jo 5.15). Alegam que, pela Palavra, Deus obriga-se a nos atender. Da concluem que no precisamos pedir, mas exigir o direito a que fazemos jus. Dizem, tambm, 
que, em razo disso,  ocioso dizer `se Deus quiser ou `que seja feita a Sua vontade. Esses desvios no so os nicos da Confisso Positiva. 
Se a palavra acima funcionasse automaticamente, isto , se de forma literal Jesus nos desse qualquer coisa que lhe pedssemos com f, nosso destino e nossas lutas 
estariam sob nosso prprio controle, o que seria desastroso, pois somos incapazes de conhecer o que nos aguarda o futuro e o que  melhor para nossa vida. Todavia, 
nosso "Pai sabe do que necessitais, antes de lho pedirdes" (Mt 6.8; cf. Ef 3.20). Ele nos dar o que for melhor, e nem sempre pedimos o que  melhor. Deus poder 
responder SIM ou NO, visto que Ele  soberano para fazer somente o que lhe apraz. Paulo orou com f para que Deus o livrasse de um espinho na carne, e Deus no 
o atendeu (2 Co 12.8-9). Ele tambm estava capacitado por Deus para curar enfermos (Mc 16.18; At 28.9)), mas no pde curar Epafrodito (Fp 2.25-27) nem Trfimo (2 
Tm 4.20) nem Timteo (1 Tm 5.23). 

A interpretao de Mateus 21.22 no pode ser literal porque Deus no pode nos dar qualquer coisa. Por exemplo, Deus no perdoa nossos pecados sem que tenhamos perdoado 
as ofensas recebidas, ainda que Lho peamos com f (Mc 11.23-26). Deus no me atendeu quando lhe pedi, em lgrimas e profunda dor, durante sete meses, que curasse 
a minha mulher. Tambm lhe pedi que tirasse a minha vida, mas a deixasse viver, mas no fui atendido. Minhas peties foram negadas. Os planos de Deus excediam a 
minha capacidade de compreenso. 

Deus tambm no cura todas as pessoas, pelas quais oramos com f. O mais certo  seguirmos o exemplo de Jesus: "No seja, porm, o que eu quero, e, sim, o que tu 
queres" (Mc 14.36); e o de Paulo: "Se Deus quiser, outra vez voltarei a vs" (At 18.21; 1 Co 4.19); "A fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vs..." (Rm 15.32). 
Deus tem razo em cem por cento das vezes em que Ele nos responde com um no. Depois de um certo tempo  que vamos entender que foi melhor assim. 

A soberania de Deus, absoluta e universal, decorre de seus atributos incomunicveis (onipotncia, oniscincia, onipresena, infinitude e imutabilidade). Deus  supremo 
sobre todas as coisas, em governo e autoridade. Ele faz o que quer com o que  seu (Mt 20.15) e se compadece de quem quer se compadecer, e ter misericrdia de quem 
quiser ter misericrdia. "Ou no tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Rm 9.15,16,18,21). No se 
pode pr limites  sua autoridade. "Deus no  menos soberano na distribuio de seus favores. A alguns d riquezas, a outros, honra; a outros, sade; enquanto outros 
so pobres, ignorados ou vitimados pela enfermidade. A alguns, ele envia a luz do evangelho; a outros, ele deixa nas trevas. Alguns, pela f, so conduzidos  salvao; 
outros perecem na incredulidade.  pergunta "Por que isso  assim?", a nica resposta  aquela dada por nosso Senhor: "Assim foi do teu agrado,  Pai" - Mt 11.26" 
(Teologia Sistemtica Strong). 

Por isso, devemos sempre dizer: seja feita a tua vontade, porquanto  o Senhor que "esquadrinha o corao, e provo a mente, e isto para dar a cada um segundo os 
seus caminhos, e segundo o fruto das suas aes" (Jr 17.10). O salmista aconselha: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele tudo far" (Sl 37.5). J, 
um heri da f, declarou: "Ainda que ele me mate, nele esperarei" (J 13.15).

Parte XV
INDUGNCIA 
 um conceito catlico usado para referir-se  remisso das penas devidas ao pecado, mediante determinados atos de devoo e piedade. Tem dois tipos de indulgncia:
1. plenria quando abrange a totalidade das penas temporais
2. parcial quando perdoa somente uma parte das penas.
A indulgncia pode-se tambm aplicar em benefcio de outras pessoas, nas devidas condies. 
A doutrina sobre as indulgncias foi exposta na Constituio Apostlica de Paulo VI Indulgentiarum Doctrina, de 12 de janeiro de 1967, onde tambm se incluam algumas 
normas que reformavam o disposto no Cdigo a esse respeito. Posteriormente, por Decreto da Sagrada Penitenciaria Apostlica, de 29 de junho de 1968, aprovado especificamente 
pelo mesmo Papa, foi promulgado o novo Enchiridion Indulgentiarum, onde se reformava totalmente a disciplina das indulgncias, recolhendo inclusive as normas contidas 
na citada Constituio Apostlica. 0 novo Cdigo reproduz, quase literalmente algumas das Normas que se encontram no Enchiridion, remetendo, para maiores especificaes 
a essa legislao especial. 
Para ganhar indulgncia requer-se: 
1) perdo dos pecados cometidos e estado de graa. Por isto a Igreja inclui a Confisso sacramental entre os requisitos necessrios para lucrar indulgncia; 
2) realizao da obra prescrita (visita a uma igreja, oraes, mortificaes) com todo o desapego do pecado e o mximo amor a Deus de que a pessoa seja capaz; o 
cristo deve achar-se em estado de graa ao realizar tal obra; 
3) Comunho Eucarstica. Esta e a Confisso sacramental podem ser efetuadas alguns dias antes ou depois da realizao da obra indicada, 
4) oraes pelas intenes do S. Padre (pode ser um Pai Nosso ou uma Ave Maria). O instituto das indulgncias assim concebido est longe de ser algo de mecnico 
ou mgico, mas  um estmulo poderoso para afervorar a vida dos cristos. Paulo VI quis que, de modo geral, o trabalho, o servio ao prximo e o sofrimento aceito 
ou praticado em unio com Cristo sejam indulgenciados. H nisto um incentivo a que os fiis faam e sofram tudo com o mximo amor a Deus e desapego do pecado.
Foi contra o sistema de indulgencias defendido e praticado pela Igreja Catlica na Idade Mdia que os Reformadores se levantaram, especialmente Martinho Lutero. 
Mais recentemente, apesar de catlicos e luteranos terem firmado um acordo sobre a justificao pela f, a Igreja Catlica publicou um novo Manual de Indulgncias, 
que continua na mesma linha do ensino catlico.
Parte 15
O TITANIC E A PREDESTINAO 
 
Autor(a): PR. AIRTON EVANGELISTA DA COSTA 
 
E-Mail: aicosta@secrel.com.br - www.palavradaverdade.com

Homens de todas as tribos sempre gostaram de construir colossos, prdios, pontes, torres, arranha-cus, monumentos cada vez maiores. Sejam quais forem os objetivos, 
essas construes representam sinais exteriores de riqueza e poder, produto do orgulho e da vaidade. A primeira materializao desse desejo nato ocorreu com a construo 
da Torre de Babel, com o que pretendiam chegar aos cus. Deus no permitiu essa afronta.

Torre de Babel 

"E disseram [os descendentes de No] uns aos outros: Edifiquemos uma cidade e uma torre cujo cume toque nos cus e faamo-nos um nome, para que no sejamos espalhados 
sobre a face de toda a terra" (Gnesis 11.4). Desejavam construir uma cidade-imprio, dominadora, poderosa, nica: uma s lngua, um s governo. Mas Deus no quis 
que o mundo ficasse sob a direo de um s homem, ou de uma elite. Ainda hoje naes econmica e militarmente poderosas esforam-se por exercer domnio sobre o resto 
do mundo. A inteno de Deus  que haja equilbrio de foras, equilbrio nas economias, na distribuio de rendas, com oportunidades para todos. H alguns anos havia 
duas potncias mundiais, duas torres de Babel, dirigindo os destinos da humanidade: a antiga Unio sovitica e os Estados Unidos. A primeira, desmantelou-se, fragmentou-se 
o temvel imprio em vrias naes independentes e autnomas, com suas bandeiras, hinos, cultura, governos. A segunda, os Estados Unidos da Amrica, tem pago um 
preo altssimo por sua supremacia poltica, econmica e militar.

Colosso de Rhodes

A comear pelas Sete Maravilhas do Mundo Antigo, destacamos "O Colossos de Rhodes", em bronze com base de mrmore branco, na Ilha de Rhodes, Grcia, com 46 metros 
de altura. Concluda em 282 a.C., aps doze anos de trabalho, a gigante esttua foi destruda juntamente com a cidade, por um forte terremoto, em 226 a.C.

Esttua de Zeus 

A majestosa "Esttua de Zeus", "deus dos deuses", com quinze metros, feita de marfim e bano com incrustaes de ouro e pedras preciosas, em cuja homenagem os Jogos 
Olmpicos da Antiguidade eram festejados. Localizava-se no Templo de Olmpia, na Grcia. A obra foi concluda em 447 a.C. e destruda por um incndio 922 anos mais 
tarde.

O Farol de Alexandria

Monumento dedicado aos deuses salvadores Ptolomeu Soter e sua esposa Berenice. Servia de auxlio aos navegantes. Inaugurado em 270 a.C., na antiga ilha de Faros, 
agora um promontrio na cidade de Alexandria no Egito. Durou 1.750 anos. Seriamente danificado por terremotos, foi finalmente destrudo em 1.480. Esse farol era 
til aos navegantes.

Templo de rtemis (Diana)

Esse templo, em homenagem  deusa dos bosques (rtemis), localizava-se na cidade grega de Efsio, na Turquia; foi concludo no ano de 550 a.C. e levou 120 anos para 
ficar completamente pronto. A sua altura  desconhecida, mas tinha 80 metros de largura e 130 metros de profundidade. A escultura da deusa rtemis era em bano, 
ouro, prata e pedra preta. Durou 194 anos, at ser destrudo pelos godos.

Tmulo de Mausolu

Com 50 metros de altura, construdo em mrmore e bronze por Artemsia, viva de Mausolo, em Halicarnasso, Caria, hoje Turquia. A construo durou dez anos e nela 
trabalharam 30.000 homens. Provavelmente, destrudo por um terremoto entre os sculos XI e XV.

Pirmides do Egito

Sepulturas dos faras construdas h mais de 40 sculos na Plancie de Giz, a 15 km do Cairo, capital do Egito. As mais clebres so as de Quops (137,2m), Qufrem 
(136,5m) e Mikerinos (66m), nomes de trs reis (pai filho e neto). Das sete maravilhas da antiguidade somente as pirmides do Egito ainda existem, apesar dos estragos 
causados pela ao do tempo. Serviram de sepultura dos faras, que acreditavam poder subir at os seus deuses, no cu, se seus corpos fossem assim sepultados. As 
pirmides continuam sendo objeto de estudos, pois abrigam muitos mistrios.

Jardins Suspensos da Babilnia

Segundo uma das verses, os Jardins foram construdos em 605 a.C. por Nabucodonosor II em homenagem a sua mulher, Amitis, no sul do Iraque. Outra verso diz que 
foram construdos por Semramis. Na verdade, eram seis montanhas artificiais, no sul do Rio Eufrates, 50 km ao sul da atual Bagd, Capital do Iraque. Nos terraos, 
construdos com trabalho escravo, foram plantadas palmeiras e flores tropicais, para deleite de seus proprietrios. Hoje, no existe qualquer vestgio desses jardins.

Os homens continuaram dando expanso aos seus desejos de mostrar ao mundo sinais de riqueza, poderio militar e econmico. Na era da modernidade, destacam-se os arranha-cus, 
as grandes estruturas. Algumas dessas obras so apreciadas pelo bom gosto de seus idealizadores, pela beleza de suas formas; outras, apenas por suas gigantescas 
propores. Algumas, necessrias; outras, como na Antiguidade, apenas um bem suprfluo, sem nenhuma utilidade prtica. Vejamos algumas dessas obras dos tempos modernos.

Torre Eifell

A Torre Eifell de Paris, conhecida como "A Dama de Ferro", 10.100 toneladas, 320 metros de altura, incluindo a antena, duas vezes mais alta do que a grande pirmide 
do Egito, foi construda em alguns meses, em 1889, e consumiu 15.000 barras de ferro. Seu nome  uma homenagem ao engenheiro civil francs Gustave Alexandre Eifell, 
projetista e construtor da obra.

O Muro de Berlim

A construo do Muro de Berlim, de 155 quilmetros, que separava Berlim Ocidental de Berlim Oriental, iniciou-se em 13 de agosto de 1961, e comeou a ser derrubado 
a partir de 9 de novembro de l989, quando pela primeira vez, em 28 anos, os cidados da antiga Unio Sovitica puderam visitar seus irmos do lado ocidental e democrtico. 
A queda do Muro, smbolo da guerra fria e da diviso do mundo em duas potncias antagnicas, marcou a falncia do sistema comunista sovitico. Dados revelam que 
durante a existncia do "Muro da Vergonha", como ficou conhecido, 75.000 alemes foram presos, e 809 mortos durante tentativa de atravessar na direo oriente-ocidente.

Empire State Building

Com 381 metros de altura. Em 1950 foi colocada na estrutura uma antena de televiso de 67 metros, fazendo com que a altura total do edifcio atingisse 448 metros. 
O Empire State continuou sendo o prdio mais alto do mundo at 1971, quando foi terminada a primeira torre do World Trade Center, tambm em Nova York. Com a destruio 
das torres gmeas, em 11 de setembro de 2001, por atos terroristas, o Empire voltou a ser o mais alto edifcio do mundo.

World Trade Center

As torres gmeas de Nova York - Com uma altura, cada uma, de 411 metros, com 110 andares, simbolizavam, em Nova York, o poder econmico da mais poderosa nao do 
mundo, os Estados Unidos da Amrica. Superava o Empire State Building, com 381 metros, sem a antena. Tera-feira, 11 de setembro de 2001, uma data que jamais ser 
esquecida, essas torres foram destrudas, deixando um saldo de 2.823 vtimas, trinta por cento das quais jamais podero ser identificadas, tamanho o calor da exploso 
do combustvel nos avies utilizados pelos seqestradores.

Titanic

Repousa no Oceano Atlntico, a 4.126 metros de profundidade, desde a madrugada do dia 15.04.1912, o que restou das 46,329 toneladas do navio Titanic, 270 metros 
de comprimento, 28 metros de largura, o "Navio dos Sonhos", o "Palcio Flutuante". Sua construo foi concluda em maio de 1911, em que foram empregados os mais 
modernos sistemas de segurana, ao custo de 400 milhes de dlares. Antes de iniciar sua viagem inaugural da Inglaterra para Nova York, algum teria feito um infeliz 
prognstico: "Nem Deus afunda o Titanic". No desejamos concluir, e no podemos faz-lo, que Deus foi o autor da tragdia. Mas asseguramos com certeza que bastou 
a ponta de um iceberg para nocautear o gigante, e fazer naufragar com ele 1.522 almas.
A maioria dessas obras gigantescas, a comear pela Torre de Babel, caiu por terra. Muitas delas foram produto da vaidade humana, uma vaidade que exige demonstrao 
pblica de poder e riqueza. Nos tempos modernos, h uma corrida entre naes ricas para ver quem constri torres cada vez mais elevadas, complexos comerciais cada 
vez maiores. A verticalizao dos edifcios comerciais decorre, tambm, de uma exigncia do mercado imobilirio, considerando as limitaes de espaos nas grandes 
metrpoles. Contudo, por trs dessa imperiosa necessidade de ampliao dos espaos para atender a demanda, h o desejo de colocar o nome da empresa, da famlia, 
da nao num lugar bem alto, mais alto do que todos, para que todos vejam, admirem, reverenciem, aplaudam.

Noventa anos separam o naufrgio do navio Titanic, no Oceano Atlntico, da tragdia do World Trade Center, em Nova York, e milhares de anos separam estes da Torre 
de Babel. Tais fatos revelam-nos que no h um s lugar completamente seguro em nosso planeta. Por isso devemos fazer tudo para glria de Deus, porque "se o Senhor 
no guardar a cidade, em vo vigia a sentinela" (Salmos 127.1). Os homens tm construdo casas e edifcios com todos os requisitos de segurana: portas de ao, guardas, 
sistema de alarme, grades de fero, ces amestrados, mas se esquecem de fazer um seguro para a vida eterna; temem os que podem matar o corpo e no podem matar a alma, 
mas no temem Aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt 10.28).

Resgato a imagem do Titanic para ajudar numa outra reflexo. H muitos sculos fazemos a seguinte pergunta: o crente pode perder a salvao? E h muitos sculos 
uns dizem que pode, outros, que no pode. De um lado, os que consideram a salvao imperdvel; do outro, os que consideram plenamente possvel o cair da graa. Vejamos 
um resumo dessas doutrinas.

CALVINISMO - Sistema teolgico elaborado pelo telogo francs Joo Calvino (1509-1564). Os pontos fundamentais do seu ensino so:

(1) Depravao total: Os homens nascem depravados, no lhes sendo possvel, nesse estado, escolher o caminho da salvao.

(2) Eleio incondicional - Somos escolhidos por Deus para salvao, independente de qualquer mrito de nossa parte.

(3) Graa irresistvel - Os escolhidos no resistiro  graa salvadora do Criador, em razo da atuao do Esprito Santo, convencendo-os do pecado.

(4) Expiao limitada aos eleitos - O alto preo do resgate, pago por Jesus na cruz, alcanou apenas os eleitos.

(5) Perseverana dos crentes - Nenhum dos eleitos perder a salvao; iro perseverar at o fim, pois esto predestinados ao cu desde a fundao do mundo. Em resumo, 
o movimento teolgico calvinista defende a absoluta soberania de Deus, e a excluso do livre-arbtrio. Deus concede aos eleitos graa eficaz e irresistvel, que 
permite ao homem continuar perseverante por toda a vida.

ARMINIANISMO - Sistema teolgico formulado pelo telogo holands Jacobus Arminius (1560-1609), em oposio  doutrina calvinista da predestinao, assim exposto:

1) Livre-arbtrio - Deus concedeu ao homem a capacidade de aceitar ou recusar a salvao que lhe  oferecida.

2) Eleio condicional - Deus elege ou reprova com base na f ou na incredulidade em Jesus Cristo.

3) Expiao ilimitada - Cristo morreu por todos, e no somente pelos eleitos.

4) Graa resistvel -  possvel ao homem rejeitar a Graa de Deus e, em conseqncia, perder a salvao.

5) Decair da Graa - Os salvos podem perder a salvao se no perseverarem at o fim.

Agora, tomemos por emprstimo a imagem do Titanic para melhor compreendermos a eleio incondicional e prvia dos salvos, a restrio ao acesso da cruz de Cristo, 
por um lado; e por outro, o livre-arbtrio, a eleio condicional, o acesso  cruz a todos os que aceitarem o Evangelho. A vida aqui na terra  uma viagem inaugural 
que tem comeo e fim. O homem est avariado pelo iceberg do pecado; se continuar no mesmo rumo, sem mudar de atitude, sem mudar a rota, fatalmente ser destroado.

Em determinado momento, um enorme navio, o navio dos predestinados, mais belo e mais possante, baixa ncoras junto ao Titanic dos condenados. O Comandante, de posse 
de um potente megafone, anuncia que est ali para salvar vidas. Imediatamente, com auxlio de roldanas, faz descer uma enorme prancha de madeira em forma de cruz, 
a fim de permitir o acesso dos condenados ao navio da predestinao. "Venham! Venham, meus escolhidos; aqui encontraro descanso para suas almas", diz o Comandante.

A gua, que inicialmente invadira cinco dos 16 compartimentos estanques, agora toma conta das fornalhas, invade os alojamentos da terceira classe e faz submergir 
um tero da proa. As 1.954 janelas com vidro vo-se quebrando pouco a pouco, e os estilhaos provocam profundos ferimentos nas pessoas. Ao ouvirem o chamado, nem 
todos atendem. So os que ainda alimentam vs esperanas, um bom nmero corre para iniciar a travessia. Todavia, ouvem uma ordem: "No! No venham todos! S os escolhidos 
podero passar por essa cruz. Por alto preo os comprei. Minha cruz no suporta o peso de tantas vidas, e o meu barco tem capacidade limitada".

Ento, o Comandante foi chamando um a um pelo nome; "Pedro, Wagner, Marcos, Marcelo, Norberto, venham, vocs so os meus escolhidos desde o comeo, desde a partida 
do navio do porto de Southampton, na Inglaterra, no dia 10 de abril". E assim, os devidamente chamados e previamente escolhidos, fizeram a travessia, e agora estavam 
fora de perigo no barco da predestinao.

Um dos salvos, j acomodado no navio dos eleitos, perguntou: "O Senhor deixar morrer aqueles?". E ouviu a seguinte explicao:

"Meu bom eleito. Aqueles que agora descem s guas profundas j estavam condenados de h muito. Com voc e com todos que esto aqui comigo usei de misericrdia, 
porque uso de misericrdia com quem quero. Com aqueles usei de justia. Agora voc sabe que uso de justia e de misericrdia. Eu no os afoguei; eles  que se afogaram 
em suas iniqidades".

O predestinado ainda tentou conseguir mais explicao, mas o Comandante cortou a conversa, categrico. Olhou-o nos olhos, colocou a mo sobre seu ombro, e disse: 
" a minha Soberania, filho, a minha Soberania". 

Em seguida, o Comandante deu partida ao enorme navio, rumo a um porto seguro. Os eleitos ainda tiveram tempo de olhar para trs e ver o Titanic partir-se ao meio, 
ficar com a popa na vertical e iniciar seu sinistro caminho nas guas geladas, rumo s fossas abissais.

Numa outra verso, o navio da predestinao se aproxima do Titanic; a cruz  estendida, e o Comandante convida todos, e todos os que ouviram e aceitaram o convite 
ficam perfilados e comea a travessia. "Venham todos - diz o Comandante. Todos sero acolhidos no meu navio. Minha cruz suporta o peso de todas as almas, as quais 
resgatei por alto preo. Usarei de justia com os que rejeitarem o meu convite, mas com misericrdia com os que atravessarem essa cruz. No meu navio vocs estaro 
predestinados  salvao. Venham, benditos; todos os que vierem so meus eleitos. O navio em que vocs esto est avariado, prestes a afundar.  o tempo do fim. 
Coloco diante de vocs o caminho estreito e difcil da cruz. No ser fcil a travessia. Os ventos so contrrios, mas eu lhes sou favorvel; tenham os olhos fixos 
em mim; no olhem para trs; cada passo  frente  uma conquista; venham! Muitos j chegaram at aqui; no desanimem; prossigam". 

Um dos salvos, indagou: "Comandante, por que ficaram aqueles?". O Comandante respondeu: "Porque no deram ouvidos ao meu chamado. Aquele navio carrega muito ouro, 
prazeres e fantasias. O corao deles est nessas coisas. Usam do direito do livre-arbtrio para recusar a minha oferta de salvao. Com vocs, manifestei a minha 
misericrdia; com eles, minha justia".

A gua, depois de invadir as 159 fornalhas, chegou  primeira classe, a dos milionrios. Caem as quatro chamins de 19 metros. Diante da situao incontrolvel e 
da iminente morte, ecoam gritos de desespero na escurido. O gigante Titanic, nome dado em homenagem aos tits da mitologia grega, partido ao meio e vencido, aponta 
sua popa na posio vertical, como que olhando de joelhos para o cu, e logo depois desaparece nas guas geladas.

O quadro apresentado revela no primeiro instante a posio calvinista da expiao limitada de Jesus, em que apenas os previamente eleitos sero salvos. O segundo 
quadro representa a posio oposta, o da expiao ilimitada, em que todos podem obter a graa da salvao.

Parte XVI
OS SACRAMENTOS NO BREVE CATECISMO DE WESTMINISTER - III
Elaborado no sculo XVII pela famosa Assemblia de Westminster (Inglaterra), o Breve Catecismo forma, juntamente com o Catecismo Maior e a Confisso de F de Westminster, 
a trade teolgica dos smbolos de f ou padres doutrinrios das igrejas reformadas e presbiterianas.
Antes de estudarmos a Ceia do Senhor no Breve Catecismo, propriamente dito, faremos um breve histrico acerca da presena de Cristo na Ceia. Esse pano de fundo nos 
ajudar a compreender, de certa forma, o que o Breve Catecismo diz sobre a Ceia do Senhor. Em esprito de orao, estudemos este assunto na certeza de sermos ensinados 
por Deus.

A presena de Cristo na Ceia

As palavras de Cristo "isto  o meu corpo, isto  o meu sangue" (Mt 26.26,28; Mc 14.22,24), foram o ponto de divergncia entre os reformadores do sculo XVI quanto 
 interpretao da presena de Cristo na Ceia, embora eles fossem unnimes em rejeitar o conceito catlico romano sobre este assunto.

 O conceito catlico romano

Mediante a consagrao do po e do vinho pelo sacerdote, esses elementos transformam-se na substncia da carne e sangue de Cristo, respectivamente.
Objeo: A expresso "isto  o meu corpo, isto  o meu sangue" no pode ser tomada literalmente. Visto que Jesus estava diante dos seus discpulos em carne e osso, 
Ele no podia dizer que eles estavam com o seu corpo e o seu sangue nas mos, e que deviam com-lo e beb-lo, respectivamente, de forma literal. A expresso "isto 
 o meu corpo, isto  o meu sangue", deve ser interpretada como "representa", "simboliza". Alm disso, " contrrio ao senso comum crer que o que parece, cheira 
e tem gosto de po e vinho seja, de fato, carne e sangue".[1].

 O conceito luterano

Objeo: Este conceito no melhora muito a doutrina romana. Faz as palavras de Jesus significar "isto acompanha meu corpo", que  uma interpretao muito estranha.

 O conceito zwingliano

Zwnglio, reformador suo, rejeitou os dois conceitos anteriores da presena fsica de Cristo na Ceia. Para ele a Ceia do Senhor  to somente uma lembrana da 
morte de Cristo, um memorial. Esse conceito  adotado pelas igrejas batistas. 

Objeo: A Ceia no est relacionada apenas  obra passada de Cristo, mas tambm  sua obra atual de Mediador.

O significado da Ceia do Senhor no conceito presbiteriano

"A Ceia do Senhor  o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se po e vinho, conforme a instituio de Cristo, se anuncia a Sua morte; e aqueles que participam 
dignamente tornam-se, no de uma maneira corporal e carnal, mas pela f, participantes do seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bnos para o seu alimento 
espiritual e crescimento em graa (Resposta 96; cf. 1Co 10.16; 11.23-26; Ef 3.17).

Os presbiterianos no negam o conceito da presena real de Cristo na Ceia. No entanto, entendem que a presena de Cristo no  em substncias materiais, porm, presena 
espiritual, conforme afirmava o reformador francs Joo Calvino. A presena espiritual de Cristo na Ceia  to real quanto a presena fsica do po e do vinho. Pela 
f o crente se alimenta do corpo de Cristo, to real e verdadeiramente, como come do po e bebe do clice. 

Quando falamos da "presena espiritual" de Cristo na Ceia, devemos entender que o corpo e o sangue de Cristo no esto espiritualmente presentes nos elementos da 
Ceia, mas sim, "espiritual e realmente presentes  f dos crentes nessa ordenana, como esto os prprios elementos aos seus sentidos corporais".[2].

A Ceia  um momento de profunda comunho com o Senhor (1Co 10.16) e um anncio ao mundo da morte de Cristo, "at que ele venha" (1Co 11.26). A Ceia  uma ddiva 
de Deus a ns, ou como a expressou Leon Morris, "Na comunho recebemos a Cristo. No O apresentamos nem Seu sacrifcio ao Pai. Apresentamos, e podemos apresentar, 
somente a ns mesmos".[3].  assim que devemos entender a expresso "dando-se e recebendo-se po e vinho" no Breve Catecismo.

Finalmente, aqueles que participam da Ceia do Senhor so abenoados com verdadeiro alimento espiritual e crescimento na graa. 

Exigncia para participar dignamente da Ceia do Senhor

"Que se exige para participar dignamente da Ceia do Senhor? Exige-se daqueles que desejam participar dignamente da Ceia do Senhor que se examinem sobre o seu conhecimento 
em discernir o corpo do Senhor, sobre a sua f para se alimentarem dele, sobre o seu arrependimento, amor e nova obedincia, para no suceder que, vindo indignamente, 
comam e bebam para si a condenao" (Pergunta e Resposta 97; cf. Rm 6.17,18; 1Co 11.27,31,32).

A Ceia do Senhor  um ato de f e discernimento, conforme o ensino do Breve Catecismo  luz da Bblia. A razo pela qual um descrente ou uma criana no possa participar 
da Ceia do Senhor  porque aquele no tem f em Cristo e esta no tem discernimento quanto ao corpo e o sangue do Senhor. 

Para que o crente participe dignamente da Ceia do Senhor  necessrio que ele observe o seguinte: 1) Tenha conscincia do valor e importncia da Ceia do Senhor (1Co 
11.27,29). 

Participar com dignidade e discernimento  receber com f aquele ato solene; 2) Faa um auto-exame de sua pessoa e conduta perante Deus (1Co 11.28). "Antes de tomarmos 
parte em tal servio, o mnimo que podemos fazer  um rigoroso auto-exame. Deixar de faz-lo resultar em comungar 'indignamente' (v27)".[4]. Esse  o momento em 
que a hipocrisia no tem vez, visto que no se estar julgando os outros, mas cada um a si mesmo, sob os olhares atentos de Deus.  uma ocasio solene de "arrependimento, 
amor e nova obedincia" (Resposta 97); 3) Evite a condenao divina (1Co 11.29-32). Que condenao  essa? Morris diz com muita propriedade: "Paulo no quer dizer 
que a pessoa que comunga erroneamente incorre na pena eterna, mas cai sob a medida de condenao apropriada a seu ato".[5]. 

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do po e beba do clice" (1Co 11.28). Que a nossa participao na Ceia do Senhor promova a glria de Deus.

NOTAS

[1] Louis Berkhof, Manual de Doutrina Crist. Campinas/Patrocnio: Luz Para o Caminho/Ceibel, 1985, p. 292.
[2] Confisso de F de Westminster, XXIX,7.
[3] Leon Morris, 1Corntios: Introduo e Comentrio. Srie Cultura Bblica. So Paulo: Vida Nova/Mundo Cristo, 1992, p. 130.
[4] Idem, p. 131.
[5] Ibidem.

Parte XVII
OS SACRAMENTOS NO BREVE CATECISMO DE WESTMINISTER - II
(O Batismo) 
 Elaborado no sculo XVII pela famosa Assemblia de Westminster (Inglaterra), o Breve Catecismo forma, juntamente com o Catecismo Maior e a Confisso de F de Westminster, 
a trade teolgica dos smbolos de f ou padres doutrinrios das igrejas reformadas e presbiterianas.

O que  o batismo cristo e qual o modo correto de aplic-lo? Que critrios so utilizados para se batizar adultos e crianas? De acordo com o Breve Catecismo, "Batismo 
 um sacramento no qual o lavar com gua em nome do Pai, do Filho e do Esprito Santo significa e sela a nossa unio com Cristo, a participao das bnos do pacto 
da graa, e a promessa de pertencermos ao Senhor" (Resposta 94; cf. Mt 28.19; Jo 3.5; Rm 6.1-11; Gl 3.27). 

Quanto ao modo ou forma de batismo

A forma de batismo indicada pelo Breve Catecismo  "o lavar com gua". O uso da preposio "com" ao invs de "em" significa que por "lavar" o Breve Catecismo no 
quer dizer "banhar-se" ou "imergir". Pelo contrrio, a preposio "com"  utilizada propositalmente para reafirmar o batismo por asperso ou efuso. O que significa 
dizer, em outras palavras, que "No  necessrio imergir o candidato na gua, mas o batismo  corretamente administrado derramando ou aspergindo gua sobre a pessoa".[1]. 
O entendimento da expresso "lavar com gua" no Breve Catecismo fica ainda mais claro quando vemos o que a Bblia diz sobre batismo. 

Nas Escrituras o verbo grego baptzo (batizar) no  um verbo de movimento, por isso geralmente  usado com a preposio grega en (dativo instrumental), denotando 
meio ou mtodo, podendo significar "com", "por" ou "em". Raras vezes  usado com a preposio eis, que indica movimento (1Co 10.2; Gl 3.27). Essa preposio significa 
"para dentro de", "para". Se o sentido original do termo fosse realmente "imergir", era de se esperar que a preposio usada fosse eis, a indicativa de movimento. 
Isso, porm, no  o que ocorre. 

O verbo baptzo vem de bpto, cujo sentido predominante  "tingir". O sentido de "imergir" vem da implicao de se submergir ou envolver completamente no lquido 
para o tingimento. Da vem tambm a idia de "purificar", que  o resultado da ao de "lavar" ou "tingir". No seu uso clssico baptzo significa a) lavar um objeto 
por mergulh-lo em gua ou qualquer outro lquido, para qualquer fim; b) a submerso ou afundamento de algum objeto; c) a cobertura de um objeto pelo derramamento 
de qualquer lquido sobre ele - da o uso metafrico de "estar oprimido" ou "coberto", "inundado (de problemas)"; d) molhar (ensopar) completamente um objeto, quer 
por imerso ou por asperso. Pelo uso clssico, portanto, no se pode fixar o modo pelo qual o "batismo"  realizado, isto , como  que o elemento batizante  aplicado 
ao objeto batizado.

Tudo o que  indicado  que o primeiro est intimamente em contato com o segundo, ou que o segundo est inteiramente no primeiro. 

Na Septuaginta (LXX) o verbo baptzo ocorre apenas quatro vezes. Duas vezes nos cannicos (2 Rs 5.14; Is 21.4) e duas nos apcrifos (Judite 12.7; Eclesistico 34.30). 
Nestes dois ltimos usos o sentido  apenas o de "lavar", sem indicao de qualquer mtodo. Em Nmeros 19.19,20, porm, lemos que essa purificao ou "lavagem" no 
era feita por imerso, mas por asperso primeiro, e depois, um banho (verbo lo). A gua purificadora era aspergida (cf. Ez 36.25). No grego da LXX, portanto, baptzo 
significa "submergir", "banhar", "estar tomado de". Nunca  usado no sentido de descrever o ato de algum mergulhar um objeto ou uma pessoa em qualquer lquido.

No Novo Testamento a preposio eis mantm seu sentido prprio, indicando a finalidade pela qual uma coisa  feita. Assim, "ser batizado para Moiss" significa ser 
batizado com o propsito de tornar-se sujeito  lei de Moiss. Ser batizado para Cristo significa ser batizado com o propsito de se tornar um verdadeiro seguidor 
de Cristo.

Em suma, no uso grego clssico o verbo baptzo pode significar "imergir", "molhar", "estar possudo de". No uso bblico significa geralmente "purificar" pela aplicao 
de gua. O mtodo de asperso est ligado s purificaes dos judeus, que eram feitas atravs da asperso ou borrifamento de gua (Is 52.13; Ez 36.25; Hb 9.10,13,14;). 
Tambm o modo como as influncias do Esprito so descritas como "descendo" sobre as pessoas, est mais de acordo com o "derramamento" como modo de administrao 
do batismo, uma vez que representa ou  sinal dessas influncias.[2].

Quanto  frmula e significado do batismo

O batismo deve ser feito "em nome do Pai, do Filho e do Esprito Santo" (Resposta 94; cf. Mt 28.19). Em Mateus 28.19 a preposio grega eis (na expresso eis to 
onoma = em nome), indica finalidade e pode ser interpretada como "em relao a", ou "na profisso de f em algum e na sincera obedincia a algum". A palavra onoma 
(nome)  usada no mesmo sentido do hebraico shem como indicativo de todas as qualidades por meio das quais Deus se d a conhecer, e que constitui a soma total de 
tudo o que Ele  para quem o adora. A frmula batismal indica que mediante o batismo (isto , mediante tudo o que o batismo significa) aquele que o recebe encontra-se 
em uma relao especial com Deus.[3].

Quanto ao seu significado, o batismo  um sacramento do Novo Testamento, institudo por Jesus Cristo (Mt 28.19; Mc 16.16) no s para admitir na igreja visvel a 
pessoa batizada (1Co 12.13; Gl 3.27,28), mas tambm para que seja para ela um sinal e selo do pacto da graa (Rm 4.11; Cl 2.11,12), de sua unio com Cristo (Rm 6.5; 
Gl 3.27), de sua regenerao (Tt 3.5), da remisso de seus pecados (Mc 1.4; At 2.38; 22.16) e de sua submisso a Deus por meio de Jesus Cristo para andar em novidade 
de vida (Rm 6.3,4).[4]. O batismo deve representar a morte completa como de uma pessoa que foi sepultada; mas, tambm, deve representar uma vida inteiramente nova, 
como de algum que venha da ressurreio. 

Convm salientar que tanto em Romanos 6.4 quanto em Colossenses 2.12, Paulo no trata de um batismo com gua (como parece entender a maioria dos imersionistas), 
mas de um batismo espiritual representado desta maneira, isto , representa, como j foi mencionado, o novo nascimento sob a figura de sermos sepultados (morrer 
para o pecado) e ressuscitados (viver para Cristo).

Quanto aos objetos do batismo

"A quem o batismo deve ser ministrado? O batismo no deve ser ministrado queles que esto fora da igreja visvel, enquanto no professarem sua f em Cristo e obedincia 
a ele, mas os filhos daqueles que so membros da igreja visvel devem ser batizados" (Pergunta e Resposta 95, cf. Gn 17.7-14; At 2.38,39; 18.8; 1Co 7.14).

Depois da extraordinria pregao evangelstica de Pedro no dia de Pentecostes (At 2.14-36), Lucas relata a reao dos ouvintes assim: "Ouvindo eles estas cousas, 
compungiu-se-lhes o corao e perguntaram a Pedro e aos demais apstolos: Que faremos, irmos?" (At 2.37). Pedro diz que o critrio para serem recebidos como filhos 
de Deus deveria ser o arrependimento de pecados e o batismo como evidncia externa do arrependimento. De acordo com o Breve Catecismo, ningum pode ser batizado 
enquanto no professar sua f em Cristo e obedincia a Ele. O batismo exige a pblica profisso de f.

Mas se para algum ser batizado  necessrio primeiro professar a f, ento por que as igrejas presbiterianas batizam crianas? O Breve Catecismo responde parcialmente 
essa pergunta assim: "... os filhos daqueles que so membros da igreja visvel devem ser batizados" (Resposta 95).

Talvez o primeiro passo para se compreender porque as crianas devem ser batizadas,  respondendo a pergunta: Por que os adultos so batizados?  porque so estranhos 
ao pacto da graa e somente o arrependimento de seus pecados e o selo do batismo introduzem-nos dentro do pacto. Os filhos de pais crentes j esto naturalmente 
dentro do pacto. O batismo  o sinal e selo externo desse pacto. O batismo  "um sinal da aliana (como a circunciso, mas sem derramamento de sangue) e, portanto, 
um sinal da obra de Deus realizada a nosso favor, que antecede e possibilita nossa prpria atuao correspondente".[5]. Por isso, "Enquanto houver orao no Esprito 
e uma disposio de pregar a palavra evanglica quando vier a oportunidade, as crianas pequenas podem ser includas dentro da esfera desta obra vivificante da qual 
o batismo deve ser o sinal e o selo".[6].

A base bblica para o batismo de infantes est em Gnesis 17. Do mesmo modo como a circunciso introduzia a criana no pacto, assim o faz o batismo. No temos certeza 
se nas casas de Atos 16.15,33 e 1Co 1.16, por exemplo, havia crianas, mas se havia, ento com certeza foram batizadas por causa da aliana de Deus. "Visto que o 
batismo tomou o lugar da circunciso (Cl 2.11-13), as crianas devem ser batizadas como herdeiras do reino de Deus e de Seu pacto" (Form for the Baptism of Infants). 
Que os filhos de pais crentes, ou aqueles que tm um dos pais crentes, devem ser batizados sobre a base de suas relaes de pacto, pode ser visto ainda em Atos 2.39 
e 1Corntios 7.14.

Portanto, faamos do batismo que recebemos verdadeira expresso de vida crist para ns e nossos filhos.

NOTAS

[1] Confisso de F de Westminster (CFW), XXVIII,3. 

[2] Cf. Joo Alves dos Santos, Comentrios de Atos 1.1-8. So Paulo: Obra no publicada, 1981, p. 9-14; Charles Hodge, O Batismo Cristo: Imerso ou Asperso?. 2a 
ed. So Paulo: Editora Cultura Crist, 2003, p. 7-34.

[3] Louis Berkhof, Teologa Sistemtica. 7a ed. Mexico: La Antorcha , 1987, p. 746-47; Charles Hodge, Teologia Sistemtica. So Paulo: Editora Hagnos, 2001, p. 1419-20.

[4] Cf. CFW, XXVIII,1.

[5] G. W. Bromiley, Batismo Infantil. In: Enciclopdia Histrico-Teolgica da Igreja Crist, vol. I. So Paulo: Vida Nova, 1988, p. 158.

[6] Idem, p. 159. V. t. Elias Dantas Filho, Filhos e Filhas da Promessa. Curitiba: Editora Descoberta, 1998, p. 125-140; Guillermo Hendriksen, El Pacto de Gracia. 
Grand Rapids: Subcomisin Literatura Crist

Parte XVIII
OS SACRAMENTOS NO BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER - I
(Consideraes Gerais) 
Elaborado no sculo XVII pela famosa Assemblia de Westminster (Inglaterra), o Breve Catecismo forma, juntamente com o Catecismo Maior e a Confisso de F de Westminster, 
a trade teolgica dos smbolos de f ou padres doutrinrios das igrejas reformadas e presbiterianas.

Segundo o Breve Catecismo, o que  um sacramento? De que maneira ele se torna eficaz para a salvao? Quantos e quais so os sacramentos do Novo Testamento? Para 
muitos evanglicos  provvel que no haja dificuldade em responder essas perguntas. Mas para outros  possvel existir uma vaga lembrana acerca do presente tema 
ou, at mesmo, desconhecimento total.

Os sacramentos no devem ser vistos como mera formalidade pblica. Estud-los (e principalmente vivenci-los)  uma das tarefas mais gratificantes e enriquecedoras 
que possa existir. Portanto, o estudo dos sacramentos deve ser feito no intuito de crescermos na graa e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo 
(cf. 2Pe 3.18). Que o Esprito de Deus nos oriente nesse sentido.

Definio, importncia e bnos dos sacramentos

Muitas definies poderiam ser dadas sobre um sacramento, mas nenhuma  to direta e objetiva quanto a definio do Breve Catecismo: "Um sacramento  uma santa ordenana, 
instituda por Cristo, na qual, por sinais sensveis, Cristo e as bnos do novo pacto so representados, selados e aplicados aos crentes" (Resposta 92). As referncias 
bblicas que sustentam a excelente definio do Breve Catecismo so: Mateus 26.26-28; 28.19; Romanos 4.11, dentre outras. A importncia do sacramento est no fato 
de ser "uma santa ordenana, instituda por Cristo". 

Indubitavelmente a Palavra de Deus  o mais importante meio de graa, porm, no podemos subestimar ou diminuir o valor de um sacramento, visto que foi o prprio 
Deus quem instituiu os dois (a Palavra e os sacramentos) como meios de graa. 

Cristo  o contedo central tanto da Palavra quanto dos sacramentos. E do modo como recebemos a Cristo em nosso corao pela f, assim devemos receber a Palavra 
e os sacramentos. E receber a Palavra de Deus e os sacramentos pela f , segundo Berkhof, "o nico modo no qual o pecador pode chegar a ser participante da graa 
que nos  oferecida na Palavra e nos sacramentos". [1].

O sacramento, alm de ser um privilgio do crente,  um meio de bnos espirituais.  por isso que a negligncia voluntria dos sacramentos, por parte do crente, 
resulta em srios prejuzos espirituais, conforme 1Corntios 11.29,30. 

De que maneira somos beneficiados pelos sacramentos? O Breve Catecismo nos ensina que "por sinais sensveis, Cristo e as bnos do novo pacto so representados, 
selados e aplicados aos crentes". Segundo Agostinho (354-430), os elementos sensveis dos sacramentos so "sinais visveis de uma graa invisvel", pois representam 
a purificao espiritual que  feita no sangue de Cristo, o sacrifcio remidor (cf. At 22.16; 1Jo 1.7). Os sacramentos selam a nossa unio e vivificao com Cristo. 
Aplicam as bnos da promessa de pertencermos ao Senhor e nos sustentam, alimentando-nos de Cristo.

A eficcia dos sacramentos

"Como os sacramentos se tornam meios eficazes para a salvao? Os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvao, no por alguma virtude que eles ou aqueles 
que os ministram tenham, mas somente pela bno de Cristo e pela obra do seu Esprito naqueles que pela f os recebem" (Pergunta e Resposta 91; cf. 1Pe 3.21; Rm 
2.28,29; 1Co 12.13; 10.16,17).

Veja que antes de dizer em que consiste a eficcia dos sacramentos, o Breve Catecismo  cuidadoso ao nos informar sobre o que no torna os sacramentos eficazes. 
Em primeiro lugar, os elementos sensveis ou visveis dos sacramentos no tm, em si mesmos, virtude ou poder algum. 

Sem dvida a Assemblia de Westminster tinha catlicos e luteranos em mente quando fez a afirmao acima. Porque ambos (catlicos e luteranos) defendem, quanto ao 
batismo, a chamada "regenerao batismal", atribuindo poder regenerador  gua do batismo. Quanto  ceia do Senhor, os primeiros falam de uma "transubstanciao", 
isto , uma transformao do po em carne de Cristo e do vinho em sangue de Cristo. Os luteranos, mais amenos, mas no menos equivocados, enfatizam uma "consubstanciao", 
isto , ensinam que os elementos da ceia no se transformam em substncias de carne e sangue, porm, Cristo est com e nos elementos da ceia, humanamente glorificado.

Em segundo lugar, a eficcia dos sacramentos tambm no est na virtude daqueles que os ministram (ex: os pastores). Para os catlicos romanos, que consideram o 
batismo absolutamente essencial para a salvao,  cruel fazer a salvao de algum depender da presena ou ausncia acidental de um sacerdote; ento, permitem em 
caso de emergncia que outros batizem, particularmente as parteiras. Ns evanglicos consideramos vlido um batismo quando  celebrado por um ministro devidamente 
credenciado. Mas a eficcia do batismo no est nele e no depende dele. Os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvao "somente pela beno de Cristo e 
pela obra do seu Esprito naqueles que pela f os recebem" (Resposta 91). E assim os sacramentos fortalecem, confirmam e aumentam a nossa f e do testemunho de 
nossa religio perante os homens.

Os sacramentos do Novo Testamento

Quando se fala em sacramentos do Novo Testamento, subentende-se que h tambm os sacramentos do Antigo Testamento. Os sacramentos do Velho Testamento foram a pscoa 
e a circunciso. "Os sacramentos do Novo Testamento so o Batismo e a Ceia do Senhor" (Resposta 93, cf. At 10.47,48; 1Co 11.23-26). A igreja romana aumentou, de 
maneira injustificada, o nmero dos sacramentos para sete. Alm dos que foram institudos por Cristo acrescentaram a confirmao, a penitncia, as ordens, o matrimnio 
e a extrema-uno. As igrejas evanglicas no reconhecem os sacramentos de Roma, porque no existe ordem expressa do Senhor para a prtica dos mesmos como sacramentos. 
Por exemplo: O crente pode casar-se, mas no recebeu uma ordem de Cristo, atravs do Evangelho, para se casar. E embora o matrimnio tenha sido institudo por Deus, 
no tem a finalidade de ser um meio de graa. O sacramento verdadeiro exige uma cerimnia externa, ordenada por Cristo para confirmao de alguma promessa.

Devemos entender que entre os sacramentos do Antigo e Novo Testamentos existe uma diferena de grau e no de essncia. Os sacramentos do Antigo Testamento tiveram 
um carter nacional, apesar de sua significao espiritual. Apontavam para frente, para Cristo, e eram selos de uma graa que ainda seria adquirida; enquanto que 
os sacramentos do Novo Testamento apontam para trs, para Cristo, e para Sua obra consumada. Os sacramentos do Novo Testamento transmitem aos crentes uma medida 
ainda mais rica de graa espiritual. [2]. 

Qual a aplicao prtica dos sacramentos para a nossa vida? Coates interpreta bem o pensamento do Breve Catecismo quando diz: "Os sacramentos, quando administrados 
de conformidade com os princpios estabelecidos nas Escrituras, nos fazem relembrar continuamente a grande base de nossa salvao, a saber, Jesus Cristo em Sua morte 
e ressurreio, e nos fazem lembrar as obrigaes que temos de andar de modo digno da chamada mediante a qual fomos chamados". [3].

NOTAS

[1] Louis Berkhof, Teologa Sistemtica. 7a ed. Mexico: La Antorcha , 1987, p. 736. [2] Quanto  unidade essencial dos sacramentos do Antigo e Novo Testamentos, 
veja o testemunho do apstolo Paulo em Romanos 4.11; 1Corntios 5.7; 10.1-4 e Colossenses 2.11. [3] R. J. Coates, Sacramentos. In: O Novo Dicionrio da Bblia. Vol. 
II. So Paulo: Vida Nova, 1986, p. 1435.

Parte XIX
OS SACRAMENTOS NO BREVE CATECISMO DE WESMINSTER 
 Elaborado no sculo XVII pela famosa Assemblia de Westminster (Inglaterra), o Breve Catecismo forma, juntamente com o Catecismo Maior e a Confisso de F de Westminster, 
a trade teolgica dos smbolos de f ou padres doutrinrios das igrejas reformadas e presbiterianas.

Segundo o Breve Catecismo, o que  um sacramento? De que maneira ele se torna eficaz para a salvao? Quantos e quais so os sacramentos do Novo Testamento? Para 
muitos evanglicos  provvel que no haja dificuldade em responder essas perguntas. Mas para outros  possvel existir uma vaga lembrana acerca do presente tema 
ou, at mesmo, desconhecimento total. Os sacramentos no devem ser vistos como mera formalidade pblica. Estud-los (e principalmente vivenci-los)  uma das tarefas 
mais gratificantes e enriquecedoras que possa existir.

Portanto, o estudo dos sacramentos deve ser feito no intuito de crescermos na graa e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (cf. 2Pe 3.18). Que 
o Esprito de Deus nos oriente nesse sentido.

Definio, importncia e bnos dos sacramentos

Muitas definies poderiam ser dadas sobre um sacramento, mas nenhuma  to direta e objetiva quanto a definio do Breve Catecismo: "Um sacramento  uma santa ordenana, 
instituda por Cristo, na qual por sinais sensveis, Cristo e as bnos do novo pacto so representados, selados e aplicados aos crentes" (Resposta 92). As referncias 
bblicas que sustentam a excelente definio do Breve Catecismo so: Mateus 26.26-28; 28.19; Romanos 4.11, dentre outras.

A importncia do sacramento est no fato de ser "uma santa ordenana, instituda por Cristo". Indubitavelmente a Palavra de Deus  o mais importante meio de graa, 
porm, no podemos subestimar ou diminuir o valor de um sacramento, visto que foi o prprio Deus quem instituiu os dois (a Palavra e os sacramentos) como meios de 
graa. Alm disso, Cristo  o contedo central tanto da Palavra quanto dos sacramentos. Um e outro devem ser recebidos pela f. E receber a Palavra de Deus e os 
sacramentos pela f , segundo Berkhof, "o nico modo no qual o pecador pode chegar a ser participante da graa que nos  oferecida na Palavra e nos sacramentos". 
O sacramento, alm de ser um privilgio do crente,  um meio de bnos espirituais.  por isso que a negligncia voluntria dos sacramentos, por parte do crente, 
resulta em srios prejuzos espirituais, conforme 1Corntios 11.29,30. De que maneira somos beneficiados pelos sacramentos? O Breve Catecismo nos ensina que "por 
sinais sensveis, Cristo e as bnos do novo pacto so representados, selados e aplicados aos crentes". Segundo Agostinho (354-430), os elementos sensveis dos 
sacramentos so "sinais visveis de uma graa invisvel", pois representam a purificao espiritual (At 22.16) que na realidade  feita no sangue de Cristo (1Jo 
1.7), o sacrifcio remidor. Selam a nossa unio e vivificao com Cristo. Aplicam as bnos da promessa de pertencermos ao Senhor e nos sustentam, alimentando-nos 
de Cristo.

A eficcia dos sacramentos

"Como se tornam os sacramentos meios eficazes para a salvao? Os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvao, no por alguma virtude que eles ou aqueles 
que os ministram tenham, mas somente pela bno de Cristo e pela obra do seu Esprito naqueles que pela f os recebem" (Pergunta e Resposta 91, cf. 1Pe 3.21; Rm 
2.28,29; 1Co 12.13; 10.16,17).

Veja que antes de dizer em que consiste a eficcia dos sacramentos, o Breve Catecismo  cuidadoso ao nos informar sobre o que no torna os sacramentos eficazes. 
Em primeiro lugar, os elementos sensveis ou visveis dos sacramentos no tm, em si mesmos, virtude ou poder algum. Sem dvida a Assemblia de Westminster tinha 
catlicos e luteranos em mente quando fez a afirmao acima. Porque ambos (catlicos e luteranos) defendem, quanto ao batismo, a chamada "regenerao batismal", 
atribuindo poder regenerador  gua do batismo. Quanto  ceia do Senhor, os primeiros falam de uma "transubstanciao", isto , uma transformao do po em carne 
de Cristo e do vinho em sangue de Cristo. Os luteranos, mais amenos, mas tambm anti-bblicos, enfatizam uma "consubstanciao", isto , ensinam que os elementos 
da ceia no se transformam em substncias de carne e sangue, porm, Cristo est com e nos elementos da ceia, humanamente glorificado.

Em segundo lugar, a eficcia dos sacramentos tambm no est na virtude daqueles que os ministram (ex: os pastores). Para os catlicos romanos, que consideram o 
batismo absolutamente essencial para a salvao,  cruel fazer a salvao de algum depender da presena ou ausncia acidental de um sacerdote; ento, permitem em 
caso de emergncia que outros batizem, particularmente as parteiras. Ns evanglicos consideramos vlido um batismo quando  celebrado por um pastor devidamente 
credenciado. Mas nem por isso a eficcia do batismo depende do pastor, propriamente dito. Os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvao "somente pela beno 
de Cristo e pela obra do seu Esprito naqueles que pela f os recebem" (Resposta 91). E assim os sacramentos fortalecem, confirmam e aumentam a nossa f e do testemunho 
de nossa religio perante os homens.

Os sacramentos do Novo Testamento

Quando se fala em sacramentos do Novo Testamento, subentende-se que h tambm os sacramentos do Antigo Testamento. Os sacramentos do velho Testamento foram a pscoa 
e a circunciso. "Os sacramentos do Novo Testamento so o Batismo e a Ceia do Senhor" (Resposta 93, cf. At 10.47,48; 1Co 11.23-26). A igreja romana aumentou, de 
maneira injustificada, o nmero dos sacramentos para sete. Alm dos que foram institudos por Cristo acrescentaram a confirmao, a penitncia, as ordens, o matrimnio 
e a extrema-uno. As igrejas evanglicas no reconhecem os sacramentos de Roma, porque no existe ordem expressa do Senhor para a prtica dos mesmos como sacramentos.

Por exemplo: O crente pode casar-se, mas no recebeu uma ordem de Cristo, atravs do Evangelho, para se casar. E embora o matrimnio tenha sido institudo por Deus, 
no tem a finalidade de ser um meio de graa. O sacramento verdadeiro exige uma cerimnia externa, ordenada por Cristo para confirmao de alguma promessa.

Devemos entender que entre os sacramentos do Antigo e Novo Testamentos existe uma diferena gradual, mas nunca essencial. Quanto  unidade essencial dos sacramentos 
do Antigo e Novo Testamentos, veja o testemunho do apstolo Paulo em Romanos 4.11; 1Corntios 5.7; 10.1-4 e Colossenses 2.11.

A diferena entre os sacramentos do Antigo e do Novo Testamentos  apenas em grau porque 1) os sacramentos do Antigo Testamento tiveram um carter nacional, apesar 
de sua significao espiritual; 2) apontavam para frente, para Cristo, e eram selos de uma graa que ainda seria adquirida, enquanto que os sacramentos do Novo Testamento 
apontam para trs, para Cristo, e para Sua obra consumada; 3) os sacramentos do Novo Testamento transmitem aos crentes uma medida mais rica de graa espiritual.
Aplicao 

Qual a aplicao prtica dos sacramentos para a nossa vida? Coates interpreta bem o Breve Catecismo quando diz: "Os sacramentos, quando administrados de conformidade 
com os princpios estabelecidos nas Escrituras, nos fazem relembrar continuamente a grande base de nossa salvao, a saber, Jesus Cristo em Sua morte e ressurreio, 
e nos fazem lembrar as obrigaes que temos de andar de modo digno da chamada mediante a qual fomos chamados".

Perguntas Para Recapitulao
1. Que bnos os crentes recebem atravs dos sacramentos?
2. De que maneira os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvao?
3. Em qu os sacramentos do AT e NT so iguais? Em qu so diferentes?

Parte XX
SBADO OU DOMINGO: A OPO CRIST 
Milhares de estudos j foram realizados sobre esse tema de certa forma polmico. As opinies se dividem: de um lado, os que defendem a sacralidade do sbado, exemplo 
dos Adventistas do Stimo Dia; do outro, os demais cristos, que consideram o domingo como o dia do Senhor, tendo como principal razo a ressurreio de Jesus, nesse 
dia. Vejamos quais os principais argumentos apresentados pelos dois grupos (sbado, do hebraico shabbath, dia de cessao do trabalho, de descanso). Em primeiro 
lugar vamos conhecer o que dizem os pr-sabticos: 

O stimo dia foi abenoado e santificado por Deus e marcou o trmino de toda a Sua obra criadora (Gn 2.2-3). 

O Quarto Mandamento declara que "o stimo dia  sbado do Senhor teu Deus. No fars nenhum trabalho...pois em seis dias fez o Senhor o cu e a terra, o mar e tudo 
o que neles h, mas no stimo dia descansou" (x 20.8-11). 

Jesus no aboliu a Lei Moral, os Dez Mandamentos, escrita por Deus (x 31.18). A que foi cravada na cruz (Ef 2.15) foi a lei cerimonial composta de ordenanas e 
ritualismo, escrita por Moiss num livro (Dt 31.24-26; 2 Cr 35.12; Lc 2.22-23). Os mandamentos morais so irrevogveis porque perptuos. Os mandamentos cerimoniais, 
para observncia de certos ritos, foram ab-rogados (holocaustos, incenso, circunciso). 

O fato de estarmos sob a graa no nos desobriga da observncia da Lei de Deus. No  correto dizermos que a graa existiu apenas a partir de Jesus: "... e a graa 
que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (2 Tm 1.9). No existisse a graa no Antigo testamento, teriam sido salvos pelas obras Ado, No, Moiss, 
Abrao, Enoque, Isaas, Daniel e outros? 


O novo mandamento dado por Jesus (Jo 13.34) no ocupa o lugar do Declogo, mas prov os crentes com um exemplo do que  o amor altrusta. Jesus, na qualidade do 
grande EU SOU, proclamou Ele prprio a Lei Moral do Pai, no Monte Sinai (Jo 8.58). Ao jovem curioso, Ele disse: "Se queres, porm, entrar na vida, guarda os mandamentos" 
(Mt 19.17). 
Os que defendem a sacralizao do primeiro dia da semana - o domingo - como um dia santo, de descanso, dedicado ao Senhor, apresentam os seguintes argumentos: 

Com a Sua morte Jesus inaugurou uma Nova Aliana. Durante Sua vida terrena, Ele, judeu nascido sob a lei (Gl 4.4), foi circuncidado e apresentado ao Senhor (Lc 2.21-22)) 
cumpriu a Pscoa (Mt 26.18-19), e assim por diante. Todavia, a partir da cruz, a lei no mais tem domnio sobre ns. 


A lei serviu para nos conduzir a Cristo: "Portanto, ningum vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festas, ou de lua nova, ou de sbados. 
Estas coisas so sombras das coisas futuras; a realidade, porm, encontra-se em Cristo" (Cl 2.16-17). "Mas, antes de chegar o tempo da f, a Lei nos guardou como 
prisioneiros, at ser revelada a f que devia vir. Portanto, a lei tomou conta de ns at que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da f. Agora 
chegou o tempo da f, e no precisamos mais da Lei para tomar conta de ns" (Gl 3.23-25, Bblia Linguagem de Hoje). 

Diversas passagens bblicas so citadas pelos defensores da adorao dominical, para reforar sua tese de que vivemos sob uma Nova Aliana. A antiga Aliana cumpriu 
sua finalidade. Exemplo: "O mandamento anterior  ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeioou coisa alguma), e desta sorte  
introduzida uma melhor esperana, pela qual chegamos a Deus" (Hb 7.18-19). E mais: "Pois se aquela primeira aliana tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado 
lugar para a Segunda... ela no ser segundo a aliana que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mo, para os tirar da terra do Egito, porque no permaneceram 
naquela minha aliana, e eu para eles no atentei, diz o Senhor. Dizendo nova aliana, ele tomou antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, 
perto est de desaparecer" (Hb 8.7-13). 

Prestem ateno no seguinte: "Pois Ele [Cristo Jesus]  a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separao, a barreira de inimizade que 
estava no meio, desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanas, para criar em si mesmo dos dois um novo homem..." (Ef 2.14-15). Os pr-sabticos 
vem a uma distino entre as leis cerimoniais de Moiss, e os Dez Mandamentos. Estes no teriam sido revogados. Os anti-sabticos, regra geral, no fazem diferena, 
mas consideram que os princpios morais dos Dez Mandamentos continuam sendo pertinentes aos crentes de hoje, porm em outro contexto. Dizem, ainda, que em diversas 
ocasies "mandamentos cerimoniais" eram chamados de lei do Senhor. So exemplos: holocaustos dos sbados e das Festas da Lua Nova (2 Cr 31.3-4); Festa dos Tabernculos 
(Nm 8.13-18); consagrao do primognito (Lc 2.23-24). 

No prevalece o argumento da perpetuidade da guarda do sbado ("Os filhos de Israel guardaro o sbado, celebrando-o nas suas geraes por aliana perptua" - xodo 
31.16-17). Outras leis foram classificadas de "perptuas" e nem por isso se perpetuaram, como exemplo: a pscoa (x 12.24), a queima de incenso (x 30.21), o sacerdcio 
Levtico (x 40.15), ofertas de paz (Lv 3.17), sacrifcio anual de animais (Lv 16.29,31,34), e outros. 

Os anti-sabticos levantam ainda os seguintes argumentos a seu favor: a) os primeiros cristos se reuniam e adoravam no domingo (At 20.7; 1 Co 16.1-2); b) Cristo 
ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9); c) as aparies de Jesus ps-ressurreio ocorreram seis vezes no primeira dia da semana (Mt 28.1-8, Mc 16.9-11, 
16.12-13, Lc 24.34, Mc 16.14, Jo 20.26-31); d) a viso apocalptica de Joo se deu no dia do Senhor, assim considerado o primeiro dia da semana (Ap 1.10); o Esprito 
Santo desceu sobre a Igreja no domingo (At 2.1-4). 

Nove dos Dez Mandamentos foram ratificados no Novo Testamento, mas a guarda do sbado foi excluda. Vejamos: 1) "No ters outros deuses diante de mim"(x 20.3) 
= "Convertei-vos ao Deus vivo"(At 14.15); 2) "No fars para ti imagem de escultura"(x 20.4) = "Filhinhos, guardai-vos dos dolos"(1 Jo 5.21); 3) "No tomars o 
nome do Senhor teu Deus em vo"(x 20.7) = "No jureis nem pelo Cu, nem pela terra"(Tg 5.12); 4) "Lembra-te do dia do sbado, para o santificar"(x 20.8) = Sem 
ratificao no NT; 5) "Honra teu pai e a tua me"(x 20.12) = "Filhos, obedecei vossos pais"(Ef 6.1); 6) "No matars"(x 20.13) = "No matars"(Rm 13.9); 7) "No 
adulterars"(x 20.14) = "No adulterars"(Rm 13.9); 8) "No furtars"(x 20.15) = "No furtars"(Rm 13.9); 9) "No dirs falso testemunho"(x 20.16) = "No mintais 
uns aos outros"(Cl 3.9)); 10) "No cobiars"(x 20.17) = "No cobiars"(Rm 13.9). Diante disso, os anti-sabticos afirmam que a Nova Aliana no indica um dia 
especial da semana para o descanso. 

H quem divide o Declogo em duas partes: 1) Leis cerimoniais ou religiosas, as que tratam dos deveres dos homens para com Deus (no ter outros deuses; no fazer 
imagens, nem ador-las; no blasfemar, e lembrar do sbado. 2) Leis morais ou sociais, as que tratam da relao dos homens entre si (honrar os pais; no matar; no 
adulterar; no furtar; no proferir falso testemunho, e no cobiar os bens e mulher do prximo. A guarda do sbado, como cerimnia, fora anulada na cruz (Ef 2.14-15; 
Cl 2.14). 

As leis do Antigo testamento, de um modo geral, foram feitas para os judeus, especialmente para eles. So exemplos: a) "Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: 
Certamente guardareis meus sbados, porquanto isso  um sinal entre mim e vs nas vossas geraes"(x 31.12-18); b) "O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, 
em Horebe...com todos os que hoje aqui estamos vivos" (Dt 5.2-3). 

CONCLUSO

Na sua Carta Apostlica DIES DOMINI, Joo Paulo II adota uma postura conciliadora. Ele no toma partido na discusso dos aspectos moral e cerimonial dos mandamentos; 
no alimenta a tese da revogao do sbado na cruz, e sintetiza: "Mais que uma substituio do sbado, portanto, o domingo  seu cumprimento, em certo sentido sua 
extenso e expresso completa no encomendado desenvolvimento da histria da salvao, que alcana real culminncia em Cristo". 

Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor de Histria da Igreja e de Teologia, na Universidade Andrews, Estados Unidos, questionou a posio do papa, com o seguinte 
comentrio: "Nenhuma das alocues do Salvador ressurreto revela alguma inteno de instituir o domingo como o novo dia cristo de repouso e culto. Instituies 
bblicas tais como sbado, batismo e ceia tm origem em um ato divino que as estabeleceu. Mas no existe ato semelhante para sancionar um domingo semanal como memorial 
da ressurreio". 

O mandamento do sbado est associado  obra da criao,  sada do povo de Israel do Egito, e  necessidade de descanso do homem. Vejam: "Pois em seis dias fez 
o Senhor o cu e a terra...mas no stimo dia descansou"(x 20.11); "Seis dias trabalhars...mas no stimo dia no fars nenhuma obra"(x 20.9-10); "Lembra-te de 
que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali...e te ordenou que guardasses o dia de sbado"(Dt 5.15). 

Sabemos que Deus manifestou sua vontade e promulgou suas leis de forma gradual, escrevendo-as na conscincia (Rm 2.15), em tbuas de pedra (Ex 24.12), mediante Cristo, 
a Palavra vivente (Jo 1.14), nas Escrituras (Rm 15.4; 2 Tm 3.16-17), e em ns, como cartas vivas (2 Co 3.2-3). Tudo dentro do seu tempo e dentro do contexto do Seu 
superior plano de salvao. Era imperioso que a sada daquele povo do Egito e os grandiosos feitos de Deus fossem lembrados de gerao em gerao. De igual modo 
a instituio da pscoa serviu para idntica recordao. 

Em nenhum momento o Novo Testamento ordena o descanso sabtico, apesar de ratificar os demais mandamentos. Alis, no nomeia diretamente qualquer dia da semana para 
adorao e culto. Jesus em vrias ocasies passou por cima da lei sabtica, curando enfermos e permitindo que seus discpulos colhessem espigas para comer, no dia 
santo (Lc 13.14; 14.1-6; Mt 12.1,10). Interrogado por isso, Ele disse: "O sbado foi feito para o homem, e no o homem por causa do sbado" (Mc 2.27). Tambm disse: 
"Porque o Filho do homem at do sbado  Senhor'' (Mt 12.8). 

Os primeiros cristos adotaram o domingo para descanso, recolhimento espiritual e adorao a Deus, e chamaram-no de "o dia do Senhor" (At 20.7; 1 Co 16.1-2; Ap 1.10), 
clara referncia ao dia em que o "Senhor do sbado" ressuscitou. Nada melhor do que seguirmos o exemplo dos apstolos, guiados como foram pelo Esprito Santo. 

Se judeus ainda no convertidos recolhem-se no sbado para recordarem a libertao do Egito, motivos bem maiores temos ns para nos recolhermos em Cristo, no dia 
de Sua vitria sobre a morte, para darmos graas pela remisso de nossos pecados e libertao de nossas almas do domnio do diabo. 

Sopesados os prs e os contras, entendemos que o dia de descanso e culto pode recair no sbado ou no domingo, observado o princpio de trabalhar seis dias e descansar 
um. No vemos pecado na consagrao do sbado ou do domingo, desde que o dia escolhido no seja apenas um formalismo. Sbado ou domingo, sem propsito, no passam 
de mais um dia de lazer. Da mesma forma, jejum sem propsito  dieta. Julgamos que a opo pela escolha do dia ficou manifesta nas seguintes palavras de Paulo: 

"Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? 
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos"
(Gl 4.9-10). 

"Portanto, ningum vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sbados. Estas so sombras das coisas futuras; a realidade, 
porm, est em Cristo" (Colossenses 2.16-17).

Parte XXI
ORIGENS TEOLGICAS DO PENSAMENTO BATISTA
Definio de ortodoxia: 
Aula apresentada por Elisa Rodrigues, graduada em Educao Religiosa, no curso de Teologia Contempornea, ministrado pelo professor Jorge Pinheiro na Faculdade Teolgica 
Batista de So Paulo, no segundo semestre de 1999

Qualidade de ortodoxo 

Doutrina Religiosa considerada como verdadeira 
Conformidade de uma opinio com uma doutrina verdadeira.
(MICHAELIS. Moderno Dicionrio da Lngua Portuguesa. So Paulo: Melhoramentos, 1998. p. 1510). 

Ortodoxia crist

O cristianismo ortodoxo essencialmente descritivo, trata das bases comuns da f crist reveladas na Bblia, a despeito das diferenas teolgicas criadas a partir 
de reflexes humanas. Nesse sentido a ortodoxia na f crist, conta com elementos histricos necessrios para a conservao de uma f comum, que se caracteriza nos 
eventos mximos do cristianismo:

Encarnao 
Morte 
Ressurreio 
Ascenso de Cristo 
E, se Cristo no ressuscitou logo  v a vossa f, e ainda permaneceis nos vossos pecados. I Cor 15.17.

A ressurreio de Jesus constitua-se em convico tal que no se podia admitir que algum se recusasse a aceit-la e continuasse a considerar-se como pessoa crist. 
A ressurreio de Jesus constitua-se a rocha da f confessada por aqueles crentes. (HORDERN, William. Teologia Protestante ao alcance de todos. Rio de Janeiro: 
Junta Religiosa e Publicaes da Conveno Batista Brasileira, 1982. p. 20-21)

A ortodoxia clssica relacionou-se com uma grande teologia. Poderamos cham-la de escolstica prostestante, com todos os refinamentos e mtodos que a palavra escolstica 
inclui. Assim, quando eu falo de ortodoxia, refiro-me  maneira como a Reforma estabeleceu-se, enquanto forma eclesistica de vida e pensamento(...).  a sistematizao 
e a consolidao das idias da Reforma, desenvolvidas em contraste com a Contra-Reforma. A teologia ortodoxa foi, e ainda , a base slida de onde emanaram todos 
os desenvolvimentos posteriores(...). A teologia liberal at hoje tem sido dependente da ortodoxia contra a qual constantemente se rebela. (TILLICH, Paul. Histria 
do Pensamento Cristo. So Paulo: ASTE, 1988. p. 251.)

Cada grupo/diviso crist apresenta sua prpria doutrina, que exprime uma regulamentao do que seja um modus operandi da vida crist segundo a cosmoviso desse 
grupo em relao a revelao de Deus para o homem.

A ortodoxia conforme o que se disse anteriormente,  o mago da f crist que contm as bases do pensamento teolgico e que, no segundo e terceiro sculos, expressou-se 
de modo mais sistemtico nos Credos organizados em conclios, como por exemplo o Credo Apostlico uma refutao ao pensamento gnstico que deturpava os ensinamentos 
a respeito da Revelao de Deus na Criao (matria) e em Cristo.

Outros credos foram desenvolvidos em face da necessidade de estruturar e fundamentar a f crist, por isso, os conhecidos credos de Nicia e Calcednia. 

O pensador, no Ocidente, mais respeitado por sua ortodoxia bem elaborada, tambm com carter de refutao, foi Agostinho que ops-se a Pelgio. Basicamente Pelgio 
defendia a tese que o pecado de Ado prejudicara ningum mais do que ele mesmo e, todo homem  livre para escolher entre bem e mal a qualquer tempo durante sua vida. 
Contrrio a esse conceito, Agostinho afirmou que o homem tem total propenso ao pecado e que s  livre mediante o ato de graa de Deus que conduz a libertao.

Essa teoria agostiniana levou  doutrina da predestinao que ganhou ainda mais fora com o advento da Reforma.

Ao surgir da Reforma, a maioria de seus lderes deixou de por em dvida qualquer das doutrinas consideradas ortodoxas at aqui delineadas. Lutero, por exemplo, retomou 
a doutrina da salvao pela graa, ressaltando-a de modo como no o fora desde os dias de Paulo. Sua atitude o colocou em conflito aberto com a doutrina catlica 
concernente  natureza da Igreja e da autoridade de sua hierarquia. Recusando-se a submeter-se s pretenses de supremacia do Papa, Lutero entendia residir a autoridade 
ltima na Bblia, interpretada pelo Esprito Santo operando dentro do corao do crente. Em lugar da hierarquia catlica, ele passou a ensinar a doutrina do sacerdcio 
de todos os que crem. Isto , nenhum crente precisaria de sacerdote para servi-lhe de intermedirio diante de Deus, com exceo de Cristo, que  o mediador perfeito(...) 
Calvino concordou com Lutero e nos legou a primeira Teologia Sistemtica. (HORDERN, William. Teologia Protestante ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Junta Religiosa 
e Publicaes da Conveno Batista Brasileira, 1982. p. 38).

A Reforma Protestante e o Renascimento:
um contexto de mudanas
Por esse tempo, em que a Reforma fazia estremecer as bases do pensamento teolgico e a igreja, eclodia, j a duzentos anos, o ilustre perodo histrico denominado 
Renascimento que, basicamente, evocava elementos da Roma e Grcia antiga, contrariando os padres de conduta e valores da Idade Mdia. Nesse sentido, a igreja e 
a ordem vigente que lhe era outorgada, passava por um duplo risco: Reforma Protestante e Renascimento.

Em ambos movimentos a autoridade da igreja catlica era contestada, sofrendo grandes crticas quanto a supremacia e a mediao, facilitada pela questo do latim 
que s compreendiam os clrigos e, portanto, monopolizavam o conhecimento de Deus. Com a expanso martima e o advento dos descobrimentos e o desenvolvimento da 
imprensa, a informao tornou-se acessvel a uma considervel gama de pessoas e, tendo sido traduzida a Bblia em outras lnguas e publicada, o clero j no se fazia 
imperativo para que a vontade de Deus fosse sabida e comunicada ao homem. Todos podiam ter acesso ao conhecimento de Deus por meio da leitura pessoal das Sagradas 
Escrituras.

Enquanto isso, o Renascimento originou o racionalismo, cosmoviso que compreende os problemas e situaes humanas  luz da razo, dando ao homem status de auto-suficincia. 
O homem desse perodo deixa de pensar e ser teocntrico para pensar e ser antropocntrico. Por esse tempo, sculos XVI e XVII, a f crist ortodoxa  confrontada 
com os pensadores racionalistas que depositavam na razo, a confiana de que era a autoridade instiutda mais provvel no processo de conhecimento da verdade.

Os racionalistas, tambm chamados iluministas por serem contemporneos do sculo das luzes quando idias brilhantes faiscavam a todo tempo nas mentes aguadas dos 
pensadores no eram irreligiosos, ao contrrio do que afirmam, entretanto, no sendo um movimento de oposio  religio, o Renascimento se insurgia, de fato, contra 
a ortodoxia. Desejava-se uma religio, como Kant teve oportunidade de ressaltar, dentro dos limites da razo. (HORDERN, p. 45).

Mas, como se no bastassem os constantes ataques  ortodoxia por parte dos iluministas, figura no cenrio uma personagem no menos importante: a cincia.

A cincia foi representada inicialmente por dois grandes homens Coprnico e Darwin que, desfilaram suas teorias cientficas impactando o meio religioso. Respectivamente, 
a Terra e o homem deixam de ocupar o centro do universo, tornando-se nada mais que um gro de poeira csmica e, o homem, detentor de autoridade provinda de superioridade, 
foi relegado a posio de animal em processo evolutivo, nada mais que uma ameba.

A ortodoxia, portanto, defensora do homem enquanto ser criado a imagem de Deus para glorific-lo e servi-lo, passa por uma difcil contestao, reforada ainda, 
posteriormente, por Freud no domnio da psicanlise e Nietzche em filosofia.

Nesse contexto de efervescncia intelectual, onde verdades absolutas eram contestadas e crenas ridicularizadas pela razo exaltada,  que o pensamento teolgico 
protestante adquire fora e comea a desenvolver-se com autoridade, carter de resposta as questes levantadas e atitude de contestao.

Considera-se que existem trs grupos religiosos originrios dos reformadores do sculo XVI, so eles:

Os matrizes: luteranos, presbiterianos (calvinistas e zwinglianos), anglicanos e anabatistas. 
Os herdeiros: congregacionais, batistas e metodistas. 
Os vice-herdeiros: adventistas, pentecostais. 

Dessa forma, podemos considerar fio condutor ou, conjunto de princpios que lhes so gerais o Solus Christus, Sola Fide e Sola Scriptura de Martinho Lutero (1483-1546).

As influncias sobre o pensamento contemporneo
Segundo Israel Belo de Azevedo, Denominao(...),  uma forma especfica e histrica que uma igreja toma. No interior do cristianismo, as denominaes podem ser 
vistas como conjuntos de tradies seguidas por igrejas. Os batistas integram uma denominao. (AZEVEDO, Israel Belo de. A celebrao do indivduo: A formao do 
pensamento batista brasileiro. Piracicaba: Editora Unimep; So Paulo: Exodus, 1996. p. 18).

As bases do pensamento teolgico contemporneo devem ser compreendidas  luz do liberalismo do sculo XVII que conta com elementos formativos diversos e por isso, 
considera-se um sistema de pensamento que prioriza a livre expresso do ser como exerccio prtico de uma existncia validada nos nveis individual e social, a partir 
dos domnios scio-poltico-cultural que favorecem por meio da liberdade, o estado de conscientizao que gera o sentimento de realizao. Basicamente, a plataforma 
terica desse pensamento encontra-se nas teses do naturalismo, do racionalismo, do individualismo, do progressismo e do relativismo... (AZEVEDO, Israel Belo de. 
ob. cit. p. 19).

Esse pensamento bifurcou-se em vrias vias: o liberalismo teolgico, liberalismo poltico e econmico, diretamente influenciados pelas tendncias daquele momento 
histrico tudo submetido a crtica da razo e experincia.

Essa nova cosmoviso, como dito anteriormente, legava ao homem no o centro do universo, mas,  razo, a supremacia capaz de compreender e desvendar todos os mistrios 
dos cosmos.

Portanto, os batistas organizaram-se como denominao plantados nos princpios liberais do sculo XVII. O resultado dessa reflexo, basicamente, caracteriza-se na 
estruturao de igrejas livres em sociedades livres (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 20), que constitui tambm uma proposta poltica.

Os batistas ingleses e a busca pela liberdade religiosa

Quadro histrico:
1603 
Uma nova era caracterizada pela troca de dinastias: Tudors por Stuarts. 
Mudanas no pensamento contemporneo: Renascimento (mentalidade desperta) 
Ampla difuso das Escrituras Sagradas 
Crescimento comercial 
Ao puritana contra a igreja oficial. Atitude de repdio as influncias do clero na autoridade monrquica em nome de Deus ; oposio ao totalitarismo oligrquico 
da igreja. 
Igreja Anglicana dividida. 
1604 
O rei James I persegue as igrejas protestantes 
O rei exige a uniformidade religiosa para manter a ordem social 
Afirma-se como autoridade mxima na igreja e estado. 
1625 
Sucesso imperial: Charles I nova esperana para puritanos e dissidentes 
1633 
William Laud assume como Arcebispo da Canturia tornando-se a maior autoridade eclesistica inglesa;  tambm nomeado um dos primeiros ministros e, apoia a supremacia 
do rei sobre a igreja e estado 
So acirradas as perseguies aos puritanos 
1640 
Crescem as tenses entre o Parlamento e o rei 
1642 
A discrdia entre o rei e o Parlamento resultam em revoluo armada Exrcito Modelo vrs. Partido Puritano (Presbiterianismo) vitria do ltimo 
As igrejas separatistas decepcionam-se; princpios de liberdade religiosa no so adotados 
1648 
Formao do Protetorado de Cromwell; propaganda das igrejas batistas do incio s mudanas a favor da liberdade religiosa. 

A formao dos princpios da igreja batista
O princpio da liberdade religiosa foi parte integrante da vida e f dos primeiros batistas.

(OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. Liberdade e Exclusivismo: Ensaios sobre os Batistas Ingleses. Rio de Janeiro: Horizonal; Recife: STBNB Edies, 1997. p. 78).

Uma das hipteses em relao a citao anterior,  que a luta pela liberdade como um bem precioso para o ser humano,  conseqncia das cruis perseguies e injustias 
cometidas pelo rei para com as igrejas dissidentes; isso porque, conforme j visualizado no quadro histrico, o poder do estado centralizado na figura do rei e indiscutivelmente 
apoiado pela igreja oficial (catlica), intentavam a uniformidade da religio objetivando a supremacia da autoridade.

As chamadas igrejas dissidentes opunham-se a esse intento, buscando exatamente o contrrio: a liberdade religiosa. Por motivos poltico-econmicos bvios deteno 
e monopolizao dos meios de produo e organismos sociais tanto o rei quanto a igreja no desejam a alterao da ordem vigente.

Por essa poca (1610-1612), John Smyth, primeiro pastor batista na Inglaterra, levantou a bandeira da liberdade de conscincia absoluta (OLIVEIRA, Zaqueu Moreira 
de. ob. cit. p. 83), eis o incio da trajetria batista de interesse e ao poltica engajada na busca pela liberdade religiosa.

Origens do pensamento batista
Com relao as origens do pensamento batista, no existem evidncias histricas devidamente documentadas que especifiquem de onde nasceu a reflexo teolgica batista. 
Na verdade, existem hipteses divergentes a respeito de suas origens; conquanto, sabe-se que a Reforma se dera a partir da ao efetiva de Lutero, Calvino e Zwinglio, 
logo outros nomes e movimentos foram acrescidos o anabatismo, o puritanismo e o metodismo (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 58) ao protestantismo. Tendo como 
base os trs princpios Sola Fide, Solus Christus e Sola Scriptura, as teologias desenvolveram-se de acordo com as interpretaes dos diferentes grupos, todavia, 
o eixo central (...) era praticamente o mesmo. Todos aceitaram o princpio bsico da justificao pela f, nada cabendo ao mrito humano, j que a f  um Dom de 
Deus e no uma conquista humana. Mesmo os anabatistas, que tinham preocupaes teolgicas menos sistemticas, concordavam que a salvao era pela f, embora reinterpretassem 
o conceito para incluir nele a noo (um pouco mais mstica) de uma nova vida habitada por Cristo. (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 60).

Algumas nfases teolgicas:

Lutero: Teologia Cristolgica; Predestinao dos eleitos; igreja como comunidade dos santos em Cristo; estado como ordenana. 
Calvino: Bblia suprema autoridade; Doutrina da predestinao dupla e incondicional; igreja como comunidade dos santos em Cristo; estado como ordenana, sendo dever 
do estado proteger a religio. 
Zwinglio: Interpretao normativa da Bblia; Predestinao simblica; Pecado original como doena moral perdovel a qualquer tempo, salvao pela razo; igreja como 
comunidade dos santos em Cristo; aliana entre igreja e estado. 
Anabatistas: A Palavra de Deus como fonte experimentada pela iluminao do Esprito Santo; Regenerao necessria para a vida nova; igreja associao voluntria 
de santos; completa separao entre a igreja e o estado. (Baseado em AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p.62). 

Anexo 1

Declarao doutrinria (Conveno Batista Brasileira) sobre a Eleio:

Segundo Sua graa imerecida, Deus opera a salvao em/atravs de Cristo, de pessoas eleitas (desde a eternidade), chamadas, predestinadas, justificadas e glorificadas 
 luz de Sua prescincia e de acordo com o livre arbtrio de cada um e de todos.
I Pe 1.2; Rm 9.22-24; I Ts 1.4; Rm 8.28-30; Ef. 1.3-14.

Todos so eleitos 
Deus opera a salvao em/atravs de Cristo pela sua graa (favor imerecido) 
Deus  pr-ciente 
De acordo com o livre-arbtrio, desde a eternidade, Deus elege, chama, predestina, justifica e glorifica 

Anexo 2

GUILHERME DELL

Conhecido por suas fortes convices teolgicas a respeito da livre expresso do ser e defensor ferrenho dos princpios batistas, apesar de no ter ligao com nenhuma 
congregao, em 1646, destacou-se pela sua luta a favor da liberdade religiosa na Inglaterra.

Escreveu o livro entitulado Uniformidade Examinada (...) que postulava a tese de que a unidade deve existir sem uniformidade, uma vez a ltima era m e intolervel 
excluindo toda a liberdade concedida por Deus. Essa era uma nova argumentao favorvel a liberdade religiosa.

Outra questo estava no fato de que a uniformidade contraria a prpria mensagem de Cristo e forava a igreja, que  o corpo de Cristo, a portar-se de maneira externa 
aos seus princpios, por meio de um poder estabelecido e, sem o aval de Deus, a religio configuraria-se num movimento anticristo, considerado por Dell, pior que 
o paganismo.

Dell usou cada oportunidade que teve para defender liberdade de conscincia. Ele considerou o uso de coao uma inveno humana, algo deletrio que no tinha lugar 
no reino de Cristo. (OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. Liberdade e Exclusivismo: Ensaios sobre os Batistas Ingleses. Rio de Janeiro: Horizonal; Recife: STBNB Edies, 
1997. p. 104-106).

[Aula apresentada por Elisa Rodrigues, graduada em Educao Religiosa, no curso de Teologia Contempornea, ministrado pelo professor Jorge Pinheiro na Faculdade 
Teolgica Batista de So Paulo, no segundo semestre de 1999].

Parte XXII
A ME DO MEU SALVADOR 
"Naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente  regio montanhosa, a uma cidade de Jud, entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel. Ao ouvir Isabel a saudao 
de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Esprito Santo, e exclamou em alta voz: Bendita s tu entre as mulheres, e bendito  o fruto 
do teu ventre! E donde me provm isto, que venha visitar-me a me do meu Senhor? Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudao, a criancinha saltou de 
alegria dentro de mim. Bem-aventurada aquela que creu que se ho de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas. (Lc 1.41-45) 

O evangelista Mateus cita cinco mulheres na genealogia de Jesus (Mt 1.1-17). So elas: Tamar, me de Fars (v. 3); Raabe, de quem nasceu Boaz (v. 5a); Rute, me 
de Obede (v. 5b); Bate-Seba, cujo filho foi Salomo (v. 6b), e, por fim, Maria, a me do meu Salvador (v. 16).
 interessante verificar o significado do seu nome. At porque, entre os antigos hebreus, a escolha do nome encerra um fato na histria pessoal, ou uma promessa. 
Assim, Moiss no teve seu nome colocado aleatoriamente. Seu nome tem sentido. O maravilhoso da histria  que tanto tem sentido para o egpcio quanto para o hebraico. 
Na lngua egpcia, a raiz ms significa "filho" (cf. Ramss = "filho de Ra"; Tutmoses = "filho de Tut"); no hebraico,  "retirado", no caso, "tirado das guas" segundo 
o texto bblico (Ex 2.10). Jesus, que significa "salvao do Senhor" (Mt. 1.21). Sabiam que Esdras  "socorro, auxlio, ajuda", Davi  "amado" e Salomo  "pacfico"? 
Tinha idia de que os nomes das noras de Noeme (cf. Livro de Rute) so, igualmente, muito significativos? A que voltou para Sodoma, Orfa, era "desleal"; Rute quer 
dizer "companheira".

O significado do nome Maria (tambm grafado Mariam e Miriam)  discutvel: 
? H quem identifique duas razes: uma egpcia e outra hebraica. A egpcia  MYR, ou seja, "amada"; a hebraica, YA(M) do nome "Senhor". Seu nome seria, ento, "amada 
do Senhor". ? H quem veja uma raiz descoberta em Ugarite (atual Ras Shamra), na regio costeira da Sria: MRYM significa "altura", ou, ainda, "exaltada, excelsa, 
sublime". A propsito, em hebraico existe a palavra marom, que quer dizer, "elevao, importante, alto escalo e excelncia". A partir desta suposio, seu nome 
seria "A Exaltada". 

? Outra idia vem a partir do nome Maryam (Maria) que apresenta duas razes: mar = "amargo" (cf Rt 1.20: "No me chameis Nomi; chamai-me Mara, porque o Todo-Poderoso 
me encheu de amargura"), e yam = "mar". Da que Maryam significaria "mar de amargura", fazendo aluso ao seu sofrimento como me  luz da Paixo, do padecimento 
de seu Filho.

? Uma quarta idia v a raiz Miry' com o significado de "gorda". Que tem "gorda" com Maria? Muita coisa: para os rabes, ainda hoje, a mulher bonita  a gordinha, 
cheinha de carne, pois passa a idia de que  bem tratada, bem cuidada pelo marido ou pelo pai. O padro de beleza no  o da mulher enxuta, esbelta, corpo de modelo 
a modo ocidental. Como ser gorda para os semitas  ser bela, ento, "Maria, a que  bela".

Continuamos sem muita certeza do significado do seu nome, mas uma importante coisa sabemos:  que h textos no Antigo Testamento que falam profeticamente desta extraordinria 
mulher, serva do Deus Vivo, irm nossa na f em Jesus Cristo, e me do prometido Messias, me do meu Salvador.  o caso de Gnesis 3.15, "Porei inimizade entre ti 
e a mulher, e entre a tua descendncia e a sua descendncia; esta te ferir a cabea, e tu lhe ferirs o calcanhar"; Isaas 7.14, "Portanto o Senhor mesmo vos dar 
um sinal: eis que uma virgem conceber, e dar  luz um filho, e ser o seu nome Emanuel" (texto repetido em Mateus 1.23), e Miquias 5.2,3, "Mas tu, Belm Efrata, 
posto que pequena para estar entre os milhares de Jud, de ti  que me sair aquele que h de reinar em Israel, e cujas sadas so desde os tempos antigos, desde 
os dias da eternidade. Portanto os entregar at o tempo em que a que est de parto tiver dado  luz; ento o resto de seus irmos voltar aos filhos de Israel".

ME DE JESUS - HOMEM (1TM 2.5; GL 4.4)

Sob a inspirao do Esprito Santo, Isabel deu a Maria uma trplice bno. O texto encontra-se em Lucas 1.42,45: "Bendita s tu entre as mulheres, e bendito  o 
fruto do teu ventre!... Bem-aventurada aquela que creu que se ho de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas." Por sua destacada, proeminente, saliente 
posio entre as demais mulheres, ela seria sempre lembrada. E sem dvida alguma, Maria  a mulher mais lembrada do mundo em todas as pocas. Basta lembrar que na 
Outra Igreja h toda uma devoo Mariana, ou seja, em torno desta extraordinria mulher, a me do meu Salvador (v.42a); por vir a ser a me do Messias de Israel, 
do Salvador (v. 42b) e por sua f nas promessas de Deus que nela seriam cumpridas(v. 45). 

No entanto, a Bblia no referenda, no homologa, no aceita, no d o seu aval a algumas idias correntes na teologia oficial da Igreja majoritria, nem da teologia 
popular (estas observaes no visam a atacar a doutrina de outros grupos religiosos, mas servem de referncia ao que se diz e o que se cultua no nome de Maria): 

A expresso de Isabel no verso 43, "...me do meu Senhor", no autoriza a que seja chamada "me de Deus", "me da Igreja", "me da vida nova", "me da Amrica Latina" 
ou "Maria Santssima", ou seja, "mais-santa-que-todos-os-demais-santos-de-Deus". So expresses que no encontram guarida na Escritura Sagrada, 
 agraciada ("cheia de graa"), no entanto, a graa em Maria no  qualidade particular dela, mas foi-lhe dada pelo Deus da graa. 
 "cheia de graa", mas no "co-redentora", ttulo, alis, associado ao tema da "nova Eva": j que Jesus  o "novo Ado" de uma nova humanidade (cf. Rm 5.14,17; 
1Co 15.21,22,45), ela seria a "nova Eva" dessa nova criao, um anttipo de nossa primeira me. 

Maria  a me de Jesus, o Messias,  a me de Jesus Cristo,  a me do homem Jesus,  a me do Filho de Deus, mas no de Jesus-Deus. Pelo contrrio, Jesus rechaou, 
com rapidez e veemncia, o que poderia ser o incio do culto prestado a Maria. Como diz a traduo do Pontifcio Instituto Bblico "Enquanto ele assim falava, uma 
mulher, erguendo a voz do meio da multido, disse-lhe: 'Ditoso o seio que te trouxe e os peitos a que foste amamentado!' Ele, porm, disse: 'Ditosos antes os que 
ouvem a palavra de Deus, e a guardam'" (Lc 11.27,28). No permitiu que essa devoo fosse adiante.

PARADIGMAS

A me crist tem padres pelos quais se pautar: O Deus Vivo e Verdadeiro, o Eterno, que diz, "Sereis santos, porque eu sou santo" (1Pe 1.16; cf. Lv 11.44; 19.2; 
20.7). Sim, Ele diz s mes crists, "Cultivareis a santidade em vossos lares, porque Eu sou santo".Diz tambm "Sede vs, pois, perfeitos, como  perfeito o vosso 
Pai celestial" (Mt 5.48; cf. Tg 1.3,4; Ef 5.1).

Jesus Cristo. Este  o prximo paradigma, pois "Cristo em vs, a esperana da glria; o qual ns anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em 
toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo" (Cl 1.27b, 28; cf. Rm 8.29).

As santas mulheres da Antiga Aliana. Esta  uma expresso rigorosamente bblica (cf. 1Pe 3.5). Quem so elas? Sara, me de Isaque, matriarca do povo de Israel, 
que esperou sempre e sempre na fidelidade do Deus das promessas (Hb 11.11), e debaixo da mesma misso do seu marido (1Pe 3.6).  possvel que a irm venha lutando 
durante tantos anos com um filho rebelde, fora do evangelho, com o marido prdigo que abandonou a casa e precisa retornar. No esmorea, minha irm! Olhe para Sara 
que esperou, e esperou e esperou at que veio o cumprimento da promessa. Joquebede, me de Moiss, previdente e providente. Podia ter perdido seu filho na matana 
dos meninos promovida pelo fara conforme relata xodo 1.15ss. Com um tremendo senso de oportunidade, preservou a vida do seu filho. Escondeu-o, soltou-o no rio, 
e o viu ser levado ao palcio real, onde foi criado como neto do prprio fara. Que coisa absurda para o pensamento humano! (Ex 2.1-4). Ana, me de Samuel, a qual, 
tendo o Senhor ouvido sua orao (1Sm 1.9-11), consagrou o filho e o entregou a Deus. (1Sm 1.21ss). Foi considerada uma mulher embriagada, quando estava orando pelo 
filho que tanto desejava.

As santas mulheres do Novo Testamento, como Eunice e Lide, me e av de Timteo, portadoras de uma "f no fingida" (2Tm 1.5). Maria, a me de Jesus, paradigma 
da me crist por uma srie de razes. 

Aqui temos Maria, nossa irm na f, esposa e me. Sim, nossa irm na f, pois no afirmou em Lucas 1.47, "o meu esprito exulta em Deus meu Salvador"? Nosso comum 
Salvador? Maria, a esposa: por que a insistncia em querer ver em Jos um homem idoso casado com uma jovem de 14 ou 15 anos? Essa a idade aproximada de casamento 
das jovens no Oriente. Ou, colocando de outro modo, que desonra haveria em, aps o nascimento de seu primognito, Jesus, como diz o Novo Testamento (Lc 2.7) ter 
assumido suas normalssimas funes de esposa e de me de outros filhos, como tambm se refere o Novo Testamento (Mt 1.25; 12.47; Jo 7.5). Querem ensinar que os 
irmos de Jesus so seus primos. Esquecem-se ou no sabem que h na lngua grega trs palavras que no podem ser confundidas uma  adelfs (irmo), outras so anepsis 
(sobrinho) e xederfos (primo). A palavra utilizada no texto do Evangelho  adelfs, irmo de sangue. Maria como me. A Escritura Sagrada faz referncia  uno do 
Esprito Santo sobre homens desde o ventre materno, como Sanso (Jz 13.5), Jeremias (1.5), o Servo Sofredor (Is 49.1), Joo Batista (Lc 1.15), Paulo (Gl 1.15). Mas 
Lucas ensina que no caso de Jesus foi alm, muito alm da uno: foi a Sua prpria gerao. Jesus no era um homem ungido pelo Esprito Santo como ocorreu com os 
outros. Foi, porm, a prpria gerao do Esprito. O Esprito Santo no repousou sobre o ventre de Maria, mas sobre ela mesma, sobre a filha de Sio, a me do meu 
Salvador. Assim, foi ela mesma alvo dessa graa, da sombra do Esprito sobre si:

"Canta alegremente,  filha de Sio; rejubila,  Israel; regozija-te, e exulta de todo o corao,  filha de Jerusalm. O Senhor afastou os juzos que havia contra 
ti, lanou fora o teu inimigo; o Rei de Israel, o Senhor, est no meio de ti; no temers daqui em diante mal algum. Naquele dia se dir a Jerusalm: No temas, 
 Sio; no se enfraqueam as tuas mos. O Senhor teu Deus est no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitar em ti com alegria; renovar-te- no seu amor, 
regozijar-se- em ti com jbilo" (Sf 3.14-17).

Ento, fica a lio: a plenitude da graa no vem dela mesma, mas da presena do Esprito Santo em sua vida.

A ME DO MEU SALVADOR ]

Quais as destacadas qualidades de Maria?

Mulher de louvor - Guardo com muito carinho a lembrana de, quando criana, garotinho, ouvir a minha me cantando. Ela sempre gostou de cantar: no coro, em duetos 
ou em casa nas lides domsticas. So memrias que no se apagam. No  para menos no caso de Maria que fosse uma mulher de louvor: pertencia  tribo de Jud, palavra 
que quer dizer "louvor" (cf. Lc 2.3-5). Sua sensibilidade potica f-la cantar o lindssimo e inspiradssimo cntico conhecido como o Magnificat, o "Cntico de Maria" 
(Lc 1. 46-55), e que tem sido denominado de "O Evangelho de Maria", por representar um resumo da histria da salvao. A propsito, o Magnificat fala mais do que 
qualquer outra coisa, do carter da me de Jesus, e de sua capacidade espiritual para seu destino de mulher agraciada. , outrossim, exemplo de como a algum fundamentado, 
enraizado nas Sagradas Escrituras so dados olhos e lbios para contar e cantar o que Deus fez, faz, e continuar fazendo na sua vida como indivduo e na de seu 
povo. S porque o Senhor poderoso tem feito coisas poderosas  que h boas novas para serem narradas, e um evangelho a ser proclamado. Foram contadas doze passagens 
do Antigo Testamento, sendo que, basicamente,  o "Cntico de Ana" o seu modelo. Isso reflete profunda piedade e conhecimento das Escrituras, qualidade adequadssima 
 me do meu Salvador. 

Mulher piedosa - Aceita sem reservas a misso de conceber e dar  luz do Filho do Altssimo, o Filho de El Elyon (cf. Lc 1.31,32,38). E, ainda, expressou essa alegria 
messinica do ponto de vista de quem recebeu um imerecido favor. Alis, isso  chamado pelos telogos de graa, o favor que no merecemos mas recebemos da parte 
de Deus, palavra que se encontra nos lbios do mensageiro de Deus (Lc. 1.28,30). De profundssima piedade, segue fielmente todos os atos de sua f: a apresentao 
e a b'rit milah (circunciso) de seu filho ao oitavo dia (cf. Lc 2.21-24); a aliah (peregrinao) a Jerusalm todos os anos durante a festa do Pessach (Pscoa) para 
que Jesus pudesse passar pela cerimnia de ser um bar miztvah, a profisso de f judaica (Lc 2.41). 

Mulher de orao - Atos 1.14 relata que "Todos estes [os apstolos] perseveravam unanimemente em orao, com as mulheres, e Maria, me de Jesus, e com os irmos 
dele". Precisava ela de energia espiritual, razo porque perseverava com os irmos de Jesus, com as outras mulheres (Maria Madalena, Joana, Maria, me de Tiago e 
outras) e com os apstolos em intensa e fervente orao.

Que extraordinrio ministrio das mes (e avs)  o da orao. A propsito, j fez a orao de entrega de seu filho a Deus? Quer um precedente bblico? 1Samuel 1.27, 
28: "Por este menino orava eu, e o Senhor atendeu a petio que eu lhe fiz. Por isso eu tambm o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor est 
entregue. E adoraram ali ao Senhor." Tem orado pelo filho rebelde? Veja a promessa de J 22.30: "E livrar at o que no  inocente, que ser libertado pela pureza 
de tuas mos." Quantos filhos rebeldes, revoltados, tm retornado aos caminhos do Senhor pro causa da pureza das mos e da orao de suas mes! Por um jovem chamado 
Franklin, orava a esposa do Pr. Billy Graham. Ele estava entregue aos maus caminhos. A me orava e orava. Ocorreu que ele abandonou a vida que levava, voltou para 
Cristo, para a igreja. Hoje  o Pr. Franklin Graham, que ficou no lugar do seu pai na direo da grande Associao Evangelstica Mundial Billy Graham. Mnica, piedosa 
crist da Igreja Antiga, orou intensamente pelo filho, que era um filsofo. Era tambm extremamente entregue  vida mundana. Um dia, Deus colocou diante dele a Carta 
aos Romanos. Ele a leu e se converteu. Estou falando de Agostinho, telogo da Igreja Antiga e pastor na cidade de Hipona, no norte da frica, conhecido como Santo 
Agostinho. Escreveu As Confisses, Da Verdadeira Religio, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira. Lendo as suas confisses,  possvel entender o que ele experimentou 
na vida, e como teve uma sede to intensa de Deus que no pode deixar de mencion-Lo em praticamente cada pgina dessa obra.

Tem orado por seu filho que anda com fidelidade nas avenidas da f, o filho consagrado?  preciso olhar para o filho que nunca se afastou do evangelho. Sempre fiel, 
firme, constante e abundante na obra do Senhor. Se ora pelo filho rebelde, ore e agradea a Deus pelo filho que nunca lhe deu trabalho. Afinal, "desde o dia em que 
ouvimos, no cessamos de orar por vs, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; para que 
possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus" (Cl 1.9b, 10). 

Os quatro Evangelhos, como de resto todo o Novo Testamento, so extremamente lacnicos sobre Maria, a me do meu Salvador. Esse fato deixa claro que ressaltado deve 
ser apenas o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Maria foi o canal pelo qual o Filho de Deus veio ao mundo, veio estar entre ns, o Deus-em-nosso-meio o Emanuel. Somente 
ao Seu Nome deve se dobrar "todo joelho dos que esto nos cus, e na terra, e debaixo da terra, e toda lngua confesse que Jesus Cristo  Senhor, para glria de 
Deus Pai" (Fp 2.10, 11).

Mcio Teixeira escreveu um inspirado poema onde diz:

 mes! Da me de Cristo despertais lembranas,
Nessa augusta misso to cheia de poesia;
Quando embalais ao colo as tmidas crianas,
Eu penso ver Jesus nos braos de Maria.

Vs sois uns anjos bons de amor e de piedade!
Tendes um ninho em flor nos seios virtuosos;
Nos filhos refletis vossa felicidade,
Como um lmpido espelho os corpos luminosos.

Vs sois a inspirao primeira dos poetas;
Vs sois o pensamento extremo dos doentes...
Quem antes osculou a fronte dos profetas,
Vindo a cerrar, mais tarde, os olhos dos videntes,
 mes! Da minha me vs me trazeis lembranas...
Encheis-me de saudade! Eu amo-vos por isto...
Quando embalais, cantando, aos seios, as crianas,
Eu sonho, ver Maria, acalentando o Cristo!

Parte XXXIII
MARIA
(Lucas 1.26-28) 
 Desejamos saudar as mes crists ao meditar sobre a me de Jesus, nosso Salvador, modelo de mulher crist, modelo de me, modelo de me crist. Falamos tanto em 
Pedro, Paulo, Joo, Barnab, ou nas santas mulheres da Bblia como Sara, Miri, Dbora, Ester, Maria Madalena, Marta e Maria, Priscila, mesmo a annima samaritana, 
mas esquecemos de voltar os olhos, a mente e o corao para a mulher de coragem, submissa, dedicada, agraciada, serva de Deus que foi Maria de Nazar! 

Por outro lado, tentaremos desfazer a idia errnea de no-evanglicos a respeito do relacionamento entre os cristos evanglicos e Maria, nossa irm na f, e me 
do Redentor.

SUA PESSOA

O Novo Testamento tem pouco a dizer sobre Maria. , na verdade, extremamente lacnico ao falar de sua vida. No tem ela lugar de proeminncia nos Evangelhos. Como 
diz uma autora catlica "Parece at ausente do ministrio de Jesus, seu filho" Dois dos evangelistas at deixam de coloc-la no incio do relato (Marcos e Joo), 
pois a histria da infncia de Jesus, os chamados "Evangelhos da Infncia", somente  relatada em Mateus e Lucas.

Suas ltimas palavras registradas foram as do casamento em Can da Galilia (Joo 2.3). Fora esse episdio, quantas anotaes temos do que falou? Em Mateus e em 
Marcos nada foi registrado. Em Lucas, (1) na cena da anunciao (1.34,38), (2) no Magnificat (1.46-55), e (3) em 2.48 quando Jesus j est com doze anos e fora levado 
para se tornar um bar mitzv . E apesar de todo esse silncio, a Outra Igreja procura construir um elaborado sistema de obras de Maria e de devoo  sua pessoa?!

Seu nome  a forma greco-latina do hebraico Miriam, nome da irm de Moiss. No Novo Testamento,  registrada a presena de vrias Marias: Maria Madalena, Maria, 
irm de Lzaro e de Marta, Maria, a me de Joo Marcos, Maria, membro da igreja em Roma, e Maria de Nazar.

De fato, morava em Nazar. O Novo Testamento no o afirma, mas o chamado Proto-evangelho de Tiago declara terem sido seus pais Joaquim e Ana. Tinha cerca de quatorze 
anos quando ficou noiva de Jos, carpinteiro de profisso e descendente da casa real de Davi, da qual haveria de nascer o Messias.

Lucas descreve a cena do anncio de haver sido escolhida para me do Messias (1.26ss). O mensageiro de Deus a chama de "agraciada", ou seja, que ela era alvo de 
um favor especial de Deus, e no que fosse fonte de graa. Esse favor, essa graa especial era ser me do "Filho do Altssimo", me do filho do El Elyon (cf. 1.32)! 
Ora, senhoras e moas judias ansiavam pelo privilgio de ser a me do Ungido de Deus, porm Ele no buscou essa moa no palcio de Herodes nem nas camadas altas 
da sociedade entre os saduceus; f-lo entre o povo, e agraciou uma jovem simples, pobre, surpreendendo, deste modo, a expectativa e mente de todos (cf. 1Co 1.27). 
Maria era to humilde, simples e pobre que ao levar Jesus beb a Jerusalm para o consagrar, e fazer o sacrifcio ordenado pela Lei de Moiss (Ex 13 .2; Lv 12.1-3, 
6-8), ofereceu dois pombinhos em vez de um cordeiro (Lc 2. 24).

Alis, poderia ter dito "no" quando do anncio, mas no o fez; poderia ter evitado todo o futuro sofrimento, aceitou-o, porm, com resignao e entrega absolutas. 
Suas Palavras o atestam: "Disse ento Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra". (Lc 1.38a).

Concebeu do Esprito Santo como o diz Mateus 1.18 (cf. Lc 1.35) tornando-se entre as mulheres a nica que pode ser chamada, como o foi por Isabel, "bendita" por 
trazer no ventre o "bendito fruto" do Eterno (cf. Lc 1.42).

IDIAS SOBRE MARIA

Di-nos ter que abordar o que segue; preferiramos no precisar mencionar certas questes de teologia popular e, lamentavelmente, tambm de teologia oficial a respeito 
da me de Jesus. Nosso objetivo no  atacar ou hostilizar a crena de ningum. Mas, sim, examinar o que diz a Bblia sobre certas atitudes, doutrinas, dogmas que 
desvirtuaram o lugar dessa extraordinria mulher crist, bendita entre as demais.

As idias no encontradas na Bblia so: a imaculada conceio, a sua virgindade perptua, a co-redeno, a sua assuno corporal aos cus, o ttulo "Me de Deus", 
o culto a Maria. Tudo nasce da pergunta se Maria  salva ou salvadora. Diz a Bblia que precisou ser salva, pois a prpria Maria o afirma: "o meu esprito exulta 
em Deus meu salvador" (Lc 1.47). Pensar diferentemente leva aos dogmas que a Igreja majoritria tem formulado.

A imaculada conceio.  a idia que para ser me do Salvador que no tinha pecado, ela mesma teria que ser isenta de pecado. Deus a teria, portanto, preservado 
j na sua fecundao da mancha do pecado original. Essa  uma idia que no combina com a doutrina da Bblia que ensina "Porque todos pecaram e destitudos esto 
da glria de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graa, mediante a redeno que h em Cristo Jesus" (Rm 3.23, 24). 

Ter sido escolhida para gerar o Messias no significa ter sido concebida e nascida sem pecado, nem ter sido a mais perfeita mulher que j viveu. Esse dogma foi promulgado 
em 1854 pelo Papa Pio IX.

A virgindade perptua ensina que a me de Jesus foi virgem antes, durante, depois do parto, e continuou a s-lo durante sua vida de casada, de esposa e me. Tal 
doutrina foi definida pelo Conclio Constantinopla II em 553, e nasceu, sobretudo, do apreo  vida monstica (em franco progresso o ascetismo), e do menosprezo 
ao casamento considerado como estado inferior ao celibato. A insistncia catlico-romana na virgindade perptua de Maria objetiva justificar o celibato dos seus 
sacerdotes e freiras. A Bblia, no entanto, fala diferentemente: chama a Jesus de seu filho "primognito" e no de "unignito" . 

Grvida virgem, deu  luz virgem, porm Mateus 1.25 ensina que aps o nascimento (e a purificao subseqente), passou a ter vida matrimonial perfeita e absolutamente 
normal:

"... e no a conheceu enquanto ela no deu  luz um filho; e ps-lhe o nome de Jesus". (Mt 1.25).

E porque no  desdouro ser a me do Messias e me de outros filhos com seu marido, o Novo Testamento apresenta os nomes de seus filhos: Tiago, Jos, Simo e Judas, 
alm das irms no nomeadas (cf. Mc 6. 3). Que divina sabedoria, o Esprito Santo ter permitido registrar o nome de seus irmos! H quem queira dizer que (1) seriam 
filhos de Jos de um casamento anterior, no h, porm, registro disso; ou primos de Jesus, no entanto, a palavra usada foi adelphos, pois existe outra, anepsis 
que quer dizer "primo, sobrinho", no usada aqui pelos evangelistas. 

Co-redeno de Maria junto  cruz do Calvrio, ou seja, "scia na obra da salvao". Uma coisa  dizer que Maria teve um papel nico, exclusivamente seu na realizao 
do plano de Deus para a salvao da pessoa humana;  dizer que os fatos da encarnao e do nascimento virginal so de tremendo significado para a Cristologia. Mas 
outra coisa  atribuir-lhe funo salvfica, papel de salvadora e obra co-redentora. 

Muita lenda tem surgido por falta de informao e estudo da Bblia. Jesus ensinou que "errais, no conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mt 22.29), e por 
falta de conhecimento da Palavra Santa, h quem participe da Ceia (Eucaristia) nos cinco primeiros sbados (pois sbado  o dia do calendrio que lhe  dedicado), 
esperando escapar do inferno sem que se preocupe com uma conduta digna do nome de cristo. E h quem dedique o dia de Sbado ao louvor de Maria que, segundo ensinam, 
visita o purgatrio de onde leva muitas almas para o cu com ela. Quantos erros?! O purgatrio?! a salvao aps a morte?! Maria salvadora?! 

Diz, no entanto o Novo Testamento: "Porque h um s Deus, e um s Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem"( 1Tm 2.5).

"Seja conhecido de vs, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vs crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os 
mortos, nesse nome est este aqui, so diante de vs. Ele  a pedra que foi rejeitada por vs, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum 
outro h salvao; porque deibaixo do cu nenhum outro nome h, dado entre os homens, em quem devamos ser salvos" (At 4. 10-12).

Assuno. A doutrina  que Maria aps a morte teria sido levada corporalmente para o cu, dogma que foi promulgado em 1950 pelo Papa Pio XII. Nenhum ensino bblico 
h sobre isso.

Maria, "Me de Deus". Dogma definido no Conclio de feso em 431, e baseado na idia de que a sua maternidade diz respeito  pessoa inteira de Jesus. Portanto, se 
Jesus  homem e  Deus, Maria  me do homem Jesus e Me de Deus (?!) Fiquemos alerta que em lugar algum, o Novo Testamento a chama "Me de Deus".  me, sim, do 
filho de Deus. Nem "Me da Igreja". So ensinos estranhos ao evangelho. Mas foi "agraciada", bendita entre as mulheres, e exemplo corretssimo de aceitao, obedincia, 
dependncia, submisso, subordinao e servio a Deus.

O culto a Maria. Diz a doutrina da Outra Igreja que h trs tipos de culto: latria (adorao exclusiva a Deus); hiperdulia (alta venerao s prestada a Maria); 
dulia 

(venerao aos santos, a lugares e objetos considerados santos). A Bblia no se pronuncia sobre nada disso nisso! Ao contrrio:

"No ters outros deuses diante de mim. No fars para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que h em cima no cu, nem em baixo na terra, nem nas guas debaixo 
da terra. No te encurvars diante delas, nem as servirs; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos at a terceira 
e quarta gerao daqueles que me odeiam" (Ex 20.3-5). 

A Bblia no admite adorao a astros, estrelas, seres animais, pessoas humanas (At 10.25, 26), anjos (Ap 22. 8,9). E cada vez que isso acontecia, Deus exercia Seu 
julgamento:  s ler o Livro de Juzes, os sermes dos profetas, ou casos, como a morte de Herodes (At 12.21-23). 

O culto a Maria  uma desonra a Deus por causa da proibio do uso de imagens.  o problema de se acrescentar algo mais  verdade da Bblia.

Pois no h sinais de venerao, culto, ou hiperdulia a Maria no Novo Testamento. Os magos do Oriente no prestaram adorao  estrela, nem a Jos ou a Maria, mas 
a Cristo (Mt 2.11); seus presentes foram dados no a Maria ou a Jos, mas a Jesus; os apstolos nunca oraram  me de Jesus nem lhe prestaram honras especiais; Pedro 
chamado o primeiro papa, Paulo e Tiago no a mencionam em suas cartas; mesmo Joo, que dela cuidou at sua morte, no a menciona (Jo 19.27). Instalada a Igreja no 
Pentecoste, o nome "dado entre os homens, em que devamos ser salvos"  o de Jesus (At 4.12). Um caso que poderia ter sido o primeiro de venerao a Maria foi rechaado 
e corrigido na hora por Jesus:

"Ora, enquanto ele dizia estas coisas , certa mulher dentre a multido levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. 
Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam" (Lc 11.27, 28).

 chamada "Rainha dos Cus" (Regina Coeli) ttulo monstruoso porque era dado  deusa da fertilidade de Cana, Astarte: "Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem 
o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos  rainha do cu, e oferecem libaes a outros deuses, a fim de me provocarem  ira" (Jr 7.18; cf. 44.17-19, 
25).

O culto de Maria iniciou-se aps o quarto sculo.

COMO OS EVANGLICOS A VEMOS

Honramos a Maria, me de Jesus, com a mesma homenagem que a Bblia lhe presta: "bendita entre as mulheres" (Lc 1.42), e reconhecemos que ela foi o vaso que trouxe 
a gua da vida, Ela no  a gua da vida, o po da vida, o caminho, a verdade, ou a ressurreio e a vida.

Com todas as geraes ns a chamamos "bem-aventurada" porque cria na palavra de Deus (Lc 1.48), mas no a deificamos, cultuamos ou oramos a ela. Ao contrrio, com 
ela cultuamos o Filho de Deus; no cultuamos atravs dela como se medianeira fosse. Essa  a iluso do movimento "Pea  me que o filho atende", que no tem base 
na Bblia, que, contrariamente, ensina "... tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda" (Jo 15.16; cf. 14.13, 14). Ou seja, "Pea ao Pai em nome 
do Filho, que Ele atende".

Ns a reconhecemos como "bem-aventurada", ainda, porque na sua dedicao  vontade de Deus, na sua f, na sua obedincia,  exemplo para ns.  exemplo e modelo 
a ser imitado no mais, porm, que outros do Antigo ou do Novo Testamento.

Ns a vemos como mulher de louvor, orao e piedade. Seu cntico em Lucas 1.46-55, e que se assemelha em forma e contedo ao de Ana (1Sm 2. 1-10),  uma linda pgina 
de sensibilidade e profunda espiritualidade. 

Atos 1.14 apresenta Maria em orao com outros crentes, sem ter, porm, autoridade e prioridade sobre o grupo. Piedosa, realizou todos os ritos fixados pela Lei: 
a circunciso, a purificao, a apresentao no Templo, e ano a ano realizava uma peregrinao a Jerusalm na Pscoa. Aps o nascimento de Jesus, trouxe duas ofertas. 
Uma era queimada (simbolizava completa rendio  vontade de Deus); a outra era oferta pelo pecado (cf. Lv 2.22-24; 12.6-8).

Queremos insistir no fato que Maria foi mulher de profunda sensibilidade espiritual. Sua f e sua disposio de servir a Deus nos chamam a ateno, por isso deu 
uma ateno cuidadosa,  educao de seu filho nas tradies religiosas do seu povo, o povo judeu.

Mas ela sabia que precisava de um Salvador (Lc 1. 47). Tinha absoluta conscincia de que Jesus era, no s humano, mas tambm divino e enviado por Deus (Gl 4.4) 
. Lucas 2.18 e 51 nos mostram que ela meditava cuidadosa, profunda e assiduamente sobre seus deveres.  o prottipo da mulher de reflexo;  o modelo, exemplo da 
esposa crist ideal.

Maria deixou um mandamento: "Fazei tudo quanto Ele [Cristo] vos disser" (Jo 2.5). Confessa ter confiana plena no poder divino do seu filho.

"FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER" 

Que  o que Ele diz? Entre outros ensinos:

"Quem cr no Filho tem a vida eterna; o que, porm, desobedece ao Filho no ver a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3. 36).

"Quem ouve a minha palavra, e cr naquele que me enviou, tem a vida eterna e no entra em juzo mas j passou da morte para a vida" (Jo 5.24).

"Se algum quer vir aps mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perd-la-; mas quem perder a sua vida por amor 
de mim e do evangelho, salv-la-" (Mc 8. 34,35).

Isso significa que  preciso um Salvador pessoal, f nesse Salvador e obedecer-Lhe.

Parte XXIV
A Trindade 
A palavra "Trindade"  usada para expressar a verdade bblica de que o ser divino existe em trs pessoas distintas. Embora o vocbulo "trindade" no aparea na Bblia, 
a idia percorre todos os livros da mesma.

O primeiro a usar o termo foi o telogo Tertuliano de Cartago em seu tratado "Contra Prxeas", na ltima dcada do 2o sculo da era crist, alm de ter sido tambm 
o primeiro a formular esta doutrina. No entanto, sua definio foi deficiente, posto que ensinava uma injustificada subordinao do Filho ao Pai.

No seria demais ressaltar que o verdadeiro sentido da doutrina da Trindade s pode ser entendido pelo estudo da Bblia. E foi mediante o estudo srio da Palavra 
de Deus que encontramos a seguinte definio do Breve Catecismo de Westminster: "H trs pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Esprito Santo, e estas trs so 
um Deus, da mesma substncia, iguais em poder e glria". 

1. A EXPOSIO DA DOUTRINA

Conforme a definio do Breve Catecismo, Deus  uma Divindade nica, existente em trs pessoas distintas: Pai, Filho e Esprito Santo.
Estas pessoas no so, como tantas pessoas entre os homens, trs indivduos inteiramente separados. "So antes trs modos ou formas em que existe a essncia divina" 
(L. Berkhof). "O termo 'essncia' descreve Deus como uma soma total de infinitas perfeies" (W. G. T. Shedd).

O mistrio real da Trindade consiste no fato de que as trs pessoas so um em seu ser essencial e que a essncia divina no est dividida entre as trs pessoas, 
mas inteiramente, com todas as suas perfeies ou atributos em cada uma delas. Alm disso, em seu ser essencial as trs pessoas no esto subordinadas uma  outra, 
ou seja, o Pai no  o Filho, o Filho no  o Esprito Santo, e vice-versa, ao contrrio do que ensinava a heresia conhecida como "patripassionismo", combatida por 
Tertuliano. Pode-se dizer, no entanto, que na ordem de existncia o Pai  o primeiro, o Filho o segundo e o Esprito Santo o terceiro, e essa ordem se reflete tambm 
na obra da criao e da redeno; a saber, na economia da Trindade.

As trs pessoas se distinguem por certas caractersticas pessoais: O Pai gera o Filho, o Filho  gerado pelo Pai e o Esprito Santo procede do Pai e do Filho.
Esta doutrina  um dos grandes mistrios da f, e por isso est muito alm de nossa compreenso humana. Portanto, no est ao alcance da Igreja explicar o mistrio 
da Trindade; ela apenas sistematiza o que a Bblia diz, formulando a doutrina de tal modo que se evite os erros e as heresias.

2. PROVAS BBLICAS DA TRINDADE

a) No Antigo Testamento
Alguns so de opinio que o Antigo Testamento no contm quaisquer indicaes da Trindade, mas isso no  verdade.  mais correto dizer que o Antigo Testamento no 
contm uma revelao completa da existncia trinitria de Deus em relao ao Novo Testamento. Todavia, que o Deus Trino est presente no AT  inquestionvel.
H passagens que indicam que existe mais de uma pessoa em Deus, como por exemplo, naquelas em que Deus fala de si mesmo no plural (Gn 1.26; 11.7); quando o Anjo 
do Senhor  apresentado como uma pessoa divina, recebendo adorao (Ex 3.2-6; Jz 13.12-22; Ml 3.1); e tambm nas passagens em que se personifica a Palavra ou Sabedoria 
de Deus (Sl 33.4,6; Pv 8.12-31). Em alguns casos menciona-se mais de uma pessoa (Sl 33.6; 45.6,7, compare com Hb 1.8,9), e em outros Deus fala acerca do Messias 
e do Esprito Santo, ou o Messias fala de Deus e do Esprito (Is 48.16; 61.1; 63.9,10). Desse modo, o Antigo Testamento contm uma clara antecipao da revelao 
da Trindade, que no Novo Testamento aparece plenamente desenvolvida.

b) No Novo Testamento
 perfeitamente natural que as provas neotestamentrias sejam ainda mais claras que as do Velho Testamento, uma vez que o Novo registra a encarnao do Filho de 
Deus e o derramamento do Esprito Santo. H diversas passagens em que as trs pessoas so expressamente mencionadas, como em relao ao batismo de Jesus (Lc 3.21,22); 
no discurso de despedida de Jesus (Jo 14.16); na Grande Comisso (Mt 28.19); na bno apostlica (2Co 13.13), e tambm em passagens como estas: Lucas 1.35; 1Corntios 
12.4-6; 1Pedro 1.2.
O Novo Testamento oferece a revelao clara do Deus que envia seu Filho ao mundo (Jo 3.16; Gl 4.4; Hb 1.6; 1Jo 4.9); e os dois, Pai e Filho, enviam o Esprito Santo 
(Jo 14.26; 15.26; 16.7; Gl 4.6). Encontramos o Pai dirigindo-se ao Filho (Mc 1.11; Lc 3.22), o Filho se comunicando com o Pai (Mt 11.25,26; 26.39; Jo 11.41; 12.27,28) 
e o Esprito Santo orando a Deus nos coraes dos crentes (Rm 8.26). Dessa maneira, as pessoas da Trindade se perfilam melhor em nosso entendimento.

c) Comparao entre o Antigo e o Novo Testamentos
No Antigo Testamento Deus  apresentado como o Redentor e Salvador do seu povo (J 19.25; Sl 19.14; 78.35; 106.21; Is 41.14; 43.3,11,14; 47.4; 49.7,26; 60.16; Jr 
14.3; 50.14; Os 13.3). No Novo Testamento o Filho de Deus claramente se destaca nessa obra (Mt 1.21; Lc 1.76-79; Jo 4.42; At 5.3; Gl 3.13; 4.5; Fp 3.30; Tt 2.13,14). 
No Antigo Iaveh habita no meio de Israel e nos coraes dos que o temem (Sl 74.2; 135.21; Is 8.18; 57.15; Ez 43.7-9; Jl 3.17,21; Zc 2.10,11). No Novo o Esprito 
Santo  quem habita nos crentes (At 2.4; Rm 8.9,11; 1Co 3.16; Gl 4.6; Ef 2.22; Tg 4.5).

3. CONCEITOS ERRADOS SOBRE A TRINDADE

Na Igreja Crist Primitiva alguns apresentaram as trs pessoas da Trindade como sendo trs deuses.

Os sabelianos do 3o sculo negaram a existncia das trs pessoas na divindade, e afirmaram que Deus se revelou como Pai na criao e na transmisso da lei, como 
Filho na encarnao e como Esprito na regenerao e santificao. As trs pessoas eram reduzidas em uma.

Paulo de Samosata, tambm do 3o sculo, os socinianos da poca da Reforma e as Testemunhas de Jeov do presente, representam a Trindade como consistindo em Deus 
Pai, o homem Jesus Cristo e a influncia divina chamada Esprito de Deus. Essa opinio tambm representa Deus como um, no s no ser, mas igualmente em pessoa; por 
isso ignoram o verdadeiro conceito de Trindade.
Que o Esprito Santo nos ajude a viver de maneira que expressemos o significado do Deus Trino de forma autntica e segura.

Perguntas de Recapitulao

1. Em que consiste o mistrio real da Trindade?
2. Qual deve ser a atitude da Igreja em relao a esta doutrina?
3. Quais so os erros cometidos em relao a esta doutrina?

Parte XXVCristianismo e Mediunidade 
A mediunidade no  doutrina crist. O Senhor Jesus nunca ensinou que determinadas pessoas podem ser intermedirias entre os vivos e os mortos. A Bblia Sagrada 
no d respaldo  tese de que o homem possa "receber" espritos humanos superiores ou inferiores para possibilitar comunicao com os vivos. 

Jesus foi mdium? 

O Senhor Jesus no foi dirigido nem instrudo por guias espirituais. Nunca precisou entrar em transe para falar as verdades que falou. Tambm nada deixou psicografado. 
Suas palavras, ao flurem de uma mente s, no entorpecida, revelavam extrema sabedoria e coerncia. Para que Jesus recebesse "espritos", o Pai teria que fazer 
o mesmo. Disse Jesus: "Porque tudo quanto ele [o Pai] faz, o Filho o faz igualmente" (Jo 5.19). A recproca  verdadeira: tudo quanto o Filho faz, o Pai tambm faz. 
Se no consideramos Jesus um mentiroso, devemos admitir que se o Pai  Criador, o Filho tambm o ; se o Pai perdoa pecados, o Filho tambm perdoa; se o Pai  o 
Salvador, o Filho da mesma forma, O Pai e o Filho sabem e conhecem todas as coisas (oniscincia e onipresena). Logo, o Pai  Deus, o Filho tambm  Deus. Se o Filho, 
como mdium, recebesse "espritos", estaria em desigualdade com o Pai, pois Deus, como esprito, no pode receber esprito. 

O Senhor Jesus resume Sua igualdade com o Pai em poucas palavras: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30) e "Quem me v a mim v o Pai" (Jo 14.9). Pai e Filho so uma unidade, 
semelhantes em natureza, essncia e substncia. Somente a Trindade (Pai, Filho e Esprito Santo) possui os atributos incomunicveis de oniscincia, onipresena, 
onipotncia, eternidade e imutabilidade. Ainda mais:

Pai e Filho so chamados de Criador (Is 40.28; Jo 1.3); Salvador (Is 45.22; 43.11; Jo 4.42); ressuscitador de mortos (1 Sm 2.6; Jo 5.21); Juiz (Jl 3.2; Jo 5.27); 
Luz (Is 60.1.-20; Jo 8.12); Eu Sou (x 3.14; Jo 8.58); Pastor (Sl 23.1; Jo 10.11); Glria de Deus (Is 42.8; Jo 17.1,5); O Primeiro e o ltimo (Is 41.4; 44.6; Ap 
1.17; 2.8); Redentor (Os 13.14; Ap 5.9); Noivo (Is 62.5; Ap 21.2. cf. Mt 25.1ss); Rocha (Sl 18.2; 1 Co 10.4); Perdoador de pecados (Jr 31.34; Mc 2.7,10); Adorado 
pelos anjos (Sl 148.5; Cl 1.16); Senhor (Is 45.23; Fp 2.11). 

A identidade por excelncia entre Pai e Filho levou o Senhor Jesus a dizer: "Se vs me conhecsseis a mim, tambm conhecereis a meu Pai; e j desde agora o conheceis 
e o tendes visto" (Jo 14.7). Essas trs declaraes (Jo 5.19; 10.30; 14.7), dentre tantas outras, como visto acima, so provas inequvocas de Sua divindade. Nessa 
condio, imaginar que Ele tenha recorrido a "espritos" para ministrar a Verdade  algo impensvel. Ele no precisava de verdades vinda do mundo dos mortos. Ele 
prprio assegurou: "Eu sou a verdade" (Jo 14.6). Chega s raias do absurdo acreditar que Jesus e seus discpulos viveram em ambiente de transes medinicos para ouvir 
as vozes do alm. 

A Transfigurao foi uma sesso esprita?

No. Jesus apareceu em glria: "Transfigurou-se a aparncia do seu rosto, e a sua roupa ficou branca e mui resplandecente" (Lc 9.29). Nessa condio, com corpo glorioso, 
diferente do seu corpo carnal, Ele conversou com Moiss e Elias (Mt 17.2). Estes no conversaram com os apstolos Pedro, Joo e Tiago: "Eis que lhes apareceram Moiss 
e Elias, falando com Ele" (v.3). Os trs discpulos viram a glria celestial de Jesus, ou seja: Deus em corpo humano. No houve invocao dos "espritos", nem experincias 
medinicas. Transfigurado, Jesus falou com Moiss e Elias como se estivessem no cu. 

Jesus conversou com "espritos" humanos?

No. Os seres espirituais so: Deus (Pai, Filho e Esprito Santo), os anjos, os espritos humanos, Satans e os demnios (anjos decados). A Bblia Sagrada registra 
conversa de Jesus com Satans e com os demnios. A conversa mais longa est no captulo quatro do Evangelho de Mateus, quando Jesus foi tentado. Ao final, Jesus 
sentencia: "Vai-te, Satans, porque est escrito: Ao Senhor teu Deus adorars, e s a ele servirs" (v.10). Seria Satans [adversrio] um esprito humano necessitado 
de ajuda para prosseguir rumo  perfeio? No. Se fosse, Jesus o trataria de forma amistosa e o aconselharia a compreender sua situao de rebeldia: "Tenha calma, 
esprito desobediente. Chegar o dia em que alcanars o clmax e sers to perfeito quanto eu sou. Largue essa idia de querer que eu o adore". Se os demnios expulsos 
por Jesus fossem espritos humanos, Ele no teria dito: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41). Ao dizer 
"o diabo", Jesus definiu e individualizou esse esprito como diferente dos que estava mandando para o inferno. 

Jesus no ressuscitou a Lzaro? 

Ressuscitou. Lzaro, que estava morto, voltou a viver. "Ento, Jesus disse-lhes claramente: Lzaro est morto" (Jo 11.14). Desculpem-me pelo bvio, mas morto quer 
dizer morto mesmo, sem vida; quer dizer que o esprito j se separou do corpo. E depois: "Lzaro, vem para fora. E o defunto saiu..." (vv. 43, 44). Aquele que estava 
morto voltou a viver. Lzaro no sofrera um ataque de catalepsia, estado em que o enfermo fica imvel, sem atividade motora, mas no morto. Somente Deus pode dar 
vida a um corpo morto. Jesus fez isso porque tudo quanto o Pai faz o Filho faz igualmente. Jesus no precisou de dons medinicos. A mesma coisa aconteceu com o filho 
da viva de Naim. 

Os homens de Deus mantinham estreita e constante comunicao com os mortos via mediunidade?

No. Eles consultavam o Senhor, em obedincia ao Senhor: "Quando, pois, vos disserem: Consultai os que tm espritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: 
Porventura no consultar o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se- aos mortos?" (Is 8.19). Quem no cr nessa palavra, procura outros deuses. Os profetas 
no serviam de canais entre mortos e vivos; no consultavam espritos familiares. Os verdadeiros cristos seguem o mesmo caminho. Jesus convida os oprimidos para 
irem a Ele (Mt 11.28). 

Os "espritos" ajudaram Jos a interpretar sonhos

No. Jos deixou claro que a interpretao seria dada por seu Deus: "Isso no est em mim; Deus dar resposta de paz a Fara" (Gn 41.16). O mesmo raciocnio vale 
para Daniel. Ele interpretou sonhos e decifrou enigmas, no porque tenha sido ajudado pelo algum "esprito", mas porque Deus lhe deu graa, misericrdia, conhecimento, 
inteligncia em todas as letras, sabedoria e capacidade de interpretar vises e sonhos (Dn 1.9, 17). Convm lembrar que os homens, em vida ou na morte, no possuem 
poderes para conhecer o futuro, exceto se por revelao divina. 

A ressurreio de Jesus foi corporal?

Sim. Ressurreio significa voltar a viver. Todos os filhos de Deus que estiverem mortos por ocasio da vinda do Senhor ressuscitaro (1 Ts 4.16-17). Jesus disse: 
"Eu sou a ressurreio e a vida; quem cr em mim, ainda que esteja morto, viver. E todo aquele que vive, e cr em mim, nunca morrer. Crs tu nisso?" (Jo 11.25-26). 
Ressurreio corporal significa voltar a viver com o corpo original. Jesus confirmou tal doutrina. Depois de sua ressurreio, disse aos discpulos: "Vede as minhas 
mos e os meus ps, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um esprito no tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lc 24.39). Depois, como prova adicional, 
comeu peixe assado com mel (v.41-43). 

As aparies de Jesus ressuscitado no foram manifestaes espirituais. Ressurreto, Ele no mais estava sujeito s limitaes da carne. Em corpo glorioso, podia 
entrar numa casa e dela sair sem necessidade de abrir portas. Sabemos que o mistrio da encarnao do Verbo excede nosso entendimento. "Porque agora vemos por espelho 
em enigma, mas ento veremos face a face; agora conheo em parte, mas ento conhecerei como tambm sou conhecido" (1 Co 13.12).

       
Estude com f depois de ter terminado os seus estudos, envie seu questionrio com as respostas devidas para o endereo de e-mail: teologiagratis@hotmail.com, se 
assim quiser, logo aps respondido e corrigido o questionrio, alcanando media acima de 7,5, solicite o seu Lindo DIPLOMA de Formatura e a sua Credencial de Seminarista 
formado, tambm poder solicitar estagio missionrio em uma de nossas igrejas no Brasil ou exterior traves da Federao Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil 
ou Fenipe, que depois do Estagio se assim o achar apto para o Ministrio poder solicitar a sua ordenao por uma de nossas organizaes filiadas no Brasil ou no 
exterior, assim voc poder tambm receber a sua Credencial de Ministro Aspirante ao Ministrio de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esta apostila tem 118 pagina 
boa sorte.

Sem nadas mais graa e Paz da Parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo bons estudos.

Reverendo Antony Steff Gilson de Oliveira 
Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada de Nova Vida
Presidente da Federao Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe
 




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Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida
